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September 13, 2018 | Author: OBerçodaCortiça | Category: Economics, Sociology, Learning, Lesson, Portugal
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ECONOMIA A – 10.o ANO Economia A

CADERNO DE APOIO AO PROFESSOR

MARIA JOÃO PAIS • MARIA DA LUZ OLIVEIRA • MARIA MANUELA GÓIS • BELMIRO GIL CABRITO

∫ Planificações ∫ Testes por unidade com soluções ∫ Testes globais por período com soluções ∫ Soluções do manual

Índice

Introdução ........................................................ 2 1. Programa de Economia A (excerto adaptado do Programa oficial homologado) 1.1 Finalidades e objetivos da disciplina ......... 3 1.2 Esquema conceptual dos conteúdos ........ 5 1.3 Sugestões metodológicas gerais ............... 6 1.4 Avaliação ................................................... 7

2. Recursos didáticos disponibilizados por unidade letiva Módulo Inicial .............................................. 8 Unidade 1 .................................................... 9 Unidade 2 .................................................. 10 Unidade 3 .................................................. 11 Unidade 4 .................................................. 12 Unidade 5 .................................................. 13 Unidade 6 .................................................. 14 Unidade 7 .................................................. 15

4.3.1 Introdução ........................................ 22 4.3.2 A água como recurso escasso ............. 23 4.3.3 Desemprego em Portugal ................... 26

4.4 A União Europeia a 28 ............................ 30

5. (Re)pensar a Economia 5.1 Alguns marcos da construção do pensamento económico ............... 31 5.2 A Economia da Felicidade .................. 32

6. Testes das unidades letivas  Teste de avaliação 1 – A atividade económica e a ciência económica ............. 34  Teste de avaliação 2 – Necessidades e consumo .............................................. 37  Teste de avaliação 3 – A produção de bens e serviços ................................... 40  Teste de avaliação 4 – Comércio e moeda ................................................. 44  Teste de avaliação 5 – Preços e mercados ................................................ 48  Teste de avaliação 6 – Rendimentos

3. Economia e sociedade – propostas de temas para investigação 3.1 Introdução ............................................... 16 3.2 Competências ......................................... 16 3.3 Sugestões de temas ................................ 17 3.4 Guião para investigação .......................... 18 3.5 O relatório – sugestão de uma estrutura .... 29

4. Atividades 4.1 Proposta de exploração do filme «Tempos Modernos» (Charlie Chaplin) ................... 20 4.2 Visita de estudo a uma empresa ............. 21 4.3 Webquestions .......................................... 22

e repartição dos rendimentos ................... 51  Teste de avaliação 7 – Poupança e investimento ........................................ 54

7. Testes globais de final de período  Teste global 1 .......................................... 58  Teste global 2 .......................................... 63  Teste global 3 .......................................... 68

Soluções Testes das unidades letivas ..................... 72 Testes globais de final de período ........... 77 Manual (questões, Avaliação e Economia Aplicada) ............................................ 80

INTRODUÇÃO

Colegas, Assumimos, de novo, a tarefa de elaborar um conjunto de instrumentos de ensino-aprendizagem para os alunos de Economia A: o Manual do Aluno, o livro Preparação para os Testes e um vasto leque de atividades didáticas. Para o docente, elaborámos o Manual do Professor e o Caderno de Apoio ao Professor, para além de outros elementos didáticos específicos incluídos em 20 Aula Digital. O Caderno de Apoio ao Professor que vos apresentamos contém algumas inovações: um mapa de recursos que permite uma melhor planificação ou gestão dos diferentes recursos que disponibilizamos para todas as unidades do programa oficial, incluindo o Módulo Inicial; um teste de avaliação por unidade letiva e um teste global para cada final de período, ambos com as respetivas cotações e resoluções; bem como todas as soluções das questões do manual. Outras atividades são também sugeridas: uma proposta de visita de estudo, uma proposta de exploração de um filme, a utilização de recursos didáticos tais como as webquestions, por exemplo, completam este instrumento de apoio à gestão curricular da disciplina de Economia A. Reconhecendo que o recurso a materiais inovadores é sempre um elemento de motivação e utilidade, iniciámos um percurso multimédia, a que o professor poderá aceder, em sala de aula (20 Aula Digital), com um conjunto alargado de atividades para ilustração de conteúdos programáticos e para síntese ou avaliação dos conteúdos lecionados. Considerando a investigação/pesquisa uma das grandes finalidades do ensino prevista no programa homologado e nos objetivos do sistema educativo vigente, propomos, igualmente, alguns trabalhos nesse sentido, designados por Economia e Sociedade. Desejamos, assim, poder ter correspondido às expectativas dos colegas e ter contribuído para a nobre tarefa de ensinar.

Os Autores

Nota: Este caderno encontra-se redigido conforme o novo Acordo Ortográfico

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1 Programa de Economia A (excerto adaptado do Programa oficial homologado) 1.1 Finalidades e objetivos da disciplina A iniciação ao estudo da Economia é hoje, no princípio do século XXI, indispensável à formação geral do cidadão português e da União Europeia, qualquer que seja o percurso académico que este venha a seguir. De facto, a iniciação ao estudo da Economia permite: • a aquisição de instrumentos fundamentais para o entendimento da dimensão económica da realidade social; • a descodificação e a sistematização da terminologia económica, hoje de uso corrente, sobretudo nos meios de comunicação social; • o desenvolvimento da capacidade de intervenção construtiva num mundo em mudança acelerada e cada vez mais global, mas onde as decisões a tomar são, quase sempre, nacionais e, muitas vezes, de natureza ou com implicações económicas. Assim, são finalidades da disciplina de Economia A, no conjunto dos dois anos da sua lecionação: • Perspetivar a Economia no conjunto das ciências sociais. • Fornecer conceitos básicos da ciência económica. • Promover a compreensão dos factos de natureza económica, integrando-os no seu contexto social mais amplo. • Fomentar a articulação de conhecimentos sobre a realidade social. • Contribuir para a compreensão de grandes problemas do mundo atual, a diferentes níveis de análise. • Promover o rigor científico e o desenvolvimento do raciocínio, do espírito crítico e da capacidade de intervenção, nomeadamente na resolução de problemas. • Contribuir para melhorar o domínio escrito e oral da língua portuguesa. • Desenvolver técnicas de trabalho intelectual, nomeadamente no domínio da pesquisa, do tratamento e da apresentação da informação. • Promover a utilização das novas tecnologias da informação. • Desenvolver a capacidade de trabalho individual e em grupo. • Fomentar a interiorização de valores de tolerância, respeito pelas diferenças, democracia e justiça social, solidariedade e cooperação. • Fomentar atitudes de não discriminação, favoráveis à promoção da igualdade de oportunidades para todos. • Contribuir para a formação do cidadão, educando para a cidadania, para a mudança e para o desenvolvimento, no respeito pelos Direitos Humanos.

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Do exposto, resultam os seguintes objetivos para os alunos da disciplina de Economia A:

I – No domínio dos conhecimentos: • Compreender a perspetiva da ciência económica na análise dos fenómenos sociais. • Integrar os fenómenos económicos no contexto dos fenómenos sociais. • Compreender conceitos económicos fundamentais. • Utilizar corretamente a terminologia económica. • Compreender normas básicas da contabilização da atividade económica das sociedades. • Compreender aspetos relevantes da organização económica das sociedades. • Conhecer aspetos relevantes das economias portuguesa e da União Europeia.

II – No domínio das competências e das atitudes: • • • • • • • • • • • • • • • • •

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Desenvolver hábitos e métodos de estudo. Desenvolver competências no domínio do «aprender a aprender». Desenvolver o gosto pela pesquisa. Desenvolver capacidades de compreensão e de expressão oral e escrita. Pesquisar informação em diferentes fontes, nomeadamente com a utilização das novas tecnologias da informação. Analisar documentos de diversos tipos – textos de autor, notícias da imprensa, dados estatísticos, documentos audiovisuais. Interpretar quadros e gráficos. Elaborar sínteses de conteúdo de documentação analisada. Utilizar técnicas de representação da realidade como esquemas-síntese, quadros de dados e gráficos. Fazer comunicações orais com apoio de suportes diversificados de apresentação de informação. Estruturar respostas escritas com correção formal e de conteúdo. Elaborar projetos de trabalho, realizá-los e avaliá-los. Desenvolver o espírito crítico. Desenvolver a capacidade de discutir ideias, de as fundamentar corretamente e de atender às ideias dos outros. Desenvolver o espírito de tolerância, de respeito pela diferença e de cooperação. Desenvolver o espírito criativo e de abertura à inovação. Desenvolver a capacidade de intervir de forma construtiva.

1.2 Esquema conceptual dos conteúdos

REALIDADE SOCIAL

CIÊNCIAS SOCIAIS

ATIVIDADE ECONÓMICA

CIÊNCIA ECONÓMICA

NECESSIDADES DE CONSUMO

A PRODUÇÃO DE BENS E DE SERVIÇOS

COMÉRCIO E MOEDA

PREÇOS E MERCADOS

RENDIMENTOS E REPARTIÇÃO DOS RENDIMENTOS

POUPANÇA E INVESTIMENTO

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1.3 Sugestões metodológicas gerais De acordo com as finalidades e os objetivos apresentados, torna-se evidente a necessidade de um processo de ensino-aprendizagem centrado no aluno; um processo ativo que promova a aquisição rigorosa de conhecimentos, incentive o desenvolvimento de competências e de atitudes socialmente úteis e que fomente a autonomia. De facto: «Há maiores possibilidades de aprendizagem nas salas de aula onde existe: 1. Aprendizagem ativa, ou seja, abordagens que encorajam os participantes a implicar-se em oportunidades de aprendizagem. 2. Negociação de objetivos, ou seja, abordagens em que as atividades têm em conta as motivações e interesses de cada participante. 3. Demonstração, prática e reflexão sobre a prática, ou seja, abordagens em que se propõem modelos práticos, se promove a sua utilização e se dão oportunidades de refletir sobre eles. 4. Avaliação contínua, ou seja, abordagens que promovem a investigação e a reflexão como meios de revisão da aprendizagem. 5. Apoio, ou seja, abordagens que ajudam os indivíduos a correr riscos.» (UNESCO, 1996)

Em termos metodológicos, recorda-se a importância da utilização de estratégias diversificadas, na medida do possível adequadas à diversidade das necessidades e das especificidades dos alunos, sempre com recurso a metodologias ativas. Ressalta ainda das finalidades e dos objetivos definidos a importância a dar ao desenvolvimento de técnicas de pesquisa, de tratamento e de apresentação da informação, com recurso indispensável às designadas novas tecnologias da informação. Este trabalho deverá desenvolver-se quer individualmente quer em trabalho de grupo e, quando for considerado oportuno, poderá assumir a forma de trabalho de projeto.

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1.4 Avaliação A avaliação deverá ser uma prática pedagógica sistematizada e contínua, integrada no processo de ensino-aprendizagem, e que deverá incidir não só sobre os produtos mas igualmente sobre os processos, com intenção profundamente formativa. De facto, o professor deverá ter em conta os diversos fatores condicionantes das aprendizagens dos alunos, nomeadamente a sua diversidade sociocultural e a sua diversidade de estilos pessoais de aprendizagem, integrando-os nas suas preocupações e permitindo uma seleção mais adequada de estratégias de ensino-aprendizagem e de estratégias de superação de dificuldades detetadas. Do referido decorre, igualmente, a necessidade de recorrer a estratégias, técnicas e instrumentos diversificados de avaliação. Por outro lado, a avaliação deverá ser sempre uma prática contextualizada, decorrendo das atividades praticadas pelos alunos na sala de aula e, quando necessário, fora dela. Assim, devem ser considerados os seguintes objetos de avaliação: • As atitudes e os comportamentos na aula, nomeadamente a assiduidade, a pontualidade e a participação nos trabalhos do dia a dia (nível de empenhamento e qualidade dessa participação). • Os conhecimentos e as competências. • A progressão no nível de consecução dos objetivos. Considera-se, ainda, fundamental que a avaliação formativa promova o desenvolvimento de hábitos e de métodos de estudo, bem como o desenvolvimento de técnicas de trabalho intelectual, nomeadamente no domínio da pesquisa, seleção, tratamento e apresentação da informação, procurada em fontes diversificadas, nomeadamente com recurso às novas tecnologias da informação e da comunicação. Por outro lado, os instrumentos de avaliação deverão ser diversificados e adequados aos objetos da avaliação. Entre outros, a selecionar em função das circunstâncias concretas, sugerem-se: • Grelhas de registo de atitudes e de comportamento. • Grelhas de observação do trabalho individual e em grupo dos alunos. • Entrevistas e questionários. • Relatório de atividades, nomeadamente de visitas de estudo e de participação em debates. • Apresentações escritas e orais de trabalhos (fichas de trabalho, trabalhos de investigação, trabalhos de projeto, etc.). • Testes escritos que contemplem tipos diversificados de questões (questões objetivas de diversos tipos, questões de composição curta e questões de composição longa). • Testes orais.

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8 Conteúdos 1. A importância do estudo da Economia 2. Alguns conceitos a relembrar 3. Técnicas essenciais 3.1 Interpretação de textos 3.2 Elaboração de esquemas 3.3 Análise de quadros 3.4 Construção de gráficos 3.5 Redação de sínteses de conclusões

Objetivos  Compreender a importância do estudo da Economia  Compreender conceitos  Interpretar textos e esquemas  Aplicar diferentes instrumentos na representação de dados económicos e sociais

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 10 a 22) o

– Questões n. 1 a 10 – Avaliação (págs. 23 a 25) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)

 Analisar gráficos e quadros  Produzir sínteses  Reconhecer a dimensão social na análise económica

 20 Aula Digital – Teste interativo para o professor  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções da Avaliação do manual

Calendarização  9 tempos letivos (13,5 h)

2 Recursos didáticos disponibilizados por unidade letiva

MÓDULO INICIAL

MÓDULO I – INTRODUÇÃO Unidade 1 – A atividade económica e a ciência económica Conteúdos

Objetivos

1.1 Realidade social e as ciências sociais

 Compreender a importância da dimensão económica na realidade social

1.2 Fenómenos sociais e fenómenos económicos

 Perspetivar a Economia como uma ciência social

1.3 A Economia como ciência e o seu objeto de estudo

 Justificar a interligação da Economia com as outras ciências sociais

1.4 A atividade económica e os agentes económicos

 Compreender os fenómenos económicos como fenómenos sociais  Compreender o objeto da ciência económica  Conhecer o papel dos agentes económicos na atividade económica

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 28 a 37) o – Questões n. 1 a 12 – Sintetizando (págs. 30, 31, 34, 37) – Esquematizando (pág. 38) – Resumindo (pág. 39) – Avaliação (págs. 40 a 43) – Economia Aplicada (págs. 44 e 45) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 8 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «Escola: realidade social» – PowerPoint – «Economia: ciência social» – PowerPoint – «A atividade económica e os agentes económicos»  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 2 a 4) – Ficha formativa 1 (págs. 5 e 6) – Teste de avaliação 1 (págs. 7 a 9) – Soluções da ficha formativa 1 e do teste de avaliação 1 (págs. 75 e 76)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia Aplicada do manual – Teste da unidade 1 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  5 tempos letivos (7,5 h)

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MÓDULO II – ASPETOS FUNDAMENTAIS DA ATIVIDADE ECONÓMICA Unidade 2 – Necessidades e consumo Conteúdos

Objetivos

2.1 Necessidades – noção e classificação

 Reconhecer a existência de múltiplas necessidades decorrentes da vida humana

2.2 Consumo – noção e tipos de consumo

 Compreender o consumo como satisfação de necessidades

2.3 Padrões de consumo – diferenças e fatores explicativos

 Analisar algumas situações dentro da diversidade de padrões de consumo

2.4 Evolução da estrutura de consumo em Portugal e na União Europeia

 Compreender a ação condicionante/determinante de fatores económicos e extraeconómicos sobre o consumo

2.5 A sociedade de consumo 2.6 O consumerismo e a responsabilidade social dos consumidores 2.7 A defesa dos consumidores em Portugal e na União Europeia

 Reconhecer na sociedade de consumo a origem do consumismo  Perspetivar o consumerismo como uma prática social responsável pela defesa dos direitos dos consumidores  Reconhecer a necessidade de organizações que defendam o cidadão na atual sociedade de consumo  Analisar algumas situações de consumo em Portugal e na UE

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 48 a 83) – Questões 1 a 64 – Sintetizando (págs. 52, 58, 69, 73, 78, 80, 83) – Esquematizando (pág. 84) – Resumindo (pág. 85) – Avaliação (págs. 86 a 89) – Economia Aplicada (págs. 90 e 91) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 14 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «A moda – fenómeno social, a complexidade e a interdisciplinaridade» – PowerPoint – «O consumo: fenómeno social total» – PowerPoint – «Fatores que influenciam o consumo» – PowerPoint – «Estrutura do consumo»  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 10 a 14) – Ficha formativa 1 (págs. 15 e 16) – Teste de avaliação 2 (págs. 17 a 19) – Soluções da ficha formativa 2 e do teste de avaliação 2 (págs. 76 a 79)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia aplicada do manual – Teste da unidade 2 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  16 tempos letivos (24 h)

Unidade 3 – A produção de bens e serviços Conteúdos

Objetivos

3.1 Bens – noção e classificação

 Compreender o conceito de bem económico

3.2 Produção e processo produtivo. Setores de atividade económica

 Aplicar a classificação dos bens

3.3 Fatores de produção – noção e classificação 3.4 A combinação dos fatores de produção

 Relacionar produção com satisfação de necessidades  Relacionar a estrutura sectorial do produto com o nível de desenvolvimento dos países  Aplicar as fórmulas relativas à taxa de atividade e desemprego  Interpretar valores  Analisar, em termos de custo-benefício, situações de trabalho decorrentes do desenvolvimento tecnológico  Avaliar o papel da educação/ formação na valorização dos recursos humanos  Analisar diferentes combinações dos fatores produtivos numa perspetiva de curto e longo prazo  Aplicar os conceitos de produtividade dos fatores produtivos na resolução de problemas  Compreender os conceitos de economia e deseconomias de escala

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 94 a 129) – Questões 1 a 46 – Sintetizando (págs. 97, 102, 120, 129) – Esquematizando (pág. 130) – Resumindo (pág. 131) – Avaliação (págs. 132 a 135) – Economia Aplicada (págs. 136 e 137) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 8 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «Fatores produtivos» – PowerPoint– «Produção e setores de atividade económica» – PowerPoint – «Terciarização das economias» – PowerPoint – «Produtividade» – PowerPoint – «A combinação dos fatores produtivos» Jogos  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 20 a 25) – Ficha formativa 3 (págs. 26 a 28) – Teste de avaliação 3 (págs. 29 a 31) – Soluções da ficha formativa 3 e do teste de avaliação 3 (págs. 79 e 80)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia Aplicada do manual – Teste da unidade 3 e soluções – Teste global 1 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  17 tempos letivos (25,5 h)

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Unidade 4 – Comércio e moeda Conteúdos

Objetivos

4.1 Comércio – noção e tipos

 Compreender aspetos importantes da distribuição

4.2 A evolução da moeda – formas e funções

 Compreender a função da distribuição na atividade económica

4.3 A nova moeda portuguesa – o euro

 Compreender a função da moeda numa economia de troca

4.4 O preço de um bem – noção e componentes 4.5 A inflação – noção e medida 4.6 A inflação em Portugal e na União Europeia

 Analisar o fenómeno inflacionista

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 140 a 167) – Questões 1 a 21 – Sintetizando (págs. 150, 157, 159, 160, 166, 167) – Esquematizando (pág. 168) – Resumindo (pág. 169) – Avaliação (págs. 170 a 173) – Economia Aplicada (págs. 174 e 175) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 10 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «A inflação – noção, causas e consequências»  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 32 a 39) – Ficha formativa 4 (págs. 40 a 42) – Teste de avaliação 4 (págs. 43 a 45) – Soluções da ficha formativa 4 e do teste de avaliação 4 (págs. 80 a 82)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia Aplicada do manual – Teste da unidade 4 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  14 tempos letivos (21 h)

Unidade 5 – Preços e mercados Conteúdos

Objetivos

5.1 Noção e exemplos de mercado

 Compreender o conceito de mercado

5.2 O mecanismo de mercado

 Compreender o mecanismo de mercado

5.3 Estrutura dos mercados

 Conhecer as determinantes da oferta e da procura  Relacionar a oferta e a procura com a variação dos preços  Representar graficamente as curvas da oferta e da procura  Relacionar as deslocações das curvas da procura e da oferta com variações das suas determinantes  Determinar o ponto de equilíbrio do mercado  Caracterizar diferentes tipos de mercados – mercado de concorrência perfeita e mercados de concorrência imperfeita

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 178 a 199) – Questões 1 a 30 – Sintetizando (págs. 179, 188, 199) – Esquematizando (pág. 200) – Resumindo (pág. 201) – Avaliação (págs. 202 a 205) – Economia Aplicada (págs. 206 e 207) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 6 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «Oferta» – PowerPoint – «Procura» – PowerPoint – «Equilíbrio de mercado» – PowerPoint – «Tipos de mercado»  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 46 a 48) – Ficha formativa 5 (págs. 49 e 50) – Teste de avaliação 5 (págs. 51 a 53) – Soluções da ficha formativa 5 e do teste de avaliação 5 (págs. 82 a 85)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia aplicada do manual – Teste da unidade 5 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  12 tempos letivos (18 h)

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Unidade 6 – Rendimentos e repartição dos rendimentos Conteúdos

Objetivos

6.1 A atividade produtiva e a formação dos rendimentos

 Relacionar a atividade produtiva com o processo de formação dos rendimentos

6.2 A repartição funcional dos rendimentos

 Compreender o processo de repartição funcional dos rendimentos

6.3 A repartição pessoal dos rendimentos 6.4 A redistribuição dos rendimentos 6.5 As desigualdades na repartição dos rendimentos em Portugal e na União Europeia

 Analisar, de um ponto de vista económico e social, o processo de repartição pessoal dos rendimentos  Relacionar salário nominal, taxa de inflação e salário real  Relacionar leque salarial com desigualdades na repartição dos rendimentos do trabalho  Compreender o conceito de Rendimento per capita  Interpretar curvas de Lorenz  Compreender os mecanismos de redistribuição dos rendimentos  Analisar desigualdades na repartição dos rendimentos em Portugal e na União Europeia

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 210 a 235) – Questões 1 a 49 – Sintetizando (págs. 210, 214, 221, 229, 235) – Esquematizando (pág. 236) – Resumindo (pág. 237) – Avaliação (págs. 238 a 241) – Economia Aplicada (págs. 242 e 243) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 10 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «A repartição dos rendimentos» – PowerPoint – «A redistribuição dos rendimentos» – PowerPoint – «As desigualdades na repartição dos rendimentos em Portugal e na União Europeia»  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 54 a 58) – Ficha formativa 6 (pág. 59) – Teste de avaliação 6 (págs. 60 a 63) – Soluções da ficha formativa 6 e do teste de avaliação 6 (págs. 85 e 86)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia Aplicada do manual – Teste da unidade 6 e soluções – Teste global 2 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  12 tempos letivos (18 h)

Unidade 7 – Poupança e investimento Conteúdos

Objetivos

7.1 A utilização dos rendimentos – consumo e poupança

 Compreender a importância do financiamento à economia

7.2 Os destinos da poupança. A importância do investimento

 Compreender a relação entre poupança, investimento e crescimento da economia

7.3 O financiamento da atividade económica – autofinanciamento e financiamento externo

 Compreender a importância do crédito para o financiamento da atividade económica

7.4 O investimento em Portugal e o investimento português no estrangeiro

 Conhecer o papel das instituições financeiras no financiamento da atividade económica

Recursos didáticos disponibilizados  Manual – Texto expositivo/explicativo (págs. 246 a 273) – Questões 1 a 18 – Sintetizando (pág. 246, 252, 271, 273) – Esquematizando (pág. 274) – Resumindo (pág. 275) – Avaliação (págs. 276 a 279) – Economia Aplicada (págs. 280 e 281) – Glossário (págs. 282 a 291) – Índice remissivo (págs. 292 a 294)  20 Aula Digital – 8 testes para os alunos – 1 teste para o professor – PowerPoint – «O investimento – tipos, funções e importância para a economia dos países» – PowerPoint – «Os títulos mobiliários e a aplicação da poupança»  Livro Preparação para os Testes – Resumo (págs. 64 a 68) – Ficha formativa 7 (págs. 69 a 71) – Teste de avaliação 7 (págs. 72 a 74) – Soluções da ficha formativa 7 e do teste de avaliação 7 (págs. 86 a 88)  Caderno de Apoio ao Professor – Planificação de recursos – Soluções das questões, da Avaliação e da Economia Aplicada do manual – Teste da unidade 7 e soluções – Teste global 3 e soluções – Propostas de trabalho de investigação subordinadas ao tema «Economia e Sociedade» – Outras atividades

Calendarização  14 tempos letivos (21 h)

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3 ECONOMIA E SOCIEDADE – Propostas de temas para investigação 3.1 Introdução São considerados objetivos do sistema educativo para os alunos do ensino secundário, conforme se pode ler nos documentos oficiais, nomeadamente na Lei n.o 49/2005, artigo 9.o, o proporcionar aos alunos um ensino baseado no raciocínio e reflexão, na curiosidade científica, na observação e experimentação na crítica fundamentada, para que a formação dos jovens não seja sustentada, apenas, em termos de literacia científica, mas também na capacidade de dar resposta aos problemas da comunidade. Nesse sentido, parece-nos fundamental que o aluno, para além da compreensão indispensável dos conteúdos programáticos, possa ser confrontado com a realidade social global de que faz parte, que o condiciona, se interrogue e procure, de forma orientada e articulada com outras dimensões sociais, o conhecimento. Nesse percurso para o saber, o aluno deverá ser sensibilizado para a dimensão ética que a problemática económica implica, sobretudo quando as questões de escolha se impõem. É esse questionamento e reflexão que poderão transportar o aluno para outra realidade menos técnica e mais humana, afinal, o objetivo de uma formação para a cidadania. As áreas suscetíveis de abordagem são muitas, tudo dependendo do interesse do aluno por algum tema de investigação, em particular. Sugerimos, contudo, que nos temas que os alunos possam selecionar, se procure a comparação e avaliação de situações, recorrendo a dados estatísticos atualizados, permitindo, assim, obter uma quadro evolutivo caracterizador de realidades sociais. A metodologia a seguir dependerá do tema-problema e das possibilidades do investigador. Sugere-se, contudo, a metodologia do trabalho de projeto por respeitar a curiosidade, a motivação ou os interesses do investigador e pelas potencialidades formativas que desenvolve. No entanto, qualquer método é de respeitar. Pelas possibilidades formativas que estes trabalhos de investigação proporcionam, decidimos intitular as atividades propostas de «Economia e Sociedade».

3.2 Competências Consideramos ser possível desenvolver as seguintes competências:  Selecionar uma área de estudo, identificando o problema a pesquisar;  Recolher informação bibliográfica, teórica e estatística relativa ao tema selecionado;  Selecionar a informação, recolhendo os conteúdos e os indicadores próprios para a

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investigação do tema-problema, aplicando os conceitos e os conhecimentos teóricos estudados nas unidades letivas anteriores; Analisar a informação e estabelecer relações entre as variáveis; Retirar conclusões; Expor, sob a forma de relatório escrito ou apresentação em PowerPoint, o tema estudado; Apresentar e discutir o trabalho na turma.

3.3 Sugestões de temas TEMAS PROPOSTOS PARA INVESTIGAÇÃO Unidades letivas

Temas e sugestões de exploração  A Escola e as desigualdades sociais como objeto de estudo das diversas ciências sociais (a Escola na I República, no Estado Novo e após a Revolução de 25 de Abril de 1974; a Escola e a reprodução das desigualdades; a Escola como motor de ascensão social; a Escola e o desemprego juvenil; a igualdade de oportunidades; os custos da Escola, por exemplo).

Unidade 1

 As Famílias: realidade social complexa estudada pelas ciências sociais (diferentes tipos de famílias; os custos dos casamentos e das separações; desigualdades de género nas famílias; famílias monoparentais; famílias recompostas; famílias solidárias, por exemplo).  A ciência económica e a Ética (respostas da Economia às situações de: desemprego; pobreza; exclusão social; desperdícios; racionalidade económica; desequilíbrios ambientais; desigualdades sociais; por exemplo).  A Ética e a racionalidade económica – uma conciliação impossível?  As atividades económicas e os agentes económicos na região onde os alunos vivem.  A sociedade de consumo e o endividamento (o papel do consumo nas sociedades industrializadas; o crédito como fator de propensão ao consumo e sua relação com o rendimento disponível – o problema das escolhas; o endividamento como consequência de opções consumistas; a racionalidade económica como limite ao consumo, por exemplo).

Unidade 2

 O consumo ético (consumo e satisfação de necessidades – que necessidades?; consumo de bens e serviços produzidos com respeito por valores como o ambiente e os direitos humanos, por exemplo).  Traços da sociedade de consumo atual – (comparações temporais e sua avaliação).  Desemprego – fenómeno social total (implicações pessoais, económicas, sociais e globais do fenómeno).

Unidade 3

 Economia do conhecimento e importância da qualificação de recursos humanos (a posição de Portugal na divisão internacional do trabalho; a necessidade de qualificação dos recursos humanos para subir na cadeia de valor dos produtos exportáveis; a análise do caso português: a importância crescente das empresas inovadoras; a evolução do I&D, setores institucionais que mais promovem o I&D, setores de atividade mais utilizadores de I&D, etc.).  Desemprego de longo prazo (caracterização do desemprego de longa duração por setores/ramos de atividade económica, nível de escolaridade, género, idade, formação contínua, etc.).

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Unidade 4

 Peso dos produtos nacionais nas lojas (vestuário, calçado, bens alimentares, eletrodomésticos) – realização de uma amostra através da ida às lojas. Elaborar uma tabela de resultados e tirar conclusões.  A crise económica e o comércio local – levantamento de lojas fechadas na área da escola; inquérito aos comerciantes locais.  Ecomercados (as preocupações ambientais; quem procura produtos e serviços «verdes»; características e importância dos mercados «verdes» nas economias desenvolvidas, etc.).

Unidade 5

 Falhas de mercado (consequências económicas, sociais e ambientais; a intervenção do Estado como regulador, por exemplo).  Estudo de caso sobre exemplos de concentração empresarial.  A repartição primária dos rendimentos.

Unidade 6

 As desigualdades sociais face ao desemprego (jovens; pessoas com mais de 40 anos; diferentes níveis educacionais e de formação; género; região; tendências do mercado de trabalho para a juventude e subsídio de desemprego, por exemplo).  A redistribuição dos rendimentos e a justiça social.

Unidade 7

 O crédito e o endividamento excessivo das famílias. As famílias podem declarar insolvência? Relações entre o rendimento e as obrigações decorrentes do crédito.  A poupança nos jovens – produtos financeiros disponíveis. Pesquisa da oferta existente no mercado e comparações dos produtos.

Casos de sucesso da economia portuguesa

O aluno poderá recolher informação sobre casos de sucesso de empresas ou nichos de mercado em expansão, identificando o seu percurso.

3.4 Guião para investigação Apresenta-se, em seguida, um método de abordagem para um tema de pesquisa.

I – Identificação do tema / problema / objeto de estudo  Formulação da pergunta de partida:

«O que vai ser estudado? O que vai ser pesquisado?»

II – Procura de informação para exploração do problema  Onde procurar os elementos necessários ao estudo?  Estatísticas do Banco de Portugal, do INE, do Ministério da Economia e Investigação,

Ministério do Trabalho, da OCDE, do FMI e do Eurostat.

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 Notícias específicas sobre o tema retiradas de jornais económicos e de revistas da

especialidade.  Inquéritos.  Entrevistas a alguns empresários, ou seus representantes, e representantes dos

trabalhadores.  Recolha bibliográfica.  Estudos.

III – Seleção e análise da informação recolhida Deverá ser feita uma seleção que permita estabelecer a relação entre as variáveis que foram consideradas corretas para o estudo em causa, isto é, deverá ser selecionada a informação que permita testar o quadro teórico estabelecido. Nesta fase da pesquisa será testada a relação que se definiu entre as variáveis.

IV – Conclusões A apresentação das conclusões deverá incluir pistas para solucionar o problema ou aprofundar o estudo iniciado.

3.5 O relatório – sugestão de uma estrutura Todo o relatório deverá seguir uma estrutura sequencial, articulada e coerente.  Identificação da escola.  Identificação da disciplina e da unidade didática.

Capa

 Identificação do trabalho realizado.  Identificação do autor do relatório.  Identificação da data da realização do relatório.

Índice

 Identificação das partes e dos capítulos em que o relatório se encontra organizado, bem como do número da página em que cada capítulo se inicia.  Identificação do trabalho desenvolvido.

Introdução

 Definição dos objetivos do trabalho.  Apresentação da estrutura do relatório.  Introdução – razões que levaram a escolher o tema, por exemplo.

Corpo do relatório

 Desenvolvimento dos subtemas – é a parte principal do relatório onde se pode seguir as diferentes etapas da pesquisa.  Conclusão – resultados do trabalho. Pode incluir soluções para o problema estudado ou apresentar novas pistas para aprofundamento do tema.

Bibliografia e outros documentos

 Listagem de livros, revistas, textos avulsos, quadros estatísticos, esquemas, gráficos e endereços da internet que foram utilizados.

Anexos

 Inquéritos realizados, entrevistas feitas e todos os documentos que foram produzidos durante a investigação de onde se retiraram as conclusões apresentadas no relatório.

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4 Atividades 4.1 Proposta de exploração do filme «Tempos Modernos» (Charlie Chaplin) Deve incluir os primeiros 20 minutos do filme «Tempos Modernos», realizado em 1936, é um magnífico exemplo de um filme de intervenção que, recorrendo ao humor e à ironia/caricatura, ilustra bem a desumanização do trabalho nas grandes fábricas do início do século XX. O filme, realizado com mestria, propõe-nos uma visita a uma das «catedrais» da produção da época – a fábrica moderna, organizada, produtiva, onde cada segundo representa dinheiro. Segundo o modelo capitalista, a fábrica deverá recorrer a todas as estratégias para que a produção não seja interrompida, independentemente das consequências para o trabalhador. E é, exatamente, esta a ideia estruturante do filme – a lógica do lucro contra a dignidade humana. A proposta de exploração do filme que apresentamos é uma sugestão que se poderá utilizar como motivação no início da aula.

I – Breve síntese da vida e obra do realizador e ator Charlie Chaplin, mais tarde agraciado com o título de Sir, nasceu em Inglaterra em 1889 e morreu em 1977, na Suíça. Era filho de pais ligados ao music-hall, privando, desde sempre, com o meio artístico. Nos primeiros anos da década de 1910, foi para os EUA onde construiu a sua carreira no cinema. Dotado de um grande sentido de justiça, foi um crítico feroz das situações de desumanização do trabalho nas grandes unidades produtivas, bem como dos sistemas políticos totalitários. Os filmes «Tempos Modernos» (1936) e «O Grande Ditador» (1940) são disso exemplo. Charlie Chaplin acabou por ter de sair dos EUA, em 1952, no período macarthista, por motivos políticos.

II – Visionamento do filme (primeiros 20 minutos) III – Debate orientado pelos seguintes pontos:  Relação do tema do filme com a época da sua realização (período após a grande   





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depressão dos anos 30); Significado do relógio (no início do filme) relacionando-o com o princípio «Time is Money»; Analogia entre a multidão a sair do metropolitano e o rebanho; Presença da organização científica do trabalho e sua relação com o tipo de produção (referir alguns conceitos base – a produção em série, a cadeia de produção, a parcelização da produção/divisão técnica do trabalho, os movimentos repetidos, os tempos mortos eliminados, a função da máquina alimentadora e o aumento do ritmo de trabalho como meios de aumentar a produtividade, ….); As consequências da desumanização do trabalhado e sua relação com os movimentos crescentes de contestação (Elton Mayo e o papel das relações humanas no trabalho); Significado do título do filme «Tempos Modernos – Uma cruzada da Humanidade pela felicidade».

4.2 Visita de estudo a uma empresa Sugere-se uma visita de estudo a uma empresa da região da Escola, como forma de ligação dos conhecimentos aprendidos à realidade económica e social. Depois de escolhida a empresa, os alunos deverão fazer uma pesquisa relativa à história da empresa, elaborar o guião da visita, participar na organização da visita e elaborar a ficha de observação sobre o funcionamento e atividade da mesma. Posteriormente os alunos deverão elaborar um relatório da atividade.

I – Planificação da visita Etapas a percorrer 1.a etapa

Seleção da empresa

2.a etapa

Definição dos objetivos da visita

3.a etapa

Pesquisa da história da Empresa

a

4. etapa

Elaboração do guião da visita

5.a etapa

Organização da visita – trajeto, orçamento, transporte, refeições, material necessário, visita complementar (museu, património, etc.), dia, horas, etc.

6.a etapa

Elaboração da ficha de observação

7.a etapa

Dar cumprimento aos normativos internos da Escola, relativos a visitas de estudo

8.a etapa

Dia da visita

9.a etapa

Elaboração do relatório

II – Sugestões para a ficha de observação Questões a observar e a inquirir Ano de constituição da empresa Tipo de sociedade comercial Setor de atividade em que a empresa se insere Produtos da empresa o

N. de trabalhadores Horários de trabalho e de funcionamento da empresa Equipamentos utilizados Matérias-primas utilizadas Nível tecnológico Mercados preferenciais Concorrentes Normas de higiene e segurança Componente social a nível interno e local Componente ambiental Certificação de qualidade

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III – Sugestões de itens a incluir no relatório  Objetivos da visita

 Grau de consecução

 Organização da visita

 Aspetos conseguidos / não conseguidos

 Guião da visita

 Completo / incompleto / aspetos que falharam

 Ficha de observação

 Respondeu / não respondeu às questões a observar

 Aspetos observados

 Descrição de acordo com a ficha de observação

 Interesse da visita

 Relevante / pouco relevante

 Contributo para a consolidação dos conhecimentos

 Elevado / médio / baixo

 Apreciação global

 Síntese qualitativa

 Sugestões de melhoria para uma próxima visita de estudo

 Explicitação

*

4.3 Webquestions 4.3.1 Introdução Uma webquest é um recurso didático que se poderá utilizar com diversas finalidades:  descoberta de conhecimento;  consolidação e aprofundamento de conteúdos programáticos já lecionados;  síntese de matérias lecionadas. Independentemente da finalidade escolhida, a utilização da web, como fonte de informação, constitui um recurso didático transversal às aprendizagens. Considerando como competência estruturante o aluno ser capaz de selecionar a informação indicada, reconhecendo o essencial e identificando os elementos necessários para a produção do seu conhecimento, a procura na internet constitui uma atividade de pesquisa por excelência. Assim sendo, os recursos fornecidos para a realização do trabalho são abrangentes, sendo até alguns deles dispensáveis, obrigando o aluno ao exercício da sua seleção.

Menu: I. Introdução II. Processo III. Tarefas IV. Recursos e tarefas V. Avaliação VI. Conclusão

*

4 – Plenamente alcançados

3 – Alcançados 2 – Alcançados parcialmente 1 – Não alcançados

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4.3.2 Webquestion: A água como recurso escasso Na proposta de trabalho que apresentamos, o aluno deverá reconhecer a água como um recurso escasso, ter consciência do problema e propor soluções, demonstrando ações de cidadania ativa.

I – Introdução Na sociedade atual, as questões ambientais são fundamentais, podendo constituir um limite a um crescimento económico «selvagem». A água é um elemento indispensável à vida do Planeta. O respeito por este bem não tem sido suficiente. A poluição resultante de descargas industriais nos rios, a pesca em quantidades superiores à reprodução das espécies e todo o tipo de lixos que aos rios, mares e oceanos vai desaguar é um problema que urge resolver. O que se pretende com o trabalho a seguir indicado é a caracterização desse fenómeno e a procura de soluções para ele. Na web poderá ser encontrada informação suficiente para a tarefa a executar.

II – Processo  Formar grupos de trabalho com 4 ou 5 elementos;  Cada grupo trabalhará os itens indicados na tabela abaixo;  Cada grupo definirá o percurso de trabalho e distribuirá tarefas entre os seus

elementos;  O trabalho será apresentado em PowerPoint ou num outro suporte, em sessão aberta à escola, procurando a participação de todos na análise e debate do tema.

III – Tarefas O que propomos à turma é, exatamente: 1. Identificar situações de má utilização do recurso natural água. 2. Propor soluções a nível da escola e pessoal para minimizar alguns dos problemas identificados. 3. Apresentar as conclusões em PowerPoint 4. Apresentar, em sessão aberta à escola, as conclusões tiradas.

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IV – Recursos e tarefas Grupos

Recursos e tarefas ● Procurar informação no link do Instituto da Água: http://www.inag.pt/inag2004/port/divulga/pdf/CicloAgua.pdf

Grupo 1

http://www.inag.pt/inag2004/port/divulga/pdf/Poupehojeparateramanha.pdf e fazer uma síntese em PowerPoint sobre o ciclo da água e como poupar um recurso tão escasso. ● Visionar os vídeos «Ouro Azul» (1 a 4): http://www.youtube.com/watch?v=73oH2Jx06ng&feature=player_embedded

Grupo 2

e fazer uma síntese, em PowerPoint, das principais mensagens. ● Visionar os vídeos «Ouro Azul» (5 a 9): http://www.youtube.com/watch?v=73oH2Jx06ng&feature=player_embedded

Grupo 3

e fazer uma síntese, em PowerPoint, das principais mensagens.

Grupo 4

● Procurar informação no link do Instituto da Água sobre a Carta Europeia da Água e demonstrar que a água é uma recurso global, sendo a sua gestão um problema global. http://www.inag.pt/inag2004/port/divulga/pdf/OCiclodaAgua.pdf ● Apresentar as conclusões em PowerPoint.

Grupo 5

● Realizar um pequeno inquérito a 25 colegas no sentido de averiguar os seus conhecimentos sobre formas de poupar água. ● Tratar e apresentar os dados do inquérito. ● Tirar conclusões.

Turma

● Formular propostas credíveis que possam contribuir para a solução do problema. ● Preparar a sessão de apresentação à escola das conclusões tiradas (poderão ser convidados representantes das organizações relacionadas com o tema).

V – Avaliação A avaliação incidirá sobre dois aspetos do trabalho: produto final e trabalho desenvolvido. PRODUTO FINAL

Parâmetros

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(10 pontos)

(20 pontos)

(30 pontos)

Insuficiente

Suficiente

Bom

Comunicação do trabalho à assistência

Apresentação mal estruturada

Apresentação estruturada mas com falhas

Apresentação bem estruturada

Interação com a assistência

Não interage

Interage mas não consegue responder às questões colocadas

Interage

Não responde às questões colocadas

PowerPoint ou outro suporte utilizado

Com pouca criatividade e falhas técnicas ou científicas

Com criatividade mas com falhas técnicas ou científicas

Com criatividade e sem falhas técnicas ou científicas

Linguagem

Pouco clara e rigorosa

Clara e rigorosa

Muito clara e rigorosa

Organização da informação

Informação desorganizada e mal estruturada

Informação organizada e estruturada

Informação muito bem organizada e estruturada

Dinamiza Responde com correção às questões colocadas

TRABALHO DE GRUPO (10 pontos) Desempenho do grupo

Pouco organizado Pouco autónomo

(15 pontos) Organizado com integração de todos os elementos Quase autónomo

(25 pontos) Muito organizado permitindo uma participação ativa de todos os elementos Autónomo

Desempenho individual no trabalho de grupo

Pouco interveniente

Interveniente e cumpridor das tarefas

Ativamente interveniente, respeitando os outros e procurando soluções para os problemas

Produto final = 150 pontos (30 x 5) Trabalho de grupo = 50 pontos (25 x 2)

VI – Conclusões Com a realização desta webquest, o aluno poderá desenvolver as seguintes capacidades e competências:  Procurar e selecionar informação;  Distinguir o essencial do acessório;  Analisar gráficos e esquemas;  Elaborar gráficos e esquemas;  Realizar inquéritos;  Tratar qualitativamente e quantitativamente a informação recolhida nos inquéritos;  Elaborar sínteses de conclusões;  Utilizar software informático;  Fazer comunicações,  Trabalhar em grupo e individualmente;  Interessar-se por questões atuais da sociedade.

No entanto, o interesse maior deste trabalho será:  Tomar conhecimento de um problema económico e social;  Identificar estratégias para a solução do problema;  Envolver a comunidade escolar na discussão do problema.

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4.3.3 Webquestion: Desemprego em Portugal Na proposta de trabalho que apresentamos, o aluno deverá reconhecer o desemprego como um fenómeno social. Através da caracterização do problema, o aluno poderá encontrar algumas das suas causas e propor soluções, demonstrando ações de cidadania ativa.

I – Introdução As questões de cidadania são sempre atuais. O desemprego, para além de ser um problema económico, é, igualmente, um grave problema social e pessoal. Compreender e analisar esta temática é, assim, indispensável para que iniciativas, mesmo individuais, possam ser tomadas, contornando as graves consequências de um tão grave problema. O que se pretende com o trabalho a seguir indicado é a caracterização desse fenómeno e a procura de soluções para ele, identificando os grupos mais afetados e as suas causas. Na web poderá ser encontrada informação suficiente para a tarefa a executar.

II – Processo  Formar grupos de trabalho com 4 ou 5 elementos;  Cada grupo trabalhará os itens indicados na tabela abaixo;  Cada grupo definirá o percurso de trabalho e distribuirá tarefas entre os seus

elementos;  O trabalho será apresentado em PowerPoint ou num outro suporte, em sessão aberta à escola, procurando a participação de todos na análise e debate do tema. Grupos

Tarefas

Grupo 1

Recolher a informação contida no site indicado nos recursos

Grupo 2

Recolher a informação contida no site indicado nos recursos

Grupo 3

Recolher a informação contida no site indicado nos recursos

Grupo 4

Recolher a informação contida no site indicado nos recursos

Grupo 5

Elaborar o inquérito, aplicá-lo, tratar os dados e apresentar conclusões Tirar conclusões

Turma

Formular propostas credíveis, ao alcance da escola, que possam contribuir para a resolução do problema Preparar a sessão de apresentação das conclusões tiradas

III – Tarefas O que propomos à turma é, exatamente: • Analisar a evolução do nível de escolaridade da população ativa (grupo 1); • Analisar a evolução do emprego por conta de outrem, por nível de escolaridade

(grupo 2); • Analisar a evolução do desemprego por nível de escolaridade completo (grupo 3);

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• Caracterizar a evolução do desemprego de longa duração por nível de escolaridade

(grupo 4); • Conhecer experiências de vida, procurando identificar algumas das práticas sociais

dos inquiridos (grupo 5); • Apresentar as conclusões, em PowerPoint, em sessão na aberta escola, com convite

a um especialista sobre o tema.

IV – Recursos e tarefas Grupos

Grupo 1

Recursos e tarefas ● Procurar informação no site do Pordata em: – Estudos Nacionais – Emprego – População ativa – Nível de escolaridade completo ● Elaborar um PowerPoint com as conclusões tiradas.

Grupo 2

● Procurar informação no site do Pordata em: – Estudos Nacionais – Emprego – População empregada por conta de outrem – Nível de escolaridade completo ● Elaborar um PowerPoint com as conclusões tiradas

Grupo 3

● Procurar informação no site do Pordata em: – Estudos Nacionais – População desempregada – Taxa de desemprego por nível de escolaridade completo ● Elaborar um PowerPoint com as conclusões tiradas

Grupo 4

● Procurar informação no site do Pordata em: – Estudos Nacionais – População desempregada – Duração do desemprego – Nível de escolaridade completo ● Elaborar um PowerPoint com as conclusões tiradas

Grupo 5

● Realizar um pequeno inquérito a 20 indivíduos desempregados no sentido de caracterizar a sua situação (causas do seu desemprego, medidas que tem tomado para resolver o problema, sentimentos em relação à sua situação, …) ● Tratar e apresentar os dados do inquérito ● Tirar conclusões

Turma

● Preparação da sessão de apresentação à escola das conclusões tiradas (poderão ser convidadas individualidades ligadas ao tema)

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V – Avaliação A avaliação incidirá sobre dois aspetos do trabalho: produto final e trabalho desenvolvido. PRODUTO FINAL

Parâmetros

(10 pontos)

(20 pontos)

(30 pontos)

Insuficiente

Suficiente

Bom

Comunicação do trabalho à assistência

Apresentação mal estruturada

Apresentação estruturada mas com falhas

Apresentação bem estruturada

Interação com a assistência

Não interage

Interage

Não responde às questões colocadas

Interage mas não consegue responder às questões colocadas

PowerPoint ou outro suporte utilizado

Com pouca criatividade e falhas técnicas ou científicas

Com criatividade mas com falhas técnicas ou científicas

Com criatividade e sem falhas técnicas ou científicas

Linguagem

Pouco clara e rigorosa

Clara e rigorosa

Muito clara e rigorosa

Organização da informação

Informação desorganizada e mal estruturada

Informação organizada e estruturada

Informação muito bem organizada e estruturada

Dinamiza Responde com correção às questões colocadas

TRABALHO DE GRUPO (10 pontos) Desempenho do grupo

Pouco organizado Pouco autónomo

(15 pontos) Organizado com integração de todos os elementos Quase autónomo

(25 pontos) Muito organizado permitindo uma participação ativa de todos os elementos Autónomo

Desempenho individual no trabalho de grupo

Pouco interveniente

Produto final = 150 pontos (30 x 5) Trabalho de grupo = 50 pontos (25 x 2)

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Interveniente e cumpridor das tarefas

Ativamente interveniente, respeitando os outros e procurando soluções para os problemas

VI – Conclusões Com a realização desta webquest poderás desenvolver as seguintes capacidades e competências:  Procurar e selecionar informação;  Distinguir o essencial do acessório; • Analisar gráficos e esquemas;  Elaborar gráficos e esquemas;  Realizar inquéritos;  Tratar qualitativamente e quantitativamente a informação recolhida nos inquéritos;  Elaborar sínteses de conclusões;  Utilizar software informático;  Fazer comunicações,  Trabalhar em grupo e individualmente;  Interessar-se por questões atuais da sociedade.

No entanto, o interesse maior deste trabalho será:  Tomar conhecimento de um problema económico e social;  Identificar estratégias para a solução do problema;  Envolver a comunidade escolar na discussão do problema.

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4.4 A União Europeia a 28 Como na altura em que o manual foi elaborado, em 2012, a Croácia ainda não era membro da União Europeia, achámos conveniente a introdução do mapa da União Europeia a 28. Neste recurso surgem destacados, quer os valores da população e do PIB dos países-membros, quer a história dos alargamentos por considerarmos informações relevantes para o subponto 6.5 As desigualdades na repartição dos rendimentos em Portugal e na União Europeia. Poderá constituir uma atividade, solicitar aos alunos a atualização dos dados, após a integração da Croácia ao longo dos seis anos da adoção do manual.

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5 (Re)pensar a Economia Desde que a Economia se constituiu como ciência que cada época teve o seu pensamento dominante, referente de reflexões teóricas e das ações políticas. A par dessas correntes, desenvolveram-se outras dimensões mais críticas, as chamadas correntes heterodoxas, que questionaram e questionam os valores, princípios e teorias das ortodoxias e apresentaram, e apresentam, outras mundividências. Cabe-nos a nós, docentes, refletir também sobre os cruzamentos entre estas diversas correntes do pensamento económico de fronteiras fluidas e instáveis, questionar as interações entre Economia e Ética, afinal de onde proveio a ciência económica, e proporcionar aos nossos alunos outras visões do mundo e a perspetiva de que o conhecimento se encontra sempre incompleto e a ser (re)construído. Disponibilizamos, de seguida, uma pequena cronologia de marcos da construção do pensamento económico e um texto acerca de uma perspetiva de abordagem mais recente – a Economia da Felicidade.

5.1 Alguns marcos da construção do pensamento económico 1758 – Quesnay, Quadro Económico. 1776 – Smith, A Natureza e as Causas da Riqueza das Nações. 1798 – Malthus, Ensaio sobre o Princípio da População. 1803 – Say, Tratado de Economia Política. 1817 – Ricardo, Princípios de Economia Política e do Imposto. 1819 – Sismondi, Novos Princípios de Economia Política. 1841 – List, Sistema Nacional de Economia Política. 1848 – Mill, Princípios de Economia Política. 1867 – Marx, O Capital, Livro I (Livro II, 1885 e Livro III, 1894). 1871 – Jevons, Teoria da Economia Política. 1874 – Walras, Elementos de Economia Política Pura. 1890 – Marshall, Princípios de Economia Política. 1899 – Veblen, A Teoria da Classe Ociosa. 1912 – Scumpeter, Teoria da Evolução Económica. 1931 – Hayek, Preços e Produção. Myrdal, O Equilíbrio Monetário. 1932 – Robbins, Ensaio Sobre a Natureza e o Significado da Ciência Económica. 1936 – Keynes, Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. 1947 – Samuelson, Os Fundamentos da Análise Económica. 1970 – Sen, Escolha Coletiva e Bem-Estar Social. 2006 – Stiglitz, Fazendo a Globalização Funcionar.

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5.2 A Economia da Felicidade O economista da felicidade Em vez de discutir o PIB ao cêntimo, Gabriel Leite Mota prefere estudar a relação entre crescimento e bem-estar. Caso único no país, o primeiro português doutorado em Economia da Felicidade demarca-se da via tradicional e assume-se como um porta-voz do futuro

Gabriel Leite Mota

E se, do nada, receber um ultimato de um colega para aceitar dinheiro? Nestes termos: «É pegar ou largar. Entregaram-me 100 euros mas só os posso manter se dividir contigo. Toma um, eu fico com 99». Aceitaria? Resposta clássica: claro, qualquer um prefere ganhar um euro em vez de ficar a zeros. estão em jogo 100. Mais do que um exercício abstrato, o portuense Gabriel Leite Mota apresenta as duas perspetivas como quem traça a fronteira entre o passado e o futuro da Economia. «Os resultados do chamado jogo do ultimato contradizem as previsões teóricas dos que durante 50 anos andaram a dizer que o homem basicamente se move por incentivos financeiros. Agora percebe-se que o comportamento humano tem um conjunto de dimensões que estavam a ser ignoradas». A conclusão de que «o crescimento económico não é sinónimo de bem-estar» ganha sustentação científica internacional há duas décadas, mas só agora começa a posicionar-se em Portugal, sob impulso deste portuense. Licenciado em Economia pela Universidade do Porto, o investigador assume a responsabilidade de dar voz a uma corrente pioneira no país: é, aos 32 anos, o único português doutorado em Economia da Felicidade. «Tive a oportunidade de convencer o professor Paulo Trigo Pereira, do Instituto Superior de Economia e Gestão, de que o tema era válido e interessante», recorda Leite Mota, incansável nas demonstrações de «consistência científica» desta matéria.

Vencer resistências no meio académico «É preciso perceber que nos últimos 20 anos existe um movimento científico internacional e interdisciplinar apostado em investigar a felicidade». O batalhão de pesquisa, artilhado de neurologistas, psiquiatras, filósofos, antropólogos e economistas, revelou-se uma poderosa arma ao serviço da primeira batalha pré-doutoral do economista. «Há estudos que mostram como a felicidade pressentida – e quantificada numa escala hipotética – se correlaciona com níveis de stresse e de tensão arterial medidos objetivamente», explica o especialista, desfiando outros exemplos sobre a fiabilidade dos dados recolhidos. «Também existem estudos longitudinais que demonstram que as pessoas que se afirmavam mais felizes aos 20 anos viveram mais».

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Economia em maré de mudança «Costumo dizer que as resistências advêm mais do desconhecimento do que de outra coisa», nota Gabriel, perentório em apontar baterias para uma viragem nacional. «Enquanto no mundo vemos novas correntes surgirem como ramos cada vez mais fortes e, no futuro, talvez dominantes da Economia, em Portugal ainda temos um corpo de especialistas muito focado num modelo de pensamento que está a desaparecer».

Além da análise do crescimento económico Empenhado na transição para um futuro menos ligado a especulações de modelos matemáticos – e mais sintonizado nas reações humanas analisadas em situações reais – o doutorado defende que «o grande contributo da Economia da Felicidade é demonstrar os erros do passado e, com eles, abrir caminho à mudança». Tudo sem perder de vista a relação entre crescimento económico e bem-estar, e a forma como esse bem-estar resulta de múltiplas variáveis, medidas por «novas disciplinas com resultados científicos já expostos e reconhecidos». Com destaque para a Economia Experimental, a Neuroeconomia, e a Economia Comportamental. Por isso, da mesma forma que se aventurou na Economia da Felicidade, o agora bolseiro de pós-doutoramento aplica-se numa sinergia com uma especialista em Economia Experimental. Desta vez agregado ao Núcleo de Investigação em Microeconomia Aplicada da Universidade do Minho, mas como sempre disposto a cumprir a sua primeira vocação. «A Economia é uma ciência social e como tal tem de se estudar pela vida das pessoas, debruçando-se sobre como nos organizamos nas tarefas de produzir o que precisamos para viver». Muito além das análises de crescimento económico. Paula Cardoso, http://sol.sapo.pt/, 02/06/2012 (excerto adaptado)

Ranking do índice de felicidade em 2011: http://www.nationmaster.com/graph/lif_hap_net-lifestyle-happiness-net

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Teste de avaliação 1 Unidade 1 – A atividade económica e a ciência económica

Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. O objeto de estudo da Economia é (A) redistribuição dos rendimentos. (B) a produção e a acumulação. (C) o problema económico. (D) o consumo e a distribuição.

2. A Economia é uma ciência social que tem como objeto de estudo específico os fenómenos económicos. A afirmação é (A) verdadeira, porque a Economia não tem metodologia nem teoria próprias. (B) falsa, porque a Economia não é uma ciência, apenas se limita a fazer previsões. (C) falsa, porque a Economia não tem como objeto de estudo os fenómenos económicos. (D) verdadeira, porque a Economia estuda a dimensão económica da realidade social.

3. O custo de oportunidade consiste (A) na necessidade que se sacrificou para satisfazer outra. (B) na otimização da utilização dos recursos. (C) no benefício que se obteve ao satisfazer uma necessidade. (D) no emprego alternativo dos recursos ilimitados.

4. A distribuição é uma atividade económica que engloba (A) o comércio e o consumo. (B) os transportes e o comércio. (C) os transportes e o consumo. (D) o comércio e a produção.

5. A produção de bens e serviços é uma função do agente económico (A) Resto do Mundo. (B) Estado. (C) Instituições Financeiras. (D) Empresas Não Financeiras.

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GRUPO II 1. Lionel Robbins, na década de 1930, definiu a Economia como a Ciência que estuda o comportamento humano como uma relação entre fins e meios raros que têm utilizações diferentes. Arnaud Parienty, La science économique aujourd´hui, n.º 57 (adaptado)

1.1 Define escassez. 1.2 Justifica o facto de a Economia ser uma ciência social, a partir da afirmação. 1.3 Relaciona a afirmação destacada com o objeto de estudo da Economia. 2. Observa o gráfico ao lado e lê a seguinte afirmação.

Os jovens são afetados desproporcionadamente com o défice de trabalho digno e empregos de baixa qualidade, medidos em termos de pobreza no trabalho, baixos salários e/ou situação no emprego, incluindo a incidência da informalidade. Relatório A crise do emprego jovem: Tempo de agir, Conferência Internacional do Trabalho, 101.ª sessão, OIT, 2012

2.1 Justifica o facto de a pobreza ser um fenómeno social. 2.2 Refere dois fenómenos sociais para além da pobreza. 2.3 Explica de que forma a Economia estuda o fenómeno social – «pobreza». 2.4 Explicita a necessidade da Matemática e da Estatística para o estudo dos fenómenos sociais, tendo em conta o gráfico. 2.5 Interpreta o valor da taxa de pobreza verificada em Portugal em 2010. 2.6 Indica os sete países da UE a 15 que registaram em 2010 uma maior taxa de pobreza. 2.7 Compara os valores da taxa de pobreza registada em Portugal com a média dos outros países da UE a 15. 2.8 Explica com base no gráfico e na afirmação a vulnerabilidade da juventude no que respeita à pobreza.

35

GRUPO III 1. Gary Becker trouxe a Família para o corpo central da ciência económica ao evidenciar as motivações económicas da sua formação e funcionamento e o seu contributo decisivo para a sobrevivência e o bem-estar das sociedades humanas. Cattani, et. al., Dicionário Internacional da Outra Economia, Coimbra: Edições Almedina, 2009 (adaptado)

1.1 Apresenta uma noção de agente económico a partir da afirmação. 1.2 Indica os outros agentes económicos para além do agente Famílias. 1.3 Relaciona o conteúdo da afirmação com o objeto da Economia. 1.4 Refere a necessidade da interdisciplinaridade como atitude metodológica no estudo das Famílias.

COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 1 Grupos Grupo I

Questões 1a5

Cotação 6 pontos cada

Grupo II

1.1 1.2

5 15

1.3 2.1

15 8

2.2 2.3 2.4

6 15 8

2.5 2.6

10 7

2.7 2.8

14 17

1.1 1.2 1.3

12 8 17

1.4

13

Grupo III

Total

36

Total 30

120

50 200 pontos

Teste de avaliação 2 Unidade 2 – Necessidades de consumo Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. Quanto ao custo e importância, a educação é, respetivamente, uma necessidade (A) económica e secundária. (B) livre e individual. (C) livre e terciária. (D) económica e coletiva.

2. O consumo de fruta por parte de uma família e o consumo de fruta por uma empresa de sumos é, respetivamente (A) consumo intermédio e consumo final. (B) consumo público e consumo privado. (C) consumo individual e consumo coletivo. (D) consumo final e consumo intermédio.

3. A Família X melhorou o seu nível de vida, a partir de 1990. Então, (A) o coeficiente orçamental relativo à alimentação aumentou, a partir de 1990. (B) o coeficiente orçamental relativo à alimentação diminuiu, a partir de 1990. (C) o coeficiente orçamental relativo à alimentação manteve-se. (D) o valor do consumo de bens alimentares diminuiu, desde 1990.

4. A sociedade de consumo caracteriza-se (A) pelo excesso de rendimento de todos os consumidores. (B) pelos bens postos à disposição dos consumidores. (C) pelo facto do consumo ser superior à produção de bens. (D) pela preocupação em escoar a produção.

5. Os padrões de consumo das sociedades industrializadas encontram no consumerismo um travão aos seus modelos económico-sociais. Esta afirmação é (A) verdadeira, porque impedem o consumo individual. (B) falsa, porque constituem um reforço aos seus modelos económico-sociais. (C) verdadeira, porque nos convocam para uma atitude reflexiva sobre os nossos modelos de comportamento. (D) falsa, porque o consumo é um ato individual que depende da vontade do consumidor.

37

GRUPO II 1. Observa os dados relativos aos orçamentos das Famílias X e Y. Despesas de consumo

Família X

Família Y

Alimentação e bebidas não alcoólicas

500 u.m.

700 u.m.

Total das despesas de consumo

1000 u.m.

3 500 u.u.

Rendimento

1 500 u.m.

4 800 u.m.

1.1 Dá uma noção de coeficiente orçamental. 1.2 Calcula os coeficientes orçamentais relativos à alimentação e bebidas não alcoólicas para as duas famílias. 1.3 Justifica, com base na resposta dada em 1.2 que a Família Y aufere um rendimento superior à Família X. 2. O peso relativo da despesa anual média em bens alimentares (13,3% em 2010/2011) prossegue a tendência de queda das duas últimas décadas, representando menos 2,2 p.p. relativamente a 2005/2006 e menos 16,2 p.p. face a 1989/90. Orçamentos Familiares, INE, 2011

2.1 Enuncia a Lei de Engel. 2.2 Avalia a evolução do rendimento das famílias portuguesas entre 2005 e 2011. 3. Identifica dois traços do padrão de consumo dos jovens portugueses, articulando-os com os fatores que os possam influenciar.

GRUPO III 1. Lê a seguinte notícia.

Silvex contorna a crise com vendas ao exterior A Silvex, empresa portuguesa conhecida pelas embalagens de plástico e película aderente, virou-se para o mercado externo para continuar a crescer nas vendas. A Silvex tem investido na inovação para acompanhar e a evolução do consumo. Neste âmbito, o último projeto de I&D está a ser desenvolvido em plásticos biodegradáveis para a agricultura através do qual coordena equipas multidisciplinares em Portugal, Espanha, França e Dinamarca. Diário Económico, 21/11/2012 (excerto adaptado)

1.1 Identifica o fator económico, referido na notícia, que está a influenciar o consumo dos bens produzidos pela empresa Silvex. 1.2 Explica de que modo o fator indicado em 1.1 pode ser potenciador de consumo. 1.3 Indica mais dois fatores não económicos que possam influenciar o consumo. 1.4 Comenta o conteúdo da notícia, tendo em conta o consumo como comportamento ético.

38

GRUPO IV 1. No seu livro Somos aquilo que consumimos (2007), Beja Santos pronuncia-se sobre o consumo dos portugueses (pág. 16).

«Acompanhando a diminuição relativa do orçamento familiar, assiste-se a uma consolidação do consumo de produtos frescos, a par da desestruturação das refeições, em certos meios urbanos, mas mesmo aí acompanhada de práticas de alimentação equilibrada (disparou o consumo de sopas, saladas, fruta). Depois de uma década de ascenção, o mercado de fast-food (do hambúrguer à piza, passando por toda a linha do take-away) tende a estabilizar ou mesmo a recuar. A linha do «saudável» (queijo magro, águas minerais, cereais e fibras, laticínios conotados com a saúde, complementos alimentares) conhece uma lenta progressão, até porque os preços são mais elevados que os produtos correntes. A «comida saúde» (uma mistura de alimento e medicamento) é uma das pontas de lança das multinacionais, mas esbarra com as debilidades do poder de compra, não passando, por enquanto, de um fenómeno de moda.» 1.1 Identifica os dois padrões de consumo referidos no texto. 1.2 Identifica, no texto, dois dos fatores suscetíveis de influenciar o consumo. 1.3 Comenta o conteúdo do texto, tendo em conta que o consumo é um fenómeno social total.

COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 2 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1a5

6 pontos cada

30

Grupo II

1.1 1.2 1.3

10 10 20

40

2.1 2.2

15 15

3

10

Grupo III

Grupo IV

Total

1.1

5

1.2 1.3

10 10

1.4

20

1.1

10

1.2 1.3

10 25

40

45

45 200 pontos

39

Teste de avaliação 3 Unidade 3 – A produção de bens e serviços Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. Quanto à sua natureza, um manual escolar e a explicação do professor são, respetivamente (A) um serviço e um bem de produção. (B) um bem material e um bem imaterial. (C) um bem material e um bem duradouro. (D) um serviço e um bem material. 2. Dois bens são complementares quando (A) se completam para a função para que foram criados. (B) são semelhantes no preço. (C) apresentam características homogéneas. (D) pertencem ao mesmo setor de atividade económica. 3. Quanto à sua função, a eletricidade consumida pelas famílias e pelas empresas é, respetivamente, (A) um bem de consumo intermédio e um bem de produção. (B) um bem não duradouro e um bem duradouro. (C) um bem de consumo final e um bem de produção. (D) um bem material e um serviço. 4. A produtividade marginal do trabalho é nula quando (A) se emprega mais um trabalhador e a produção não aumenta. (B) se pode despedir trabalhadores sem indemnização. (C) a produção adicional do último trabalhador for mínima. (D) a produção decresce com o último trabalhador empregado. 5. De acordo com o quadro seguinte, a combinação ótima dos fatores produtivos é Capital

100 ha 1 trator 30 alfaias diversas

Trabalhadores rurais

Produção total (sacos de cereal)

10

300

11

320

12

350

13

360

14

365

(A) 365 sacos de cereal. (B) 360 sacos de cereal. (C) 14 trabalhadores e 365 sacos de cereais. (D) 100 ha, 1 trator, 30 alfaias e 12 trabalhadores.

40

GRUPO II 1. O país A apresenta os seguintes valores. População residente = 12 milhões População ativa = 6 milhões Taxa de desemprego = 5% Produto = 570 milhões de unidades monetárias 1.1 Calcula: a. A taxa de atividade. b. A população inativa. c. O número de desempregados. d. A produtividade por trabalhador. 1.2 Interpreta o valor da taxa de desemprego.

2. Dá uma noção de desemprego tecnológico.

3. Relaciona o desemprego tecnológico com a formação ao longo da vida.

GRUPO III 1. Considera o quadro seguinte relativo à Empresa X. Quantidade produzida (milhares de unidades)

Custos fixos (u.m.)

5 7

Custos variáveis (u.m.)

Custos totais (u.m.)

Custos médios /unitários (u.m.)

50 30

10

110 120

15 20

210

14,0

290

1.1 Preenche o quadro. 1.2 Indica, justificando, o nível de produção ótima para a Empresa X. 1.3 Indica a produção a partir da qual a Empresa X tem economias de escala. 1.4 Justifica a resposta dada em 1.3. 1.5 Indica o ponto a partir do qual a Empresa X tem deseconomias de escala. 1.6 Justifica a existência de economias e deseconomias de escala.

41

GRUPO IV 1. Observa o gráfico abaixo relativo ao contributo do diferentes ramos de atividade para o Produto. 1.1 Descreve a evolução verificada, quanto ao total e por ramos de atividade. 1.2 De acordo com o gráfico, explicita o significado da afirmação: «A economia portuguesa é uma economia terciarizada».

GRUPO V 1. Lê a seguinte notícia publicada no Diário Económico, em 21/11/2012.

Petratex continua a conquistar medalhas A Petratex entrou nas bocas do mundo quando se soube que estava por detrás do desenvolvimento dos fatos de natação LZR Racer usados por Michael Phelps nos Jogos Olímpicos de Pequim, competição onde o nadador norte-americano conquistou oito medalhas. A empresa de Paços de Ferreira trabalha essencialmente para a exportação para 35 países. O modelo de negócio da Petratex está assente na investigação e desenvolvimento de produtos. A Empresa desenvolveu, entretanto, novos fatos de natação da Speedo, que foram usados este ano nos Jogos Olímpicos de Londres, já que os anteriores davam uma vantagem competitiva, considerada desleal, aos nadadores que os usavam. A Petratex emprega 800 pessoas e com os subcontratados oferece 1500 postos de trabalho. 1.1 Em que setor de atividade económica se integra a Petratex? 1.2 Dá o exemplo de mais dois ramos de atividade económica integrados no mesmo setor. 1.3 Comenta, do ponto de vista económico, o conteúdo da notícia.

42

2. A Comissão Europeia, atenta ao ímpeto dos direitos sociais e ambientais, apresentou, em 2001, um livro verde sobre a responsabilidade social das empresas. Este documento de trabalho prestou um valioso serviço à discussão pública sobre o que são critérios sociais e ambientais à luz das expectativas dos investidores e da vida empresarial: qualidade do trabalho, investimento socialmente responsável, preocupações com o rótulo social, ecoeficácia, combate ao esbanjamento de energia e recursos naturais, etc. Beja Santos, Somos aquilo que consumimos, p. 34 (excerto)

2.1 Identifica os critérios sociais e ambientais que a Comissão Europeia entende que os investidores e empresários deverão considerar na sua atividade. 2.2 Justifica-os, tendo em conta a responsabilidade social e ambiental das empresas.

COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 3 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1a5

6 pontos cada

30

Grupo II

1.1

4 x 5 = 20

1.2

5

2.

5

3.

10

1.1

13

1.2

12

Grupo III

Grupo IV

Grupo V

Total

1.3

5

1.4

10

1.5

5

1.6

10

1.1

5

1.2

10

1.1

5

1.2

10

1.3

20

2.1

10

2.2

15

40

55

15

60 200 pontos

43

Teste de avaliação 4 Unidade 4 – Comércio e moeda Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. Um circuito de distribuição é considerado longo quando (A) atinge uma vasta área geográgica. (B) integra muitos produtores, intermediários e consumidores. (C) integra vários tipos de intermediários. (D) o produto comercializado demora algum tempo a chegar aos consumidores.

2. O papel-moeda representa (A) moeda convertível e de aceitação obrigatória. (B) moeda inconvertível cuja aceitação se baseia na confiança do público. (C) moeda convertível em valor equivalente fixado pelos bancos centrais. (D) moeda inconvertível cuja aceitação é imposta pelo Estado.

3. O euro (A) constituiu a moeda dos Estados-membros da União Europeia. (B) é a moeda comum a vários países europeus. (C) é a moeda dos países que integram a Zona Euro. (D) constitui a moeda europeia.

4. Em período de inflação verifica-se sempre uma diminuição do nível de vida. Esta afirmação é (A) falsa, pois apenas ocorrerá diminuição do nível de vida se o aumento dos preços for superior ao aumento dos rendimentos. (B) falsa, pois com a inflação o nível de vida fica mais alto. (C) verdadeira, pois o aumento do custo de vida faz baixar o nível de vida. (D) verdadeira, na medida em que é necessário pagar mais pelos bens.

5. No país A, o Índice de Preços no Consumidor no ano de 2007 foi de 94. Então, pode-se afirmar que (A) no ano de 2007, verificou-se um aumento dos preços de 94%, no país A. (B) em 2007, no país A, os preços caíram 94%. (C) os preços no país A subiram 6% em 2007. (D) os preços em 2007 desceram 6% no país A.

44

GRUPO II 1. Considera os seguintes dados. Comércio a retalho em Portugal UCDR

1

Número de estabelecimentos 2

Área de exposição média (m )

No continente

Alimentar

Não alimentar

3031

1617

1414

1073 m

2

1136 m

2

1002 m

o

32

42

21

o

N. de horas abertos ao público (média diária por estabelecimento)

12 h

12 h

12 h

Volume de vendas (média por estabelecimento) milhares de euros

4942

6473

3191

N. pessoas ao serviço (média por estabelecimento)

2

Estatísticas do Comércio, INE, 2009

1.1 Poder-se-á afirmar que no nosso país se verifica uma maior importância dos estabelecimentos do ramo alimentar no comércio a retalho? Justifica a resposta utilizando os dados fornecidos. 1.2 Apresente um exemplo para cada um dos tipos de estabelecimentos referidos. 1.3 Explica o significado de comércio a retalho.

2. A nova loja de rua da Antarte2, que resultou de uma deslocalização do retail de Coimbra, beneficia de fácil acesso e de parque de estacionamento próprio e gratuito. Um comunicado enviado à imprensa refere que a marca aposta num «serviço de atendimento ao público ainda mais personalizado» e que a nova localização permite à empresa «reforçar a sua presença numa das maiores cidades do país, aprofundando a sua política de proximidade com os clientes.» Público, 16/05/2012 (adaptado)

2.1 A notícia faz referência ao retail. Explicita em que consiste este tipo de comércio. 2.2 Explica as vantagens que a nova localização da loja oferece aos consumidores.

3. O Aqua Portimão, o maior espaço comercial do Barlavento Algarvio, tem uma área de cerca de 35 500 m2, 117 lojas, nove lojas âncora e mais de 20 restaurantes, distribuídos por três pisos. Conta ainda com um hipermercado e disponibiliza 1800 lugares de estacionamento abaixo do solo. Oje, 16/05/2012

3.1 Caracteriza o tipo de comércio referido na notícia 3.2 Explicita o significado da expressão destacada. 3.3 Muitas lojas, neste tipo de comércio, são em regime de franchising. 3.3.1 Em que consiste este tipo de comércio? 3.3.2 Apresenta uma vantagem deste tipo de negócio para cada uma das partes.

1

2

UCDR – Unidades Comerciais de Dimensão Relevante – no retalho alimentar a área de vendas é igual ou superior a 1500 m2 e no não alimentar é igual ou superior a 2500 m2. Antarte – marca de mobiliário

45

GRUPO III 1. A maior parte das transações comerciais efetuadas nos dias de hoje são realizadas com moeda desmaterializada. No entanto, para as transações de baixo montante ainda são utilizados outros tipos de moeda. 1.1 Apresenta uma definição de moeda. 1.2 Explicita o conceito de moeda desmaterializada. 1.3 Indica os outros tipos de moeda. 1.4 Explica o significado da frase: A moeda que circula nas economias atuais é de curso forçado.

2. Em 2011, no país X, o cabaz de compras custava €1800 e o IPC de 2012/2011 foi de 102. 2.1 Calcula o cabaz de compras em 2012 (apresenta os cálculos). 2.2 No país X, verificou-se em 2012 um aumento dos rendimentos de 1,3%. O nível de vida da população aumentou ou diminuiu? Justifica a resposta com os cálculos realizados.

3. O gráfico seguinte mostra a tendência, nos últimos meses de 2012, para uma diminuição dos valores da inflação. Esta evolução deve-se em grande parte à recessão económica que o país atravessa, e, em particular, à queda da procura interna. Para 2013, o Banco de Portugal, prevê uma taxa de inflação de 0,9%. 3.1 Explicita o conceito de taxa de inflação homóloga. 3.2 Explica a influência da recessão económica na evolução da taxa de inflação. 3.3 Se a previsão do Banco de Portugal para 2013 se confirmar, a variação dos preços manterá a tendência de descida. Como se designa esse fenómeno?

4. Uma queda dos preços na economia portuguesa, numa situação de queda dos rendimentos das famílias, poderia ser uma vantagem. Mas, se a descida dos preços se prolongar, a recessão económica poder-se-á agravar devido à expectativa permanente de descida dos preços: o consumo e o investimento não serão incentivados. 4.1 Como se designa a situação dos preços referida acima? 4.2 Explica o significado do último período.

46

COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 4 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1a5

6 pontos cada

30

Grupo II

1.1 1.2

10 5

1.3 2.1

5 5

2.2 3.1 3.2

10 10 5

3.3.1 3.3.2

10 10

1.1 1.2

5 10

1.3 1.4 2.1

5 10 10

2.2 3.1

10 10

3.2 3.3 4.1

15 5 5

4.2

15

Grupo III

Total

70

100 200 pontos

47

Teste de avaliação 5 Unidade 5 – Preços e mercados Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. Quando o preço de um bem diminui, mantendo-se tudo o resto constante, verifica-se (A) uma deslocação ao longo da curva da procura, para baixo do ponto de equilíbrio inicial. (B) uma deslocação ao longo da curva da procura, para cima do ponto de equilíbrio inicial. (C) uma deslocação para outra curva da procura mais à direita da curva inicial. (D) uma deslocação para outra curva da procura mais à esquerda da curva inicial.

2. No mercado do bem X, a curva da oferta deslocou-se para a esquerda relativamente à posição inicial. Mantendo-se tudo o resto contante, esta situação ficou a dever-se a (A) uma diminuição do preço do bem X. (B) um aumento dos custos de produção do bem X. (C) um aumento do preço do bem X. (D) um aumento de produtividade na produção do bem X.

3. Foram introduzidas alterações no processo produtivo de um bem, aumentando a produtividade. Então, mantendo-se tudo o resto constante, verifica-se uma deslocação do ponto de equilíbrio (A) para a direita. (B) para a esquerda. (C) para a esquerda e para cima. (D) para a direita e para baixo.

4. Quando do lado da procura existem numerosos agentes, a produção encontra-se centrada em poucas empresas e os bens são homogéneos, esse mercado designa-se por (A) concorrência monopolística. (B) concorrência bilateral. (C) oligopólio. (D) monopólio.

5. A concentração empresarial é sempre vantajosa. Esta afirmação é (A) verdadeira, porque permite preços mais baixos. (B) falsa, porque origina preços mais elevados. (C) verdadeira, porque os consumidores beneficiam de mais qualidade. (D) falsa, porque pode haver um défice de concorrência no mercado.

48

GRUPO II 1. Observa o gráfico ao lado relativo ao mercado do bem X. 1.1 Identifica as curvas A, A’ e B. 1.2 Identifica o ponto de equilíbrio, após a deslocação de A para A’. 1.3 Indica um fator suscetível de deslocar a curva A para A’. 1.4 Explicita o significado do novo ponto de equilíbrio, em função da resposta dada em 1.3.

2. Na economia X, verificou-se a introdução de novas tecnologias na produção de determinados bens. 2.1 Representa no gráfico ao lado, a nova situação de mercado. 2.2 Justifica a resposta à questão anterior. 2.3 Se nessa economia se verificarem aumentos dos custos salariais e aumentos das taxas de juro, especifica a situação do novo ponto de equilíbrio, relativamente à situação inicial.

3. Existem vários mercados de concorrência imperfeita. 3.1 Caracteriza o mercado monopolista quanto ao número de produtores/vendedores, consumidores, tipo de bens e poder sobre o preço. 3.2 Distingue o mercado monopolista do mercado de concorrência monopolística. 3.3 Dá o exemplo de um mercado de concorrência imperfeita, para além dos mencionados atrás, caracterizando-o quanto ao número de produtores, número de compradores, tipo de bens transacionados e poder sobre o preço.

GRUPO III 1. O preço é sempre um fator fundamental. O preço de exportação não tem que ser igual ao praticado no mercado interno já que tem de cobrir custos relacionados com a adaptação do produto, campanhas de marketing, custos de transporte e administrativos, mas também os riscos cambiais, nos mercados que não operam em euros. Por outro lado, em termos estratégicos, um preço baixo, normalmente, garante um aumento da procura, mas um preço elevado, em situações de concorrência limitada, pode gerar mais ganhos por unidade de venda e pode associar o produto à ideia de qualidade. Diário Económico, 21/11/2012

1.1 Identifica no texto o fator suscetível de influenciar a oferta dos bens de exportação. 1.2 Para além do preço, indica dois fatores suscetíveis de influenciar a procura dos bens. 1.3 Explica o sentido do segundo parágrafo do texto.

49

2. Lê a seguinte afirmação do economista norte-americano Milton Friedman.

A primeira e única responsabilidade da empresa é aumentar os seus lucros, na medida em que se respeitem as regras do jogo, de uma competição aberta, livre, sem engano nem fraude.

2.1 Especifica as «regras do jogo» a que Milton Friedman se refere.

3. A fusão e a concentração são estratégias de concentração empresarial. 3.1 Especifica uma das vantagens e um dos inconvenientes de um processo de fusão.

COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 5 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1a5

6 pontos cada

30

Grupo II

1.1 1.2 1.3

15 10 5

1.4 2.1

10 10

2.2 2.3 3.1

10 15 15

3.2 3.3

10 10

1.1 1.2

10 10

1.3 2.1

15 15

35 15

3.1

10

10 200 pontos

Grupo III

Total

50

40

35

35

Teste de avaliação 6 Unidade 6 – Rendimentos e repartição dos rendimentos Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. O gráfico ao lado diz respeito ao peso das remunerações dos fatores trabalho e capital no Rendimento Nacional de um dado país, num determinado ano. Então, podemos afirmar que o gráfico evidencia (A) a repartição pessoal dos rendimentos. (B) a redistribuição dos rendimentos. (C) a repartição funcional dos rendimentos. (D) a repartição dos rendimentos pelos trabalhadores.

2. Se num país o salário mínimo for 800 euros e o salário máximo 16 000 euros, o leque salarial é (A) 1 para 200. (B) 2 para 100. (C) 1 para 20. (D) 10 para 20.

3. O Rendimento per capita permite conhecer (A) o valor do salário médio de um país. (B) o rendimento disponível das famílias. (C) o valor do salário real dos trabalhadores. (D) o rendimento médio de cada habitante.

4. Em 2013 num determinado país, verificou-se uma descida do salário real médio dos trabalhadores. Então, pode concluir-se que se verificou uma das situações seguintes: (A) o salário nominal reduziu-se necessariamente. (B) o poder de compra dos trabalhadores aumentou. (C) o salário nominal aumentou menos do que o IPC. (D) o IPC aumentou menos do que o salário nominal.

51

5. O rendimento disponível das famílias é dado pela expressão (A) remunerações do trabalho + rendimentos de empresa e propriedade + transferências internas e externas – contribuições sociais – impostos diretos. (B) remunerações do trabalho + rendimentos de empresa e propriedade + transferências internas e externas + contribuições sociais – impostos diretos. (C) remunerações do trabalho + rendimentos de empresa e propriedade + transferências internas e externas + contribuições sociais + impostos diretos. (D) remunerações do trabalho + rendimentos de empresa e propriedade – transferências internas e externas – contribuições sociais – impostos indiretos.

GRUPO II 1. Observa o gráfico ao lado e lê o texto que se segue.

A procura de uma medida objetiva das desigualdades, baseada nos modelos de medida das grandezas fiscais, é vã. As medidas de desigualdade dependem, com efeito, da opinião dos membros da sociedade no que respeita à justiça distributiva. Jessua, Claude; Labrousse, Christian; Vitry, Daniel (Coordenação), Dictionnaire des Sciences économiques, Paris: PUF – Presses Universitaires de France, p. 462, 2001

1.1 Define índice de Gini. 1.2 Relaciona a curva de Lorenz com o índice de Gini. 1.3 Interpreta, com base no gráfico, o valor do índice de Gini relativo a Portugal em 2008. 1.4 Interpreta, com base no gráfico, a evolução do valor do índice de Gini em Portugal entre 2000 e 2008. 1.5 Refere, com base no gráfico, os países com um índice de Gini superior à média da OCDE em 2008. 1.6 Refere, com base no gráfico, os países que sofreram um aumento das desigualdades sociais entre 2000 e 2008. 1.7 Expõe três fatores de desigualdade social. 1.8 Expõe com base no gráfico e no texto uma crítica ao índice de Gini.

52

GRUPO III 1. Observa o quadro e lê o texto. Os obstáculos que a juventude encontra no mercado de trabalho têm pelo menos duas consequências. Por um lado, origina um risco de pobreza superior ao das pessoas mais velhas e, por outro, entrava a sua autonomia e liberdade de escolha.

Taxa de desemprego em março de 2012 Total

< 25 anos

Portugal

15,3

36,1

Zona Euro

10,9

22,1

Newsrealease 67/2012, Eurostat, 02/05/2012

Hors-Série, n.º 94, dezembro de 2012 (adaptado)

1.1 Compara a taxa de desemprego registada em Portugal, em 2012, com a média da Zona Euro. 1.2 Apresenta, com base no quadro e no texto, a situação da juventude em Portugal e na Zona Euro, tendo em conta: a. a taxa de desemprego; b. a exposição à pobreza. 2. De entre os recursos financeiros de que o Estado dispõe para fazer face às suas responsabilidades estão os impostos que representam a sua principal fonte de receita. 2.1 Identifica a política que tem como instrumento os impostos. 2.2 Distingue impostos diretos de impostos indiretos. 3. As receitas públicas são fundamentais para o Estado poder despender recursos na prossecução das políticas de redistribuição dos rendimentos. 3.1 Define receitas públicas. 3.2 Refere a finalidade das políticas de redistribuição dos rendimentos. 4. Explica de que forma é que o Estado deverá atuar para reduzir o risco de pobreza da juventude. COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 6 Grupos Grupo I

Questões 1a5

Cotação 6 pontos cada

Grupo II

1.1

6

1.2 1.3 1.4

11 10 15

1.5 1.6 1.7

9 11 12

1.8

16

1.1 1.2 2.1

15 20 6

2.2 3.1

9 6

3.2 4

6 18

Grupo III

Total

Total 30

90

80 200 pontos

53

Teste de avaliação 7 Unidade 7 – Poupança e investimento Nome ___________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data _______

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. A aquisição de novas matérias-primas por uma empresa com vista a garantir a manutenção da produção (A) é um investimento financeiro que se destina a repor o capital gasto. (B) é um investimento que se destina a formar um novo capital. (C) constitui investimento designado por variação de existências e tem por função repor o capital gasto. (D) constituiu investimento designado por variação de existências e tem por função formar um novo capital. 2. Em períodos de inflação elevada, a taxa de juro tem tendência a baixar. A afirmação é (A) falsa, pois quando a inflação é elevada, a procura e o consumo têm de baixar, e, para tal, verifica-se o aumento da taxa de juro. (B) verdadeira, para os preços dos bens ficarem mais baixos. (C) falsa, pois o valor da taxa de juro não influencia a inflação. (D) verdadeira, para facilitar o acesso ao crédito. 3. O crédito é um elemento essencial para a economia dos países. A afirmação é (A) falsa, pois o endividamento que o crédito gera é sempre prejudicial à vida das empresas e dos países. (B) verdadeira, pois através do crédito as empresas podem aumentar o investimento, fazendo crescer a produção dos países. (C) verdadeira, na medida em que o crédito origina elevados lucros e maior riqueza. (D) falsa, na medida em que o crédito terá de ser sempre pago com taxas de juro altas, empobrecendo os agentes económicos e a economia no seu conjunto. 4. O endividamento gerado pelo crédito é sempre um problema para os agentes económicos e para os países. A afirmação é (A) verdadeira, caso o montante da dívida seja elevado. (B) falsa, pois só será um problema caso os rendimentos dos agentes e dos países decresçam ao mesmo tempo que ocorra uma subida da taxa de juro. (C) verdadeira, pois pagar a dívida significa entregar aos credores riqueza, ficando sempre os agentes económicos e os países devedores mais pobres. (D) falsa, pois o endividamento nunca poderá ser um problema na medida em que o crédito gera o crescimento da economia, criando riqueza.

54

5. Na aplicação das suas poupanças, o aforrador tem várias possibilidades, tudo dependendo do risco, rendibilidade e liquidez que pretende. Caso deseje (A) segurança, deverá optar por produtos financeiros de baixo risco como as ações. (B) elevada liquidez, deverá aplicar as poupanças em obrigações. (C) rendibilidade elevada e baixo risco, deverá adquirir obrigações e ações. (D) baixo risco e elevada liquidez, deverá optar pelos depósitos bancários.

GRUPO II 1. O ato de poupar passou a fazer parte do quotidiano de muitos portugueses. Mas se uns o fizeram de forma voluntária, muitos foram forçados pelas circunstâncias. Em 2013, o panorama será semelhante. A recessão económica irá prolongar-se e a taxa de desemprego irá aumentar ainda mais. Proteste – Investe, n.º 769, outubro de 2012

1.1 Dá uma noção de poupança. 1.2 Compara a taxa de poupança em Portugal e na Zona Euro. 1.3 Explica o sentido da frase destacada no texto. 1.4 Indica os destinos da poupança.

2. A Bluepharma, empresa portuguesa especializada na produção de genéricos, foi distinguida com o prémio PME Inovação – COTEC, 2012. O prémio foi resultado de uma aposta muito forte no invéstimento em investigação e desenvolvimento (I&D): a empresa participa no capital de empresas cujo modelo de negócio se baseia no conhecimento gerado em universidades. A Luzitin, empresa criada há dois anos, desenvolve investigação no desenvolvimento de uma nova solução para o tratamento do cancro. Público, 22/11/2012

2.1 Explica a ligação entre investigação e inovação. 2.2 Como desenvolveu a empresa, de acordo com a notícia, o investimento em investigação? 2.3 Relaciona investimento em investigação, inovação e desenvolvimento.

55

GRUPO III 1. Analisa os gráficos relativos ao crédito concedido em Portugal, em dezembro de 2011.

1.1 Analisa os gráficos apresentados, explicitando: a. os agentes económicos que mais beneficiaram do crédito concedido; b. o destino dado ao crédito; c. os ramos de atividade económica que mais crédito absorveram. 1.2 Explica a importância do crédito para os agentes económicos.

2. Considera o exemplo seguinte: A empresa X, do ramo do comércio de eletrodomésticos, recebeu um empréstimo no valor de 45 mil euros do banco de que é cliente, tendo apresentado uma fiança como garantia. O juro acordado foi a uma taxa de 5% ao ano. Com o dinheiro recebido, a empresa irá proceder a obras de ampliação no estabelecimento e a modernização de alguns equipamentos. 2.1 A situação referida enquadra-se no recurso ao autofinanciamento? Justifica a resposta. 2.2 Calcula o juro a pagar pela empresa ao fim de um trimestre. 2.3 A taxa de juro é ativa ou passiva? Justifica a resposta. 2.4 Classifica a garantia prestada. 2.5 Qual o tipo e função do investimento a realizar pela empresa?

56

3. O quadro que se segue mostra o peso das várias aplicações financeiras feitas pelos aforradores portugeses. Repartição das aplicações financeiras feitas pelos portugueses, em 2012 Depósitos a prazo

58%

Depósitos à ordem

13%

Ações, obrigações e fundos

13%

Planos de pensões

10%

Outras

6% Proteste-Investe, outubro de 2012

3.1 Poder-se-á afirmar que o aforrador português apresenta um perfil essencialmente conservador, pouco atraído pelo risco? Justifica a resposta com os valores adequados. 3.2 Identifica as aplicações que oferecem maior rendibilidade e risco. 3.3 No contexto económico, distingue uma ação de uma obrigação.

COTAÇÕES DO TESTE DE AVALIAÇÃO 7 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1a5

6 pontos cada

30

Grupo II

1.1

10

1.2

15

1.3

10

Grupo III

Total

1.4

6

2.1

10

2.2

5

2.3

14

1.1

15

1.2

10

2.1

10

2.2

10

2.3

10

2.4

5

2.5

10

3.1

13

3.2

5

3.3

12

70

100 200 pontos

57

Teste global 1 Final do 1.o período Nome ___________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data _______

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. A realidade social pode ser estudada segundo perspetivas diferentes porque (A) a realidade social é económica e política. (B) a realidade social se encontra regulamentada. (C) a realidade social é complexa e pluridimensional. (D) a realidade social se encontra compartimentada. 2. A Economia é a «ciência das escolhas», porque os recursos (A) são escassos face às necessidades primárias. (B) são escassos face às necessidades não económicas. (C) são escassos face às necessidades complementares. (D) são escassos face às necessidades ilimitadas. 3. A racionalidade está relacionada com o facto de (A) se ter de sacrificar uma alternativa face à escassez dos recursos. (B) se ter de administrar de uma forma eficiente os recursos ilimitados. (C) se ter de gerir de uma forma eficiente os recursos que são escassos. (D) se ter de adequar os recursos às necessidades das famílias. 4. Constituem atividades económicas (A) o consumo, as Empresas Financeiras e a produção. (B) a produção, a distribuição e os consumidores. (C) o consumo, as Empresas Financeiras e as Famílias. (D) a produção, o consumo e a distribuição. 5. A saciabilidade é uma característica das necessidades. (A) Esta afirmação é falsa porque é necessário satisfazer as necessidades pois a sua não satisfação põe em causa a vida. (B) Esta afirmação é verdadeira porque as necessidades podem ser satisfeitas por diversos bens que satisfazem a mesma necessidade. (C) Esta afirmação é falsa porque as necessidades são múltiplas não existindo quaisquer limites para a sua satisfação. (D) Esta afirmação é verdadeira porque a intensidade sentida diminui à medida que vamos satisfazendo a necessidade.

58

6. O critério que permite classificar o consumo como consumo final ou como consumo intermédio é (A) o da finalidade do consumo. (B) o do autor do ato de consumo. (C) o do beneficiário do consumo. (D) o da responsabilidade do consumidor.

7. Numa determinada família, as despesas de consumo repartem-se pelas seguintes rubricas. Rubricas Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas

Despesas (em euros) 12 000,00

Bebidas alcoólicas e tabaco

1 800,00

Vestuário e calçado

5 400,00

Saúde

3 000,00

Transportes

6 000,00

Lazer, recreação e cultura

3 780,00

Outros bens e serviços

28 020,00

Os coeficientes orçamentais das rubricas «Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas» e «Vestuário e calçado» são respetivamente (A) 0,20 e 0,09. (B) 20% e 9%. (C) 42% e 19%. (D) 12 000 e 5400.

8. A Lei de Engel enuncia que (A) quanto maior for o rendimento de uma família maior é a proporção do rendimento gasto em despesas de alimentação. (B) quanto menor for o rendimento de uma família menor é a proporção do rendimento gasto em despesas de alimentação. (C) quanto menor for o rendimento de uma família maior é a proporção do rendimento gasto em despesas de alimentação. (D) quanto menor for o rendimento de uma família maior é a proporção do rendimento gasto em despesas de lazer, recreação e cultura.

9. Uma taxa de desemprego de 15% relativa a uma população ativa de 5000 milhares de pessoas e a uma população total de 10 000 milhares significa que o número de pessoas desempregadas é (A) 750 milhares. (B) 1500 milhares. (C) 75 000 milhares. (D) 150 milhares.

59

10. A diminuição do custo unitário ou médio de um bem resultante do aumento das quantidades produzidas diz respeito (A) à produtividade marginal decrescente. (B) à Lei dos Rendimentos Decrescentes. (C) à complementaridade dos bens de produção. (D) à lei das economias de escala.

GRUPO II 1. Observa o gráfico ao lado e lê o texto.

O marasmo económico da Zona Euro tem-se traduzido por uma subida acentuada do desemprego e são os jovens que estão a pagar um tributo muito elevado, apesar do nível educacional ter aumentado nos últimos anos. Hors-Série, N.º 94, 4.º Trimestre de 2012 (adaptado)

1.1 Apresenta com base no gráfico: a. os cinco países com percentagem de jovens a viver em casa dos pais superior à média da UE a 27, em 2010. b. os cinco países que sofreram um maior incremento de jovens a viver em casa dos pais no período considerado. 1.2 Interpreta os valores relativos a Portugal no contexto dos países da UE. 1.3 Justifica, com base no gráfico e no texto, três ciências sociais a que recorrerias para estudar a autonomia da juventude na União Europeia. 1.4 Identifica a atitude metodológica necessária ao estudo do fenómeno social – autonomia da juventude na União Europeia. 1.5 Relaciona o conteúdo do texto com o conceito de racionalidade.

60

GRUPO III 1. Em 1979, a Sony lança o walkman; em 1980 o Minitel entra nas casas europeias; em 1983, o primeiro telemóvel da Motorola aparece nos EUA. Estas inovações são emblemáticas das transformações do consumo de massas destas três últimas décadas. Alternatives Économiques, n.º 295

1.1 Apresenta uma noção de sociedade de consumo, a partir do texto anterior. 1.2 Explica em que consiste a responsabilidade social dos consumidores.

2. Observa o gráfico que se segue.

2.1 Interpreta o valor da taxa de desemprego registada em Portugal em 2012. 2.2 Apresenta com base no gráfico: a. os cinco países com maior taxa de desemprego em 2012; b. os cinco países que sofreram um maior incremento do desemprego no período considerado. 2.3 Expõe duas causas do desemprego.

61

3. Certos custos do fabricante de pizas como os da farinha variam em função do número de pizas produzidas, enquanto outros custos são independentes como os que dizem respeito à compra de fornos ou à utilização dos locais. M. Montoussé e I. Waquet, Microéconomie, Bréal, 2004 (adaptado)

3.1 Dá uma noção de custos de produção, a partir da afirmação. 3.2 Identifica na afirmação custos fixos e custos variáveis. 3.3 Identifica na afirmação um consumo intermédio. 3.4 Refere o que aconteceria à produtividade marginal, numa primeira fase, se fossem introduzidas na empresa de pizas novas unidades de trabalho. 3.5 Justifica o facto da curva dos rendimentos marginais ser primeiro crescente e, numa segunda fase, decrescente.

COTAÇÕES DO TESTE GLOBAL 1 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

10 questões

5 pontos cada

50

Grupo II

1.1 1.2 1.3

10 8 15

1.4 1.5

7 10

1.1 1.2

12 8

2.1. 2.2. 2.3

10 10 10

3.1 3.2

7 10

3.3 3.4 3.5

5 16 12

Grupo III

Total

62

50

100 200 pontos

Teste global 2 Final do 2.o período Nome ___________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data _______

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. A Economia é uma ciência social. Esta afirmação é (A) verdadeira, porque estuda os fenómenos sociais. (B) falsa, porque não é possível estudar fenómenos sociais. (C) verdadeira, porque estuda fenómenos económicos. (D) falsa, porque os fenómenos sociais não podem ser estudados cientificamente.

2. Observa o quadro seguinte. Famílias

X

Y

Despesas de consumo (u.m.)

800

1200

Despesas com a alimentação e bebidas não alcoólicas (u.m.)

200

-------

De acordo com o quadro acima, representativo das despesas familiares no país ABC, e sabendo que a família Y tem um rendimento superior, pode-se afirmar que o coeficiente orçamental relativo à alimentação e bebidas não alcoólicas da família Y é (A) superior a 25%. (B) inferior a 25%. (C) igual a 25%. (D) igual ao da família X.

3. O açúcar e o adoçante dizem-se bens substitutos. Esta afirmação é (A) verdadeira, porque os seus preços são semelhantes. (B) falsa, pois não satisfazem de modo semelhante a mesma necessidade. (C) verdadeira, porque satisfazem de modo semelhante a mesma necessidade. (D) falsa, porque têm características muito diferenciadas.

4. Sabendo que a população total de um país é de 10 milhões de indivíduos, que a população ativa é 60% da população total e a taxa de desemprego é de 10%, então o número de desempregados é de (A) 600 mil. (B) 6 milhões. (C) 1 milhão. (D) 1000 milhões.

63

5. Construção, água, gás e eletricidade são ramos da atividade económica que (A) se registam no setor I. (B) se registam no setor II. (C) se registam no setor III. (D) não se registam em nenhum dos setores de atividade económica.

6. Quando os trabalhadores recebem os seus salários por transferência bancária, estamos na presença de (A) moeda metálica. (B) moeda fiduciária. (C) moeda-papel. (D) moeda desmaterializada.

7. A taxa de inflação homóloga fixou-se nos 2,1%, em outubro de 2012, menos 0,8% do que em setembro. Esta afirmação significa que (A) os preços subiram de setembro para outubro de 2012. (B) a taxa de inflação média em 2012 foi de 2,1% . (C) os preços subiram 2,1% em outubro de 2012, relativamente a outubro de 2011. (D) os preços subiram 2,1% em outubro de 2012, relativamente a setembro de 2012.

8. De acordo com o gráfico seguinte, o novo ponto de equilíbrio, deveu-se a (A) um aumento do rendimento disponível dos consumidores. (B) um aumento da oferta dos produtores. (C) ao aparecimento no mercado de um bem substituto mais barato. (D) à adoção de tecnologia mais produtiva.

9. A diferença entre o rendimento e o consumo designa-se por (A) investimento. (B) poupança. (C) entesouramento. (D) depósitos bancários.

10. O investimento em formação de pessoal e o investimento em novo equipamento tecnológico é, respetivamente, (A) investimento direto. (B) investimento externo indireto. (C) investimento material e imaterial. (D) investimento imaterial e material.

64

GRUPO II 1. O texto do INE refere-se ao indicador económico PIB por habitante. Em 2011: O Produto Interno Bruto por habitante, a preços constantes de 2006, era de 15 062,09 euros. Este valor representa um decréscimo de 1,7% face ao verificado no ano anterior. Por outro lado, o consumo final das Famílias registou, igualmente, um decréscimo de 0,1%, face ao ano anterior. A taxa de variação média anual do Índice de Preços ao Consumidor situou-se em 3,65%. No ano anterior esta taxa tinha sido de 1,40%. Destaque, INE, 27/12/2012

1.1 Define o conceito de PIB por habitante. 1.2 Explicita o significado do conceito Índice de Preços no Consumidor. 1.3 Relaciona a primeira afirmação do texto com o nível de vida. 1.4 O consumo final das famílias registou um decréscimo face ao ano anterior. 1.4.1 Indica dois fatores (um económico e outro não económico) que possam influenciar o consumo. 1.4.2 Justifica a afirmação acima com base no conteúdo do texto.

2. Observa o gráfico seguinte.

2.1 Dá uma noção de inflação. 2.2 Explicita uma causa da inflação. 2.3 Seleciona, no gráfico apresentado, um período de desinflação e outro de deflação.

65

3. O Estado tem por função redistribuir o rendimento. Para tal, necessita de receitas para fazer face às despesas necessárias. 3.1 Indica a principal fonte de receitas do Estado. 3.2 Distingue, no essencial, impostos diretos de impostos indiretos. 3.3 Explica de que modo a política fiscal pode ser um instrumento de equidade social. 3.4 Calcula o rendimento disponível dos particulares, em 2011. Rendimento disponível dos particulares, 2011 (milhões de euros – valores arredondados) Remunerações do trabalho

86

Rendimentos de empresas e propriedade

38

Transferências correntes

40

Impostos diretos

11

Contribuições para a Segurança Social

27 Relatório do Banco de Portugal, INE, 2011

GRUPO III 1. Observa as seguintes curvas da oferta e da procura.

1.1 Identifica as curvas A e B. 1.2 Indica no gráfico o ponto de equilíbrio, precisando o seu significado. 1.3 Supõe que na economia em questão, se verificou uma contração do rendimento disponível. 1.3.1 Representa uma nova curva da procura correspondente à situação descrita atrás. 1.3.2 Explica como reagiria a oferta e qual o novo preço de equilíbrio.

2. Caracteriza o mercado de concorrência perfeita, quanto ao número de consumidores e produtores, quanto ao tipo de bens e quanto ao poder dos intervenientes sobre a fixação dos preços.

66

COTAÇÕES DO TESTE GLOBAL 2 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1 a 10

5 pontos cada

50

Grupo II

1.1 1.2 1.3

5 10 10

25

1.4.1 1.4.2

4 16

20

2.1 2.2 2.3

10 10 10

30

3.1 3.2 3.3

5 10 10

3.4

15

1.1 1.2 1.3.1

2 8 10

1.3.2 2

10 5

Grupo III

Total

40

35 200 pontos

67

Teste global 3 Final do 3.o período Nome ____________________________________________ Ano ________ Turma _______ N.o _______ Data ________

GRUPO I As questões que se seguem são de escolha múltipla. Das quatro respostas (A a D), apenas uma está correta. Assinala-a com X. 1. A Economia analisa a realidade sob o ponto de vista das escolhas. A afirmação é (A) verdadeira, pois a dimensão económica da vida resulta das decisões que as pessoas tomam. (B) falsa, pois a realidade económica impõe-se às pessoas. (C) verdadeira, pois tudo na vida é uma escolha. (D) falsa, pois as decisões humanas não têm relação com a Economia.

2. As necessidades constituem o fundamento da Economia. A afirmação é (A) falsa, pois o lucro comanda todas as decisões económicas. (B) verdadeira, pois todos os seres humanos têm necessidades. (C) verdadeira, pois a Economia existe para satisfazer as necessidades. (D) falsa, pois a Economia não pode satifazer todas as necessidades.

3. É consumo intermédio (A) a utilização de manteiga para fazer as sandes para a praia. (B) o uso de farinha no fabrico de um bolo para o lanche. (C) a utilização de combustível pelos autocarros. (D) o uso de água na rega do jardim.

4. São capital circulante, (A) os automóveis utilizados pelas empresas de táxis. (B) o açúcar e os ovos utilizados na confeção do arroz doce. (C) os instrumentos de trabalho utilizados na produção. (D) as matérias-primas utilizadas na padaria.

5. Da população inativa fazem parte (A) militares de carreira, estudantes, reformados e donas de casa. (B) os reformados, estudantes e donas de casa. (C) os indivíduos com ocupação, reformados, estudantes e donas de casa. (D) os desempregados, estudantes, reformados e donas de casa.

68

6. A produtividade mede (A) a relação entre a produção e os fatores produtivos utilizados. (B) a relação entre a produção e o lucro obtido. (C) a diferença entre a produção e os custos. (D) a diferença entre a produção obtida e os fatores produtivos utilizados.

7. O papel-moeda significa (A) que as notas podem ser convertíveis em ouro e prata nos bancos. (B) que a moeda é representativa do ouro e prata existente nos bancos. (C) que a moeda é inconvertível e circula com base na confiança do público. (D) que a moeda é inconvertível e circula por imposição do Estado.

8. Num mercado de concorrência perfeita, mantendo-se tudo o resto constante, um deslocamento ao longo da curva da procura do bem X é resultado do (A) preço do bem X. (B) preço dos bens sucedâneos. (C) rendimento das famílias. (D) preço das matérias-primas.

9. Numa situação de desinflação (A) os preços da generalidade dos bens diminuem. (B) a inflação é negativa. (C) os preços crescem a um menor ritmo. (D) os preços de alguns bens descem.

10. As taxas de juro passivas (A) são cobradas pelos bancos e são de valor inferior às taxas ativas. (B) são pagas pelos bancos e são de valor inferior às taxas ativas. (C) são pagas pelos bancos e são de valor superior às taxas ativas. (D) são cobradas pelos bancos e são de valor superior às taxas ativas.

GRUPO II 1. O país X apresenta os seguintes valores relativos à sua população. População residente: 30 milhões População ativa: 16 milhões Taxa de desemprego: 10% Produto do país: 288 mil milhões de unidades monetárias Determina (apresentando os cálculos efetuados): 1.1 A taxa de actividade. 1.2 O número de desempregados. 1.3 A produtividade por trabalhador empregado.

69

2. Considera os seguintes valores de produção de batatas de uma empresa agrícola. Capital

100 ha 2 tratores

o

N. trabalhadores

Produção de batatas (ton.)

10

30

11

32

12

35

13

37

14

38

Produtividade marginal

2.1 Calcula a produtividade marginal. 2.2 Qual a combinação ótima dos fatores produtivos? Justifica a tua resposta. 2.3 Explica a evolução da produtividade marginal, com base na Lei dos Rendimentos Decrescentes.

3. Observa a figura relativa ao mercado do bem X.

3.1 Seleciona a afirmação verdadeira: (A) Em P1, a quantidade procurada é superior à quantidade oferecida. (B) O equilíbrio de mercado estabelece-se a um preço inferior a P1. (C) O preço de equilíbrio é P1. (D) Ao preço P1 as empresas vendem mais produto. 3.2 Explica o que acontecerá à curva da procura se ocorrer um aumento do rendimento das famílias.

GRUPO III 1. A Zon e a Optimus vão avançar com o projeto de fusão das suas operações na área das telecomunicações e dar origem à anunciada «Zonaecom». O projeto de fusão reforça a concorrência à líder PT. Expresso, 22/12/2012

1.1 Relaciona o conteúdo da notícia com o processo de concentração empresarial. 1.2 Explicita a finalidade do projeto de fusão. 1.3 Os consumidores são beneficiados com a fusão? Justifica a tua resposta.

70

2. Lê o texto que se segue e observa o gráfico. Fomos heróis do máximo de poupança do mundo nos anos 60 e 70, orgulhávamo-nos muito disso, mas isso era um sinal de subdesenvolvimento. Era sinal de um país que não tinha crédito ao consumo, que não tinha crédito para quase nada e que não tinha Segurança Social para todos e, por isso, as pessoas ou poupavam ou estariam desgraçadas. João César das Neves, Oje, 31/10/2012

2.1 Faz um breve comentário ao texto. 2.2 Estabelece a relação entre os indicadores representados no gráfico e o conteúdo do texto. 2.3 Explicita o papel do crédito no bem-estar das famílias. 2.4 Explica a importância de um sistema de Segurança Social universal.

COTAÇÕES DO TESTE GLOBAL 3 Grupos

Questões

Cotação

Total

Grupo I

1 a 10

5 pontos cada

50

Grupo II

1.1

5

1.2 1.3 2.1

10 10 5

2.2 2.3 3.1

10 (5 + 5) 10 5

3.2

10

1.1 1.2 1.3

10 10 10

2.1 2.2

20 15

2.3 2.4

10 10

Grupo III

Total

65

85 200 pontos

71

Soluções  dos  testes  de  avaliação      

TESTE  DE  AVALIAÇÃO  1  –  UNIDADE  1    p.  34   GRUPO  I  

GRUPO  III  

1.  C          2.  D          3.  A          4.  B          5.  D    

1.1 Agente   económico   é   toda   a   entidade   autónoma   com   capacidade   para   realizar  operações  económicas,  tomando  decisões  e  com  capacidade  pa-­‐ ra  deter  valor  económico.  A  afirmação  ao  referir  as  motivações  económi-­‐ cas   da   formação   e   funcionamento   das   famílias   está   a   integrar   a   capacidade   deste   agente   económico   para   decidir,   possuir   valor   e   realizar   operações  económicas.  A  função  principal  do  agente  Famílias  (que  é  con-­‐ sumir)  está  associada  ao  «seu  contributo  decisivo  para  a  sobrevivência  e   o  bem-­‐estar  das  sociedades  humanas.»   1.2 Os  outros  agentes  económicos  para  além  das  Famílias  são:  as  Empresas   Não   Financeiras,   as   Instituições   Financeiras,   o   Estado   e   o   Resto   do   Mundo.   1.3 O  objeto  da  Economia  é  a  dimensão  económica  da  realidade  social,  ou   seja,   o   facto   de   Gary   Becker   ter   trazido   «a   Família   para   o   corpo   central   da   ciência   económica»   bem   como   «as   motivações   económicas»   das   Famílias.     1.4 A   interdisciplinaridade   é   atitude   metodológica   indispensável   para   o   estudo  das  Famílias  que  constituem  um  fenómeno  social  por  decorre-­‐ rem   da   vida   em   sociedade.   Como   fenómeno   social   total,   complexo   e   pluridimensional,  interessa  a  todas  as  ciências  sociais  só  que  a  partir  da   perspetiva  própria  de  cada  uma  delas,  da  sua  terminologia,  conceitos,   método  e  teoria.  Como  vimos,  a  Economia  interessa-­‐se  pela  dimensão   económica  das  Famílias;  a  Sociologia  por  exemplo,  pelos  diferentes  ti-­‐ pos   de   famílias,   relações   dentro   delas,   papéis   sociais   das   mães,   pais,   crianças  e  avôs  e  a  igualdade  de  género  nas  Famílias;  e  a  História  pela   evolução   das   Famílias   e   pela   vida   privada   ao   longo   dos   tempos,   por   exemplo.  O  contributo  de  cada  ciência  social  é  fundamental  para  o  es-­‐ tudo   mais   aprofundado   dos   fenómenos   sociais   pois   todas   as   ciências   sociais  são  interdependentes  e  complementares  entrando  no  objeto  de   estudo  umas  das  outras.  

    GRUPO  II   1.1 Escassez   consiste   na   falta   de   recursos   (que   estão   disponíveis   de   uma   forma  limitada)  para  a  satisfação  das  necessidades  que  são  ilimitadas.   1.2 A  Economia  é  uma  ciência  social,  porque  estuda  os  fenómenos  sociais,   o   que   decorre   da   vida   social,   ou   seja,   o   comportamento   humano,   tal   como   as   outras   ciências   sociais.   Só   que   cada   uma   delas   estuda   os   fenómenos  sociais  a  partir  da  sua  própria  perspetiva.   1.3 O  objeto  de  estudo  da  Economia  é  o  problema  económico,  ou  seja,  que   necessidades  satisfazer  face  à  escassez  de  recursos,  isto  é,  a  Economia   estuda   o   comportamento   humano   como   uma   relação   entre   fins   e   meios   raros   que   têm   utilizações   diferentes   como   é   referido   no   texto.   Por  isso  é  que  a  Economia  é  denominada  a  «ciência  das  escolhas».     2.1 A  pobreza  é  um  fenómeno  social  porque  decorre  da  vida  em  sociedade.  É   uma   construção   social   e,   como   tal,   essa   realidade   pode   ser   modificada,   como   é   o   facto   de   os   jovens   serem   afetados   com   o   défice   de   trabalho   digno  e  emprego  de  baixa  qualidade.   2.2 Dois   fenómenos   sociais   para   além   da   pobreza   poderão   ser,   entre   outros,  a  educação  ou  o  desporto.   2.3 A  Economia  estuda  a  dimensão  económica  do  fenómeno  social  –  pobre-­‐   za,  ou  seja,  a  relações  entre  pobreza  e  produção,  consumo,  distribuição,   acumulação  e  repartição  dos  rendimentos.  A  pobreza  reduz  o  consumo,   com   implicações   na   distribuição,   na   produção   (que   também   não   escoa   para   o   mercado   o   que   leva   a   mais   falências   e   mais   desemprego,   origi-­‐   nando   pobreza),   menor   acumulação   e   uma   repartição   dos   rendimentos   mais  assimétrica.   2.4 A   Matemática   e   a   Estatística   são   muito   importantes   na   quantificação   dos   fenómenos   sociais,   permitindo   observar,   compreender,   analisar,   explicar   e   prever   quantitativamente   os   comportamentos   humanos,   como   se   pode   verificar   no   gráfico   relativo   à   percentagem   da   taxa   de   pobreza.   2.5 A  taxa  de  pobreza  verificada  em  Portugal  em  2010  atingiu  18%  o  que   quer   dizer   que   18%   da   população   vive   abaixo   do   limiar   da   pobreza   que   corresponde   60%   do   rendimento   mediano   de   Portugal,   em   2010,     (o  valor  mediano  separa  a  metade  inferior  da  amostra  da  metade  su-­‐ perior,  isto  é,  valor  que  divide  a  população  em  duas  partes,  a  metade   que  ganha  mais  e  a  outra  metade  que  ganha  menos).     2.6 Os  sete  países  da  UE  a  15  que  registaram  em  2010  uma  maior  taxa  de   pobreza   foram   os   seguintes:   Espanha,   Grécia,   Itália,   Portugal,   Reino   Unido,  Irlanda  e  Alemanha.   2.7 A  taxa  de  pobreza  registada  em  Portugal  (18%)  é  superior  à  média  dos   outros   países   da   UE   a   15   que,   em   2010,   atingiu   16,2%,   isto   é,   havia   16,2%  de  pessoas,  em  média,  nos  15  países  da  UE  que  viviam  abaixo  do   limiar   da   pobreza   que   corresponde   a   60%   do   rendimento   mediano.   É   de  salientar  que  60%  do  rendimento  mediano  da  média  dos  15  países   da  UE  é  muito  superior  ao  rendimento  mediano  de  Portugal.   2.8 A   vulnerabilidade   da   juventude   no   que   respeita   à   pobreza   é   muito   elevada.  De  acordo  com  os  valores  do  gráfico,  podemos  constatar  que   a  taxa  de  pobreza  aumentou,  de  2004  para  2010,  em  todos  os  países   representados   e   que,   de   acordo   com   o   texto   «os   jovens   são   afetados   desproporcionadamente   com   o   défice   de   trabalho   digno   e   empregos   de  baixa  qualidade»  o  que  evidencia  um  elevado  desemprego  juvenil,   bem   como   uma   grande   precariedade   no   mercado   de   trabalho.   Esta   situação  origina  um  elevado  risco  de  pobreza  na  juventude  devido  ao   desemprego,   salários   baixos,   empregos   informais   como   é   referido   no   texto  «pobreza  no  trabalho,  baixos  salários  e/ou  situação  no  emprego,   incluindo  a  incidência  da  informalidade.»    

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TESTEDE  AVALIAÇÃO    2  –  UNIDADE  2    p.  37   GRUPO  I   1.  A          2.  D          3.  B          4.  D          5.  C     GRUPO  II   1.1 Coeficiente   orçamental   é   a   relação   entre   as   despesas   de   consumo   de   um  bem  ou  classe  de  bens  e  o  total  das  despesas  de  consumo.   1.2 Coeficiente   orçamental   relativo   à   alimentação   e   bebidas   não   alcoólicas   da  família  X  =  50%.   Coeficiente   orçamental   relativo   à   alimentação   e   bebidas   não   alcoólicas   da  família  Y  =  20%.   1.3 A   Família   Y,   como   se   pode   observar   no   quadro   apresentado,   tem   um   rendimento  superior  à  Família  X  (4800  u.m.  contra  1500  u.m.).  A  Lei  de   Engel  vem  confirmar  esta  situação,  na  medida  em  que  o  coeficiente  or-­‐ çamental  relativo  à  alimentação  da  Família  Y  é  inferior  ao  da  Família  X   (20%  contra  50%).   2.1   A   Lei   de   Engel   relaciona   os   coeficientes   orçamentais   da   rubrica   «Ali-­‐ mentação  e  Bebidas  não  Acoólicas»  com  os  rendimentos  das  Famílias,   afirmando  que  quanto  menor  for  esse  coeficiente,  maior  será  o  rendi-­‐ mento  das  famílias.   2.2   O  rendimento  das  famílias  portuguesas  entre  2005  e  2011  aumentou,   conforme  o  enunciado  na  Lei  de  Engel.     3.   Dois  dos  traços  do  padrão  de  consumo  dos  jovens  portugueses  pode-­‐ rão  ser  o  gosto  por  fast-­‐food  e  produtos  inovadores  de  tecnologia  ele-­‐ vada.  Estes  traços  do  comportamento  de  consumo  dos  jovens  poderá   ter  como  justificação  o  gosto  pela  inovação  e  tecnologia  ou  a  moda.      

GRUPO  III   1.1 O  fator  económico,  referido  na  notícia,  que  está  a  influenciar  o  consu-­‐ mo  dos  bens  produzidos  pela  empresa  Silvex  é  a  inovação.   1.2 A   inovação   pode   ser   potenciadora   de   consumo,   na   medida   em   que   novos  produtos  com  outras  qualidades  apresentam  vantagens  compe-­‐ titivas  relativamente  a  produtos  mais  antiquados.   1.3 Dois   fatores   não   económicos   que   possam   influenciar   o   consumo   pode-­‐ rão  ser  a  moda  ou  a  tradição,  por  exemplo.   1.4 A  notícia  refere-­‐se  ao  comportamento  inovador  de  uma  empresa  portu-­‐ guesa  produtora  de  embalagens  de  plástico  e  película  aderente  –  a  Silvex.   Esta   empresa,   também   voltada   para   o   mercado   externo,   tem   apostado   em   novos   bens   amigos   do   ambiente,   como   é   referido   na   notícia,   inves-­‐ tindo   em   pesquisa   e   produção   de   plásticos   biodegradáveis   para   uso   na   agricultura,  num  trabalho  com  outros  países.  A  Silvex  é  um  exemplo  de   responsabilidade   ambiental   e   os   consumidores   dos   seus   produtos,   exemplos  de  consumidores  com  ética.       GRUPO  IV   1.1   Os   dois   padrões   de   consumo   referidos   no   texto   são   o   fast-­‐food   (hambúrguer   e   pizas,   por   exemplo),   modelo   de   consumo   de   há   uma   década  atrás,  e  o  consumo  com  base  em  produtos  naturais  (sopas  e  sa-­‐ ladas,  por  exemplo),  que,  atualmente,  vai  substituindo  o  modelo  ante-­‐ rior.   1.2   Dois   dos   fatores   suscetíveis   de   influenciar   o   consumo   são,   como   refere   o  texto,  a  moda  pela  fast-­‐food  (modelo  importado  de  outros  países)  e   o   preço   (ainda   como   fator   de   constrangimento   para   novos   modelos   de   consumo).   1.3   O   consumo   é   um   fenómeno   social   total   porque   se   refere   a   práticas   sociais  influenciadas  por  fatores  diversos.     Como   o   texto   refere,   há   cerca   de   uma   década   atrás,   a   alimentação   das   famílias   era   influenciada   por   padrões   de   consumo   estrangeiros   (hambúrguers   e   pizas,   por   exemplo),   correspondendo   a   desejos   de   identificação   com   sociedades   mais   ricas.   No   entanto,   com   a   crise   eco-­‐ nómica   e   os   novos   modelos   de   alimentação   saudável,   os   portugueses   desviaram-­‐se  da  fast-­‐food  e  têm  optado  por  «comer  saudável».  A  Socio-­‐ logia  e  a  Psicologia  são  duas  das  ciências  que  se  poderiam  pronunciar  so-­‐ bre  esta  situação.  No  entanto,  a  ciência  económica  tem,  igualmente,  uma   «palavra   a   dizer»   já   que   os   preços   continuam   a   constituir   um   fator   de   grande  influência  sobre  as  decisões  de  consumo.   Em  síntese,  poder-­‐se-­‐á  afirmar  que  o  consumo  é  um  fenómeno  social   de   grande   complexidade   e,   para   a   sua   compreensão,   necessita   de   uma   abordagem  interdisciplinar.        

 

TESTE  DE  AVALIAÇÃO  3  –  UNIDADE  3    p.  40   GRUPO  I     1.  B          2.  A          3.  C          4.  A          5.  D       GRUPO  II   1.1   População  ativa   a.  A  taxa  de  atividade:  ——————————————    x  100  =  50%   População  residente   b.  A  população  inativa:  População  residente  –  População  ativa  =   =  6  milhões   c.  O  número  de  desempregados:   o

 

N.  desempregados   Taxa  de  desemprego  =  ——————————————    x  100   População  ativa   o

N.  desempregados        5  =  ——————————————    x  100   6  000  000   o

N.  desempregados  =  300  000  

 

Produto   d.  A  produtividade  por  trabalhador  ——o——————————   N.  trabalhadores   o

N.  Trabalhadores  =  População  ativa  –  Desempregados   =  6  000  000  –  300  000   =  5  700  000   570  milhões  de  u.m.   Produtividade  =  ——————————————  =  100   5,  70  milhões     1.2   Uma  taxa  de  desemprego  de  5%  significa  que  em  cada  100  elementos   da  população  ativa  estão  5  desempregados.   2.   Desemprego  tecnológico  é  o  desemprego  resultante  da  inadaptação  do   trabalhador   às   novas   tecnologias   por   insuficiente   qualificação   ou   inca-­‐ pacidade  física,  por  exemplo;  ou  simplesmente  o  desemprego  resultante   da  evolução  tecnológica.   3.   A  formação  ao  longo  da  vida,  ao  (re)qualificar  os  trabalhadores,  prepa-­‐ rando-­‐os   para   novos   desempenhos,   poderá   ser   um   fator   de   adaptação   permanente   às   novas   exigências   profissionais,   afastando,   deste   modo,   o   desemprego  por  insuficiência  de  qualificação  para  o  posto  de  trabalho.       GRUPO  III   1.1   Quantidade   produzida   (milhares  de   unidades)  

Custos  fixos   (u.m.)  

Custos     variáveis   (u.m.)  

Custos  totais   (u.m.)  

Custos  totais   médios   /unitários   (u.m.)  

5  

30  

7  

30  

50  

80  

16,0  

80  

110  

15,7  

10   15  

30  

120  

150  

15,0  

30  

180  

210  

20  

14,0  

30  

290  

320  

16,0  

1.2   O  nível  de  produção  ótima  para  a  Empresa  X  é  de  15  unidades  porque   é   o   valor   que   corresponde   ao   menor   custo   de   produção   unitário   (14   u.m.)   1.3   A   produção   a   partir   da   qual   a   Empresa   X   tem   economias   de   escala   é     5000  unidades.   1.4   Porque  a  partir  das  5000  unidades,  os  custos  por  unidade  produzida  já   diminuem.   1.5   A   Empresa   X   começa   a   ter   deseconomias   de   escala   entre   a   produção   a a da  16.  unidade  e  a  20.  unidade.   1.6   As  economias  de  escala  devem-­‐se  a  poupanças  que  se  conseguem  obter   com  elevados  níveis  de  produção,  conseguindo-­‐se  poupar  nos  custo  fixos,   por  exemplo;  já  as  deseconomias  de  escala  ocorrem  quando  o  volume  de   produção   excede   determinado   volume   de   produção,   podendo   ocorrer   ineficiências  ligadas  à  organização,  por  exemplo.       GRUPO  IV   1.1 Segundo  o  gráfico,  o  Produto  total  está  a  decrescer  desde  2010;  o  mes-­‐ mo  se  verifica  relativamente  aos  setores  de  atividade  económica,  à  exce-­‐ ção   da   indústria   que   se   mantém   estabilizada.   O   ramo   que   apresenta   maior   queda   é   a   construção,   mas   os   serviços   evidenciam,   igualmente,   uma  quebra.   1.2 Portugal  tem  uma  economia  terciarizada  porque  é  o  setor  terciário  que   mais  contribui  para  o  Produto,  desde  1999.       GRUPO  V   1.1 A   Petratex   integra-­‐se   no   setor   secundário,   isto   é,   nas   indústrias   têxteis/transformadoras.   1.2 Dois  ramos  de  atividade  económica  integrados  no  mesmo  setor  pode-­‐ rão  ser  a  construção  e  a  produção  e  distribuição  de  gás,  água  e  eletrici-­‐ dade.    

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1.3 A  notícia  refere-­‐se  ao  sucesso  de  uma  empresa  nacional,  famosa,  entre   outros   produtos,   pela   produção   de   fatos   de   banho   que   associamos   à   vitória   da   Michael   Phelps.   É   uma   empresa   essencialmente   exportadora   cujo   sucesso   se   deve   ao   I&D   que   permite   a   inovação;   para   tal   emprega   800  pessoas  e  subcontrata  cerca  de  1500.     Embora  a  notícia  refira  o  contributo  das  empresa  para  vitórias  olímpi-­‐ cas,  o  que  se  deve  destacar  são  as  causas  dessa  situação:  a  investiga-­‐ ção   e   desenvolvimento   em   novos   produtos   –   fator   essencial   para   a   competitividade  empresarial.   2.1 A  Comissão  Europeia  refere  como  critérios  sociais  e  ambientais  que  os   investidores   e   os   empresários   deverão   respeitar:   a   qualidade   do   traba-­‐ lho,   o   investimento   socialmente   responsável,   as   preocupações   com   o   rótulo  social,  a  ecoeficácia,  o  combate  ao  esbanjamento  de  energia  e   recursos  naturais,  etc.   2.2 São  indicadores  a  ter  em  conta  no  desenvolvimento  da  atividade  em-­‐ presarial,  dada  a  responsabilidade  social  e  ambiental  das  empresas.  De   facto,  o  respeito  pelo  ambiente,  combatendo  uma  produção  que  des-­‐ perdice   energia   ou   não   satisfaça   os   requisitos   de   preservação   dos   re-­‐ cursos  naturais  e  o  ambiente,  é,  sem  dúvida,  uma  excelente  orientação   para  as  empresas  e  os  investidores.          

TESTE  DE  AVALIAÇÃO  4  –  UNIDADE  4    p.  44   Grupo  I   1.  C          2.  D          3.  C          4.  A          5.  D       Grupo  II   1.1 Sim   pois   os   estabelecimentos   comerciais   do   ramo   alimentar   são   em   maior  número  dos  que  os  não  alimentar  (1617  contra  1414),  apresen-­‐ 2 2 tam   uma   maior   área   de   exposição   média   (1136   m   contra   1002   m ),   têm,  em  média,  maior  número  de  pessoas  ao  serviço  (42  contra  21)  e   apresentam  um  valor  de  vendas  por  estabelecimento  (média)  superior   (6473  milhares  de  euros  contra  3191  milhares  de  euros).     1.2 Estabelecimentos  de  comércio  alimentar  –  hipermercados.   Estabelecimentos  de  comércio  não  alimentar   –  lojas  de  eletrodomésti-­‐ cos.   1.3   Comércio   a   retalho   significa   a   venda   de   produtos   à   unidade,   direta-­‐ mente  ao  consumidor.   2.1   Um  retail  consiste  num  conjunto  de  lojas  de  média  dimensão  que  parti-­‐ lham  normalmente  um  parque  de  estacionamento.  Este  tipo  de  comércio   localiza-­‐se  nas  periferias  dos  grandes  centros  urbanos.     2.2   As  vantagens  da  localização  no  centro  da  cidade,  em  loja  de  rua,  são  a   maior  proximidade  com  os  clientes  pois  estes  podem  aceder  com  mai-­‐ or   facilidade   à   loja,   não   tendo   de   se   deslocar   para   a   periferia   da   cidade   e   um   atendimento   mais   personalizado,   o   que   agrada   mais   ao   consumi-­‐ dor  pois  este  sente  que  as  suas  necessiaddes  são  melhor  satisfeitas.  A   estas  vantagens  há  que  adicionar  o  estacionamento  gratuito,  o  que  fa-­‐ cilita  bastante  o  acesso  à  loja  e  às  compras.   3.1   A  notícia  refere-­‐se  a  um  centro  comercial  que  é  um  tipo  de  comércio   que  se  caracteriza  por  ser  uma  grande  superfície,  com  muitas  lojas  de   variados   ramos   de   comércio,   entre   as   quais   um   hipermercado,   vários   espaços  de  restauração  e  diversão  e  parque  de  estacionamento  subter-­‐ râneo.     3.2   Lojas   âncora   são   lojas   que   funcionam   como   polos   de   atração   para   os   consumidores.   3.3.1   Franchising   é   um   tipo   de   comércio   baseado   num   contrato   em   que   uma  das  partes,  o  franchisador  cede  à  outra  parte,  o  franchisado,  o   direito   de   utilização   da   sua   marca,   mediante   o   pagamento   de   uma   contrapartida  monetária.   3.3.2   Franchisador:  alargar  o  mercado.  Franchisado:  comercializar  marcas   /  produtos  com  notoriedade.        

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Grupo  III   1.1 Moeda  é  um  bem  aceite  por  todos  como  intermediário  nas  trocas.   1.2 Moeda   desmaterializada   é   moeda   sem   existência   física.   É   constituída   pela  movimentação  dos  depósitos  bancários.   1.3 Moeda  metálica  e  notas.   1.4 A   moeda   que   circula   atualmente   não   é   convertível   em   metal   precioso,   sendo   a   sua   aceitação   imposta   pelos   Estados:   papel-­‐moeda.   O   valor   da   moeda  emitida  é  estabelecido  pelos  Estados.     2.1 IPC  2012/2011  =  Cabaz  de  compras  2012  /  Cabaz  de  compras  2011  x  100   102  =  Cabaz  de  compras  2012/  1800  x  100     1800  x  102   Cabaz  de  compras  2012  =  ————————  1836     100   O  cabaz  de  compras  em  2012  custou  1836  euros   2.2   O   nível   de   vida   diminuiu   pois   verificou-­‐se   uma   diminuição   do   poder   de   compra  (–  0,7%),  visto  que  o  aumento  de  salários  foi  inferior  ao  aumento   do  custo  de  vida.   Poder  de  compra  =  Índice  de  rendimentos  /  IPC  x  100      101,3   =  —————    x  100  =  99,3                102       O  poder  de  compra  diminuiu  0,7%.   3.1 Taxa  de  inflação  homóloga  significa  a  comparação  do  índice  de  preços   no   consumidor   num   mês   com   o   mesmo   mês   do   ano   anterior   (por   exemplo,  julho  de  2012  com  julho  de  2011).   3.2 A   recessão   económica   em   que   o   país   viveu   desde   meados   de   2011,   fruto  da  política  de  austeridade  seguida,  traduziu-­‐se  numa  quebra  da   procura   interna.   Havendo   menor   procura,   há   uma   menor   pressão   sobre  os  preços  verificando-­‐se,  pelo  contrário,  uma  descida  dos  pre-­‐ ços,   conforme   a   evolução   da   taxa   de   inflação   mostra   (do   último   tri-­‐ mestre   de   2011   para   o   último   trimestre   de   2012,   a   taxa   de   inflação   diminuiu  de  4%  para  2%).   3.3 Se   a   variação   dos   preços   para   2013   corresponder   à   previsão,   poder-­‐se-­‐   -­‐á  falar  em  desinflação  que  consiste  no  processo  de  menor  crescimen-­‐ to  dos  preços.   4.1   Uma  descida  acentuada  dos  preços  designa-­‐se  por  deflação.   4.2   Numa  situação  de  descida  permanente  dos  preços,  os  consumidores  irão   adiar  as  suas  compras  na  expectativa  que  os  preços  ainda  desçam  mais  e   os  investidores  irão  também  adiar  os  seus  investimentos  para  uma  altura   em  que  os  preços  dos  bens  subam  de  forma  a  rentabilizarem  as  despesas   efetuadas.  Desta  forma  a   recessão  acentuar-­‐se-­‐á  (menor  consumo  e  me-­‐ nor  investimento).        

TESTE  DE  AVALIAÇÃO  5  –  UNIDADE  5    p.  48   GRUPO  I   1.  A          2.  B          3.  D          4.  C          5.  D       GRUPO  II   1.1   As  curvas   A   e   A’   representam   curvas   da   procura   a   curva   B   é   uma   curva   da  oferta.   1.2   Após   a   deslocação   de   A   para   A’,   o   ponto   de   equilíbrio   desloca-­‐se   de   (6;   4)  para  (8;  5).   1.3   Um  fator  suscetível  de  deslocar  a  curva  A  para  A’  poderá  ser  um  aumento   do   rendimento   disponível   dos   consumidores   que   se   traduz   por   desejar   mais  quantidades  do  bem  ao  mesmo  nível  de  preços.   1.4   O  novo  ponto  de  equilíbrio  significa  que,  no  curto  prazo,  a  oferta  não   consegue  responder  às  novas  solicitações  dos  consumidores  e  aumenta     o  preço  do  bem  procurado.    

 

2.1                         2.2   A  inovação  tecnológica  permitiu  aumentos  de  produção  e,  consequen-­‐ temente,  mais  oferta.  S´  corresponde  a  essa  situação.   2.3   O   novo   ponto   de   equilíbrio   situar-­‐se-­‐á   em   E´´   na   curva   S´´.   Ao   preço   inicial  (p),  a  oferta  não  conseguirá  colocar  no  mercado  a  mesma  quan-­‐ tidade  (q´´<  q),  devido  ao  aumento  dos  custos  de  produção.                             3.1   O   mercado   monopolista   caracteriza-­‐se   por   ter   inúmeras   unidades   do   lado   da   procura   (compradores/consumidores)   e   apenas   uma   unidade   do  lado  da  oferta  (produtores/vendedores);  os  bens  transacionados  são   homogéneos  e  o  poder  do  monopolista  sobre  o  preço  é  total,  visto  ser   o  único  produtor.   3.2   O  mercado  monopolista  distingue-­‐se  do  mercado  de  concorrência  mo-­‐ nopolística   pelo   tipo   de   bens   oferecidos,   pelo   poder   sobre   o   preço   e   pelo  número  de  unidades  do  lado  da  oferta.     O   mercado   de   concorrência   monopolística   caracteriza-­‐se   por   produzir   bens  diferenciados  (pela  marca,  por  exemplo),  o  que  faz  com  que  exista   um   tipo   de   «monopolismo»   relativamente   ao   que   diferencia   os   bens   (no  exemplo  dado,  será  a  marca).  Haverá  concorrência  entre  os  produ-­‐ tores,  no  sentido  de  que  competem  entre  si  para  conquistar  o  mercado   (com  a  sua  marca).  Neste  caso,  o  poder  sobre  o  preço  é  algum,  mas  es-­‐ ta   situação   não   é   comparável   com   o   monopólio,   em   que   apenas   há   um   produtor   em   situação   de   exclusividade   que   determina   o   preço   do   bem,   o   que   lhe   confere   um   poder   total   sobre   a   determinação   do   nível   de   preços.   3.3   Outro  exemplo  de  um  mercado  de  concorrência  imperfeita  poderá  ser   o   oligopólio   que   se   caracteriza   por   ter   inúmeras   unidades   do   lado   da   procura  e  apenas  algumas  do  lado  da  oferta.  Neste  caso,  o  poder  sobre   o  preço  é  grande  mas  não  total,  visto  que  os  bens  transacionados  são   semelhantes  ou  substitutos.       GRUPO  III   1.1   O   fator   suscetível   de   influenciar   a   oferta   dos   bens   de   exportação,   refe-­‐ ridos  no  texto,  é  o  preço  (que  depende  dos  custos  com:  a  adaptação  do   produto  ao  mercado  de  exportação,  o  marketing,  os  transportes,  as  ta-­‐ refas  administrativas  e  os  riscos  cambiais).     1.2   Dois  fatores  suscetíveis  de  influenciar  a  procura  dos  bens  poderão  ser,   para  além  do  preço,  o  rendimento  dos  consumidores  e  a  moda.   1.3   O  segundo  parágrafo  do  texto  explica  de  que  modo  o  preço  pode  jogar   a  favor  ou  contra  a  procura  de  um  bem.  Se,  por  um  lado,  um  preço  bai-­‐ xo  joga  a  favor  da  quantidade  vendida;  por  outro  lado,  um  preço  mais   elevado,   ao   conferir   a   ilusão   da   qualidade,   também   pode   fazer   aumen-­‐ tar  a  procura,  sobretudo  em  situações  de  concorrência  limitada.  Deci-­‐ dir   o   nível   dos   preços,   como   é   referido   no   texto,   é   uma   questão   de   estratégia.  

 

2.1   As   «regras   do   jogo»   a   que   Milton   Friedman   se   refere   são   a   competição   livre,  sem  interferências  exteriores  (Estado)  ou  situações  de  concorrên-­‐ cia  imperfeita,  em  que  se  tenha  em  conta  os  requisitos  da  concorrência   perfeita  como  a  liberdade  de  entrar  e  sair  do  mercado,  a  atomicidade,   a   transparência   do   mercado,   a   mobilidade   dos   fatores   produtivos   e   a   homogeneidade  dos  bens.   3.1   Uma  das  vantagens  de  um  processo  de  fusão  poderá  ser  uma  melhor   gestão   do   novo   grupo   empresarial,   tirando   partido   do   seu   potencial.   Uma   desvantagem   poderá   ser   um   excessivo   poder   no   mercado   dos   bens  e  serviços  produzidos.        

TESTE  DE  AVALIAÇÃO  6  –  UNIDADE  6    p.  51   GRUPO  I   1.  C          2.  C          3.  D          4.  C          5.  A         GRUPO  II   1.1   O   índice   de   Gini   (nome   de   um   matemático   italiano)   é   um   indicador,   uma   medida   de   desigualdade   do   rendimento,   que   varia   entre   0   (igualdade   absoluta:  cada  percentagem  da  população  recebe  a  mesma  percentagem   de  rendimento)  e  100  (desigualdade  absoluta  –  maior  concentração  dos   rendimentos,  maior  desigualdade).   1.2 A   curva   de   Lorenz,   que   é   um   diagrama   que   representa,   por   classes   percentuais,   a   parte   do   rendimento   que   cabe   a   cada   proporção   da   população,   permitindo   representar   graficamente   a   desigualdade   dos   rendimentos,  encontra-­‐se  relacionada  com  o  índice  de  Gini.  Este  índice   mede   a   relação   entre   a   superfície   compreendida   entre   a   curva   de   Lorenz   e   a   diagonal,   por   um   lado,   e   a   superfície   total   compreendida   entre  a  diagonal  e  o  eixo  das  abcissas,  por  outro.     Índice   de   Gini   =   Superfície   compreendida   entre   a   curva   de   Lorenz   e   a   diagonal  /  Superfície  total  compreendida  entre  a  diagonal  e  o  eixo  das   abcissas  *  100.   1.3 O   valor   do   índice   de   Gini   relativo   a   Portugal   em   2008   foi   0,35   x   100,   ou   seja,  corresponde  a  uma  distribuição  dos  rendimentos  distante  de  uma   situação   igualitária   (que   seria   0).   Em   Portugal,   em   2008   existe   desigualdade  dos  rendimentos  uma  vez  que  o  valor  do  índice  é  35.   1.4 A  evolução  do  valor  do  índice  de  Gini  em  Portugal,  entre  2000  e  2008,   evidencia   uma   pequena   redução   da   desigualdade   na   distribuição   dos   rendimentos   porque   o   valor   do   índice   de   Gini   em   2000   (0,36   x   100   =   36)  era  superior  ao  de  2008  (0,35  x  100  =  35),  pois  quanto  maior  for  o   valor  deste  índice,  maiores  são  as  desigualdades.   1.5 Os  países  com  um  índice  de  Gini  superior  à  média  da  OCDE  em  2008,   ou   seja,   superior   a   0,32   x   100   =   32,   foram:   Itália,   Reino   Unido,   Portugal   e   EUA.   A   Espanha   apresentou   em   2008   um   valor   semelhante   ao   da   OCDE  (média).   1.6 Os   países   que   sofreram   um   aumento   das   desigualdades   sociais   entre   2000  e  2008,  uma  vez  que  o  valor  do  índice  de  Gini  aumentou,  foram:  a   Dinamarca,   Áustria,   Suécia,   Finlândia,   Alemanha   (todos   estes   países   europeus  com  valores  inferiores  ao  da  média  da  OCDE)  e  os  EUA.     1.7 Três   fatores   de   desigualdade   social   poderão   ser,   entre   outros,   a   propriedade   dos   meios   de   produção   que   possibilita,   em   geral,   a   obtenção   de   maiores   rendimentos;   o   sexo,   uma   vez   que   as   mulheres   ganham  em  média  menos  que  os  homens  e,  por  isso,  também  recebem   pensões   inferiores,   sendo   mais   atingidas   pela   pobreza   (quer   em   Portugal,  quer  na  UE,  por  exemplo);  e  o  nível  educacional  que  origina,   em  geral,  empregos  mais  bem  pagos.   1.8 O   índice   de   Gini   (e   a   curva   de   Lorenz)   apesar   de   quantificarem   e   representarem   graficamente   a   desigualdade   na   repartição   dos   rendi-­‐   mentos,  apresentam  limitações  porque,  por  exemplo,  não  incluem  dados   da   economia   informal,   nem   os   rendimentos   em   espécie   e   não   explicitam   as   origens   e   especificidades   das   diferenças   encontradas.   As   medidas   de   desigualdade   são   construídas   por   cientistas   sociais,   inseridos   em   socie-­‐   dades   com   valores,   não   sendo   possível   a   total   objetividade   porque   «dependem,  com  efeito,  da  opinião  dos  membros  da  sociedade  no  que   respeita  à  justiça  distributiva»  como  é  referido  no  texto.      

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GRUPO  III   1.1 Em  2012,  a  taxa  de  desemprego  registada  em  Portugal  (15,3%)  era  su-­‐ perior   à   da   média   da   Zona   Euro   (10,9%).   Enquanto   em   Portugal   em   ca-­‐ da   100   pessoas   ativas   15,3   encontravam-­‐se   desempregadas,   na   Zona   Euro,  em  média,  por  cada  100  pessoas  ativas  10,9  encontravam-­‐se  no   desemprego.   1.2 A  situação  da  juventude  em  Portugal  e  na  Zona  Euro  é  de  alguma  vul-­‐ nerabilidade  relativamente  à  pobreza  devido  às  altas  taxas  de  desem-­‐ prego.   A   taxa   de   desemprego   juvenil   (jovens   com   idade   inferior   a   25   anos)  é  superior  à  taxa  de  desemprego  total  em  Portugal  e  na  Zona  Eu-­‐ ro  onde  atinge  36,1%  (por  cada  100  jovens  36,1  encontram-­‐se  no  de-­‐ semprego)   e   22,1%   (por   cada   100   jovens   22,1   encontram-­‐se   no   desemprego),  respetivamente.  Estes  valores  são  muito  elevados  –  em   Portugal,   mais   de   1/3   da   juventude   encontra-­‐se   desempregada!   Con-­‐ forme  refere  o  texto  «Os  obstáculos  que  a  juventude  encontra  no  mer-­‐ cado   de   trabalho   (…)   origina   um   risco   de   pobreza   superior   ao   das   pessoas  mais  velhas  e,  (…)  entrava  a  sua  autonomia  e  liberdade  de  es-­‐ colha.»  De  facto,  a  situação  de  grande  precariedade  em  que  se  encon-­‐ tra  a  juventude  nos  países  da  Zona  Euro  (onde,  claro,  Portugal  se  inclui)   e   o   desemprego   sofrido   por   esta   camada   da   população   originam   que   esta  categoria  social  (juventude)  sofra  uma  forte  exposição  à  pobreza.   2.1   A  política  que  tem  como  instrumento  os  impostos  é  a  política  fiscal.   2.2   Enquanto   os   impostos   diretos   recaem   (diretamente)   sobre   o   rendi-­‐ mento  dos  contribuintes  como,  por  exemplo,  o  IRS  –  Imposto  sobre  o   Rendimento  de  Pessoas  Singulares  ou  o  IRC  –  Imposto  sobre  o  Rendi-­‐ mento   de   Pessoas   Coletivas,   os   impostos   indiretos   incidem   sobre   a   aplicação  de  uma  taxa  sobre  um  bem  como  é  o  caso  do  IVA  –  Imposto   sobre   o   Valor   Acrescentado   ou   do   IT   –   Imposto   de   Consumo   sobre   o   Tabaco,  entre  outros.   3.1 Receitas  públicas  são  os  meios  arrecadados  pelo  Estado  para  a  realiza-­‐ ção  das  despesas  públicas.   3.2 A  finalidade  das  políticas  de  redistribuição  dos  rendimentos  é  a  corre-­‐ ção   das   assimetrias   resultantes   da   repartição   primária   dos   rendimen-­‐ tos.   4.   O  Estado  deverá  promover  políticas  de  redistribuição  dos  rendimentos,   pois   a   sua   finalidade   enquadra-­‐se   na   redução   do   risco   de   pobreza   da   juventude.  Através  das  políticas  sociais,  que  têm  como  objetivos  garan-­‐ tir   a   igualdade   de   oportunidades   e   o   acesso   a   meios   que   permitam   a   satisfação  das  necessidades  básicas  das  pessoas  e  a  prevenção  da  po-­‐ breza,   o   Estado   deverá,   através   das   prestações   sociais   e   apoios   técni-­‐ cos,  conceder  os  meios  aos  jovens  desempregados  para  que  não  caiam   em  situações  de  pobreza.          

TESTE  DE  AVALIAÇÃO  7  –  UNIDADE  7    p.  54   Grupo  I   1.  C          2.  A          3.  B          4.  B          5.  D       Grupo  II   1.1 Poupança  é  a  parte  do  rendimento  disponível  não  gasta  em  consumo   imediato.   1.2 A  taxa  de  poupança  em  Portugal  apresenta,  ao  longo  do  período  consi-­‐ derado,  valores  inferiores  à  média  da  taxa  de  poupança  da  Zona  Euro.   No   entanto,   a   partir   de   2009,   a   taxa   de   poupança   dos   portugueses   tem-­‐se   aproximado   da   média   da   Zona   Euro:   em   2009   a   taxa   de   pou-­‐ pança  em  Portugal  atingiu  o  valor  de  11%,  contra  7  e  8%  nos  anos  an-­‐ teriores,   ficando   mais   próxima   da   média   da   Zona   Euro   (15%).   Nos   anos   de  2010  e  2011  a  taxa  de  poupança  em  Portugal,  e  na  Zona  Euro  bai-­‐ xou   ligeiramente   mantendo-­‐se,   a   diferença   de   4   pontos   percentuais   entre  as  mesmas.    

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1.3 A  frase  exprime  duas  motivações  que  estão  na  base  da  poupança  reali-­‐ zada:   uma   resulta   de   um   ato   refletido   e   intencional   das   famílias,   que   decidiram  não  gastar  no  imediato  a  totalidade  do  seu  rendimento  dis-­‐ ponível,  colocando  a  parte  não  gasta  em  reserva,  para  utilizar  no  futu-­‐ ro;  outra  resultou  mais  das  circunstâncias,  ou  seja,  da  crise  económica   do   país   que   levou   as   famílias   a   poupar   com   medo   do   futuro,   nomea-­‐ damente  do  desemprego.   1.4 Entesouramento,  colocação  financeira  e  investimento.   2.1   A   inovação,   ou   seja,   novos   produtos,   novos   processos   de   produção   e   novas  tecnologias  só  são  possíveis  com  conhecimento,  o  que  exige  um   trabalho  de  investigação  desenvolvido  em  universidades  e  em  labora-­‐ tórios  do  Estado  ou  de  empresas.   2.2   Uma   das   formas   do   investimento   realizado   pela   Bluepharma   em   I&D   foi  a  participação  no  capital  de  empresas  inovadoras,  cuja  atividade  se   centra   no   conhecimento   ligado   às   universidades,   de   que   a   Luzitin   é   exemplo.   2.3   O  investimento  em  investigação  ao  permitir  as  inovações  tecnológicas,   que   levam   ao   aparecimento   de   novos   produtos   e   novos   processos   de   produção,   contribui   para   uma   maior   competitividade   das   empresas   e   da   economia,   originando   um   maior   procedimento   cuja   distribuição   contribuirá  para  uma  melhoria  dos  níveis  de  vida.       GRUPO  III   1.1 Os  valores  apresentados  mostram  que  o  crédito  concedido  beneficiou   em  primeiro  lugar  os  Particulares  (42%)  e,  em  segundo  lugar,  as  Socie-­‐ dades  Não  Financeiras  (34%).  O  principal  destino  do  crédito  foi,  no  ca-­‐ so   dos   Particulares,   o   crédito   à   habitação   (81%)   e   dentro   do   crédito   concedido  às  empresas,  os  ramos  de  atividade  que  absorveram  maior   percentagem  do  crédito  concedido  foi  a  construção  (34%),  seguido  dos   Outros  (33%).   1.2 O  crédito  constitui  um  meio  dos  agentes  económicos  obterem  os  mei-­‐ os  financeiros  necessários  à  sua  atividade.  Sem  crédito  a  grande  maio-­‐ ria   das   famílias   não   poderia   comprar   habitação   nem   comprar   bens   duradouros   de   preço   elevado,   nem   as   empresas   teriam   os   recursos   su-­‐ ficientes   para   realizar   os   investimentos   necessários   à   manutenção   e   aumento   da   sua   capacidade   produtiva.   Em   certos   casos,   o   recurso   ao   crédito   é   essencial   para   o   próprio   funcionamento   das   empresas   que,   em   virtude   da   quebra   de   vendas,   não   têm   meios   suficientes   para   pa-­‐ gar,  por  exemplo,  aos  fornecedores.   2.1   Não,  pois  a  empresa  ao  pedir  um  empréstimo  ao  banco  teve  necessidade   de  financiamento,  não  tendo,  assim,  capacidade  de  financiamento.   2.2   Juro  =  Capital  x  taxa  x  tempo   45  000  x  0,05   =  —————————    =  562,50    4     O  juro  a  apagar  ao  fim  de  3  meses  será  de  562,50  euros   2.3   Sendo   a   taxa   a   pagar   por   um   empréstimo   cobrada   pelo   banco,  é   classi-­‐ ficada  como  taxa  de  juro  ativa.   2.4   A  fiança  é  uma  garantia  pessoal.   2.5   O   tipo   de   investimento   é   material   e   a   função   é   de   formação   de   novo   capital.   3.1   Os  valores  do  quadro  permitem  concluir  que  o  aforrador  português  apre-­‐ senta   um   perfil   essencial   conservador   uma   vez   que   os   depósitos   a   prazo,   produto   que   oferece   grande   segurança   e   portanto,   risco   praticamente   nulo,  representam  58%  das  aplicação  financeiras  da  poupança.     3.2   Ações,  obrigações  e  fundos  de  investimento   3.3   Enquanto   uma   ação   representa   uma   parte   do   capital   de   uma   empresa,   sendo   o   seu   titular   chamado   de   acionista,   uma   obrigação   representa   um  empréstimo  concedido  a  uma  empresa,  sendo  o  titular  designado   por  obrigacionista.  No  caso  das  ações,  o  titular  tem  o  direito  de  rece-­‐ ber   uma   parte   dos   lucros   distribuídos   pela   empresa   (dividendos),   na   proporção   da   quantidade   de   ações   que   possui,   enquanto   o   titular   de   uma   obrigação   tem   o   direito   a   receber   um   juro   e   a   ser   reembolsado   dentro  do  prazo  fixado  na  emissão.    

Soluções  dos  testes  globais      

TESTE  GLOBAL  1    p.  58   GRUPO  I   1.  C      2.  D      3.  C      4.  D      5.  D      6.  A      7.  B      8.  C      9.  A      10.  D       GRUPO  II   1.1 Os   cinco   países   com   percentagem   de   jovens   a   viver   em   casa   dos   pais   superior   à   média   da   UE   a   27   são:   Portugal,   Itália,   Grécia,   Polónia   e   Espanha.  Os  cinco  países  que  sofreram  um  maior  incremento  de  jovens   a   viver   em   casa   dos   pais   no   período   considerado   são:   França,   Portugal,   Reino  Unido,  Suécia  e  Dinamarca.   1.2 Portugal,   no   contexto   dos   países   da   UE,   apresenta   uma   elevada   percentagem  de  jovens  com  idade  entre  os  18  e  os  34  anos  a  viver  em   casa  dos  pais  –  enquanto  na  UE  a  27,  em  2012,  47,5%  dos  jovens  viviam   em   casa   dos   país,   em   Portugal,   no   mesmo   ano,   essa   percentagem   era   61,8%.  Em  relação  a  2007,  enquanto  que  os  países  da  UE  a  27  sofreram   um  incremento  muito  baixo  de  cerca  de  0,3%,  o  registado  em  Portugal  foi   muito  superior.   1.3 Três   ciências   sociais   a   que   recorreria   para   estudar   a   autonomia   da   juventude  na  União  Europeia  poderiam  ser,  entre  outras,  a  Sociologia   que   analisa   as   relações   dos   jovens   nas   famílias   e   o   seu   grau   de   autonomia;  a  Economia  que  estuda  o  desemprego  e  a  empregabilidade   dos   jovens   e   a   Psicologia   que   analisa   este   fenómeno   na   perspetiva   pessoal.   1.4 A  atitude  metodológica  necessária  ao  estudo  deste  fenómeno  social  é   a  interdisciplinaridade.   1.5 Sendo   a   racionalidade   a   gestão   eficiente   dos   recursos   escassos,   a   UE   não   está  a  ter  em  conta  esse  princípio,  pois  desperdiça  recursos  –  os  jovens   (que   têm   um   nível   educacional   elevado)   que   se   encontram   desempre-­‐   gados   e   «que   estão   a   pagar   um   tributo   muito   elevado,   apesar   do   nível   educacional  ter  aumentado  nos  últimos  anos.»       GRUPO  III   1.1 A  sociedade  de  consumo  surgiu  após  a  Segunda  Guerra  Mundial  nos  paí-­‐ ses   ocidentais   e   está   associada   à   produção   massificada   originada   pelo   progresso  tecnológico  e  pelo  desenvolvimento.  Neste  tipo  de  sociedade   os  consumidores  são  sujeitos  passivos,  alvo  das  técnicas  de  marketing  e     publicidade   que   criam   novas   necessidades.   Os   produtos   normalizados,   produzidos  a  baixos  custos  têm  ciclos  de  vida  efémeros,  pois  as  necessi-­‐ dades   de   produzir   e   de   escoar   para   os   mercados   são   permanentes.   O   consumo  de  massas  é  um  comportamento  característico  da  sociedade  de   consumo   que   sofreu   transformações   devido   às   inovações   que   transfor-­‐ maram   os   quotidianos   pois   como   é   referido   no   texto   «em   1983,   o   primeiro   telemóvel   da   Motorola   aparece   nos   EUA.   Estas   inovações   são   emblemáticas   das   transformações   do   consumo   de   massas   destas   três   últimas  décadas.»   1.2 A   responsabilidade   social   dos   consumidores   está   associada   ao   consu-­‐ merismo,  surgido  nos  finais  da  década  de  1950  com  a  finalidade  de  de-­‐ fender   e   educar   os   consumidores,   protegê-­‐los,   intervir   na   defesa   do   ambiente,  promover  um  consumo  sustentável  e  participar  nas  decisões   que   afetam   as   pessoas.   É   responsabilidade   social   dos   consumidores   consumir   de   uma   forma   crítica,   controlada   e   baseada   em   valores   que   respeitem  os  direitos  humanos  e  o  ambiente.     2.1 A  taxa  de  desemprego  registada  em  Portugal  em  2012  era  15,4%,  ou  seja,   em   cada   100   pessoas   ativas   existem   15,4   que   se   encontram   desem-­‐   pregadas.   2.2 Cinco  países  com  maior  taxa  de  desemprego:  Espanha,  Grécia,  Portugal,   Irlanda   e   Itália.   Cinco   países   que   sofreram   um   maior   incremento   do   desemprego  no  período  considerado:  Espanha,  Grécia,  Irlanda,  Portugal  e   Itália.   2.3   Duas   causas   do   desemprego   poderão   ser,   entre   outras,   as   falências   de   empresas  e  o  baixo  nível  educacional  dos  trabalhadores.   3.1   Custos   de   produção   são   as   despesas   que   se   fazem   para   produzir   um   bem.   Neste   exemplo   «Certos   custos   do   fabricante   de   pizas   como   os   da  

 

farinha»  e  os  relativos  «à  compra  de  fornos  ou  à  utilização  dos  locais»   são  custos  de  produção.   3.2   Custos   fixos:   dizem   respeito   «à   compra   de   fornos   ou   à   utilização   dos   locais»  e  custos  variáveis  são  «os  da  farinha.»   3.3   Um  consumo  intermédio  é  a  «farinha».   3.4   Numa  primeira  fase  a  produtividade  marginal  iria  aumentar,  se  a  em-­‐ presa  ainda  não  tivesse  atingido  a  dimensão  ótima.   3.5   A   curva   dos   rendimentos   marginais   é   primeiro   crescente   e,   numa   se-­‐ gunda   fase,   decrescente   porque,   inicialmente,   a   produtividade   margi-­‐ nal   vai   aumentando,   mas   à   medida   que   se   continuam   a   acrescentar   unidades  de  um  dos  fatores,  a  capacidade  produtiva  vai  ser  totalmente   utilizada  fazendo  decrescer  a  produtividade  marginal,   ou  seja,  os  ren-­‐ dimentos.        

TESTE  GLOBAL  2    p.  63   GRUPO  I   1.  A      2.  B      3.  C      4.  A      5.  B      6.  D      7.  C      8.  C      9.  B      10.  D       GRUPO  II   1.1 PIB   por   habitante   é   o   valor   que   em   média   cada   habitante   produziu   num  ano,  numa  economia.     1.2 O  Índice  de  Preços  no  Consumidor  é  um  indicador  que  revela  a  varia-­‐ ção  dos  preços  de  um  cabaz  de  compras,  representativo  dos  consumos   médios  da  população,  em  relação  a  um  determinado  período,  normal-­‐ mente  um  ano.     1.3 O  texto  refere  que,  em  2011,  o  PIB  por  habitante  sofreu  um  decréscimo   em  2011  relativamente  ao  ano  anterior;  que  o  consumo  das  Famílias  so-­‐ freu,   igualmente,   um   decréscimo   e   que   os   preços   aumentaram.   Assim,   pode-­‐se  afirmar  que  o  nível  de  vida  dos  portugueses  baixou,  entenden-­‐ do-­‐se  por  nível  de  vida  a  quantidade  de  bens  e  serviços  que  as  famílias   podem  adquirir.     1.4.1   Preços  (fator  económico).   Moda  (fator  não  económico).   1.4.2   O   consumo   é   uma   variável   influenciada   por   inúmeros   fatores.   No   texto,   podem-­‐se  encontrar  alguns  deles,  como  a  subida  dos  preços  indicada   pela  taxa  de  inflação  (o  IPC  situou-­‐se  nos  3,65%  contra  1,4%  verificado   do   ano   anterior)   e   a   perda   de   rendimento   que   o   PIB   por   habitante     denuncia  (decréscimo  de  1,7%  face  ao  ano  anterior).   2.1   Inflação  é  a  subida  sustentada  /  contínua  do  preço  da  generalidade  dos   bens.   2.2   Uma  das  causas  da  inflação  pode  ser  o  aumento  dos  custos  de  produ-­‐ ção,  como  o  aumento  das  matérias-­‐primas  ou  dos  salários,  por  exem-­‐ plo.   Sendo   componentes   essenciais   no   custo   dos   bens   produzidos,   o   seu  aumento  terá  como  efeito  o  aumento  dos  preços  da  generalidade   dos  bens  no  mercado.   2.3   2006-­‐2007  =  desinflação   2008-­‐2009  =  deflação   3.1   A  principal  fonte  de  receitas  do  Estado  são  os  impostos.   3.2   Os   impostos   diretos   são   impostos   que   incidem   sobre   o   rendimento   e   os  impostos  indiretos  incidem  sobre  o  consumo.   3.3   A  política  fiscal  pode  ser  um  instrumento  de  equidade  social,  na  medi-­‐ da  em  que,  através  de  impostos  progressivos,  se  pode  corrigir  as  desi-­‐ gualdades  na  repartição  dos  rendimentos.     3.4   Rendimento  disponível  dos  particulares,  2011  =   Remunerações  do  Trabalho  +  Rendimentos  de  empresas  e  propriedade   +   Transferências   correntes   –   Impostos   diretos   –   Contribuições   para   a   Segurança  Social  =  126  milhões  de  euros      

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GRUPO  III   1.1 Curva  A  =  curva  da  procura   Curva  B  =  Curva  da  oferta  

Produto   1.3 Produtividade  do  trabalho  =  ——— ——————————             o N.  de  trabalhadores   =  288  000  000  000                      ———————————   14  400  000   =  20  000  

1.2                          

A  produtividade  por  trabalhador  é  de  20  000  u.m.     o

=  16  000  000  –  1  600  000   =  14  400  000   2.1     o

Capital  

O  ponto  de  equilíbrio  é  o  ponto  em  que  consumidores  e  produtores  es-­‐ tão  de  acordo  quanto  à  quantidade  e  preço  relativos  ao  bem  a  trocar.   Neste  caso,  tanto  os  consumidores  estão  dispostos  a  comprar  a  quan-­‐ tidade   QE   ao   preço   PE   e   os   produtores   estão   dispostos   a   produzir   a   quantidade  QE  ao  preço  PE.     1.3.1                           1.3.2   A  oferta  teria  de  baixar  os  preços,  sendo  o  novo  ponto  de  equilíbrio   QE´;  PE´   2. O  mercado  de  concorrência  perfeita  caracteriza-­‐se  por  inúmeras  unida-­‐ des  do  lado  dos  consumidores  e  produtores;  os  bens  transacionados  são   semelhantes  e  nenhum  dos  intervenientes  tem  poder  para  fixar  o  nível   dos  preços.        

TESTE  GLOBAL  3    p.  68   Grupo  I   1.  A      2.  C      3.  C      4.  D      5.  B      6.  A      7.  D      8.  A      9.  C      10.  B       Grupo  II   o 1.1 Taxa  de  atividade  =  N.  ativos/população  total  x  100   =  16  000  000/30  000  000  x  100   =  53,3   A  taxa  de  atividade  no  país  X  é  de  53,3%   o

1.2 Taxa  de  desemprego  =  N.  desempregados/População  ativa  x  100   o

N.  desempregados      0,10  =  —————————————   16  000  000   o

N.  desempregados  =  1  600  000   o

O  n.  de  desempregados  é  de  1  milhão  e  600  mil  pessoas  

78  

 

o

N.  de  trabalhadores  =  Pop.  ativa  –  N.  desempregados  

100  ha     2  tratores  

N.   trabalhadores  

Produção  de     batatas  (ton.)  

Produtividade   marginal  

10  

30  

–  

11  

32  

2  

12  

35  

3  

13  

37  

2  

14  

38  

1  

2.2   A   combinação   ótima   dos   fatores   produtivos   é   de   100   ha   e   2   tratores   com   12   trabalhadores   pois   com   esta   combinação   a   empresa   obtém   a   maior   produtividade   marginal   (3   ton.   de   batatas   por   trabalhador).   A   partir  deste  valor  a  produtividade  marginal  é  decrescente.   2.3   Mantendo-­‐se   um   dos   fatores   de   produção   constante,   no   exemplo   o   capital,   e   fazendo   variar   o   outro   (no   exemplo,   o   fator   trabalho),   in-­‐ troduzindo  sucessivamente  novas  unidades,  obtêm-­‐se  acréscimos  de   produção   até   um   certo   número   de   trabalhadores   (no   exemplo   12),   valor  a  partir  do  qual  os  acréscimos  de  produção  vão  sendo  sucessi-­‐ vamente  menores.  A  produtividade  marginal  vai  decrescendo  a  partir   do   valor   da   combinação   ótima   dos   fatores,   pois   o   fator   capital,   ao   não   aumentar,   encontra-­‐se   plenamente   utilizado,   ou   seja,   os   novos   o o trabalhadores  (o  13.  e  14. )  já  não  têm  terra  nem  máquinas  para  uti-­‐ lizar  com  eficiência.   3.1   (B)   3.2   Havendo   um   aumento   do   rendimento   das   famílias,   irá   haver   maior   procura  do  bem  X,  ao  preço  estabelecido,  verificando-­‐se  uma  desloca-­‐ ção  para  a  direita  da  curva  P.       Grupo  III   1.1   A   notícia   refere-­‐se   ao   projeto   de   fusão   da   Zon   e   da   Optimus   da   qual   resultará   uma   nova   empresa,   a   «Zonecom»   que   reunirá   os   meios   de   produção,   os   trabalhadores,   as   operações   e   os   clientes   de   ambas   as   empresas.  A  nova  empresa  terá  assim  um  dimensão  considerável.  A  fu-­‐ são  constitui,  deste  modo,  uma  forma  de  concentração  de  empresas.  A   concentração   realizada   é   horizontal,   na   medida   em   que   ocorreu   no   mesmo  ramo  de  atividade  (telecomunicações).   1.2   A   finalidade   da   fusão   é,   através   da   maior   dimensão,   a   nova   empresa   tornar-­‐se   mais   competitiva,   enfrentando   em   melhores   condições   de   concorrência  a  líder  no  mercado.     1.3   Ficando   o   mercado   reduzido   a   duas   operadoras   a   concorrência   é   menor,   o  que  em  princípio  não  beneficia  os  consumidores.  No  entanto,  como  a   concorrência  entre  as  duas  operadoras  será  mais  intensa,  há  a  perspetiva   de  uma  descida  dos  preços  e  melhoria  na  oferta  dos  serviços.   2.1   O  autor  exprime  a  ideia  de  que  o  excesso  de  poupança  realizado  pelas   famílias   portuguesas   no   passado   era   um   sinal   de   um   país   pobre,   em   que   as   pessoas   eram   obrigadas   a   poupar   para   poder   viver   um   pouco   melhor  no  futuro  e  sobreviver  quando  fossem  velhas.     Não  havendo  crédito  ao  consumo  e  à  habitação,  as  famílias  tinham  de   poupar   durante   anos   para   poder   comprar   carro,   bens   duradouros   ou   uma  casa  e,  não  havendo  um  sistema  de  segurança  social  universal,  ti-­‐ nham   também   de   poupar   durante   a   vida   de   trabalho   para   garantir   a   sua  subsistência  na  velhice.        

Deste  modo  a  poupança  com  sacrifício  do  consumo,  era  o  único  meio   de,   num   país   pobre   e   sem   uma   rede   de   segurança   social,   as   pessoas   poderem  ter  a  longo  prazo  uma  vida  um  pouco  melhor.   2.2   O   gráfico   mostra   a   queda   da   taxa   de   poupança   a   partir   dos   anos   90   (Portugal  aderiu  à  então  CEE  em  1986)  que  acompanhou  o  aumento  do   rendimento   disponível   e   do   consumo   das   famílias,   fenómeno   que   se   acentuou   depois   da   adesão   ao   euro   até   à   crise   financeira   internacional   (2008).   A   evolução   destes   indicadores   mostra   que   o   crescimento   do   rendimento   disponivel   (induzido   pela   adesão   à   CEE   e   mais   tarde   pela   entrada  na  Zona  Euro),  a  par  da  consolidação  do  sistema  de  segurança   social  para  todos  e  das  maiores  facilidades  no  acesso  ao  crédito,  deu  às   famílias  um  sentimento   de  maior  confiança  no  futuro  (ao  contrário  das   décadas  anteriores),  levando-­‐as  a  querer  usufruir  de  maior  bem  estar   no  presente  (traduzido  no  aumento  do  consumo  e  na  queda  da  taxa  de   poupança).    

 

2.3   A   obtenção   de   crédito   por   parte   das   famílias   permite-­‐lhes   aceder   a   bens   de   consumo   como   automóveis,   eletrodomésticos,   viagens,   com-­‐ putadores  que  dificilmente  poderão  adquirir  com  os  salários  que  aufe-­‐ rem,   podendo   desta   forma   viver   com   um   maior   conforto.   A   compra   de   habitação   própria   é,   também,   outra   possibilidade   ao   dispor   das   famí-­‐ lias   através   do   crédito,   o   que   aumenta   não   só   o   seu   bem-­‐estar   como   lhes   confere   maior   segurança   relativamente   ao   futuro.   O   crédito   au-­‐ menta   assim   as   possibilidades   de   consumo   das   famílias   contribuindo   para  o  seu  maior  bem-­‐estar,  desde  que  o  nível  de  endividamento  seja   adequado  ao  nível  de  rendimento.     2.4.   O   sistema   de   segurança   social   que   abranja   toda   a   população,   sistema   tornado   efetivo   no   país   depois   do   25   de   Abril   de   1974,   e   para   o   qual   trabalhadores   descontam   ao   longo   da   sua   vida   ativa,   a   par   dos   descon-­‐ tos  da  entidade  patronal,  criou  uma  rede  que  garante  e  protege  os  ci-­‐ dadãos   em   situação   de   doença,   desemprego   e   reforma   e   apoia   as   crianças  e  a  maternidade.  Desta  forma  o  cidadão  sente  maior  confiança   no  futuro  e  tem  melhores  condições  de  bem-­‐estar.    

 

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Soluções  do  manual    

MÓDULO  INICIAL   PRATICANDO   Pág.  11   1. O  aluno  deverá  referir-­‐se  a  alguns  atos  de  consumo.   2. O  aluno  deverá  identificar  o  consumo  de  alguns  bens  alimentares,  ves-­‐ tuário,  calçado,  serviços  de  educação  e  de  transporte,  por  exemplo.   3. A   Economia   é   muito   importante   porque   estuda   tudo   o   que   respeita   à   satisfação  ou  não  das  necessidades  das  pessoas  e  os  recursos  que  exis-­‐ tem,   ou   seja,   está   relacionada   com   tudo   ou   quase   o   que   acontece   na   vi-­‐ da   das   pessoas.   Por   exemplo,   o   texto   sobre   a   fome   das   crianças   «reconhece  que  a  agricultura  poderia  alimentar…  quase  o  dobro  da  po-­‐ pulação  atual  do  planeta»;  o  texto  que  fala  do  tsunami  do  Japão  refere   que  as  pessoas  afetadas  encontram-­‐se  «na  precariedade»  e  que  a  eco-­‐ nomia   sofreu   um   rude   golpe;   e   o   texto   de   Dilma   Rousseff   salienta   que   «o  crescimento  económico»  que  atenta  contra  o  ambiente  põe  em  cau-­‐ sa  o  «presente  e  o  futuro  dos  países».   4. A   Presidente   da   República   do   Brasil,   Dilma   Rousseff,   defendeu   que   o   crescimento   económico   terá   de   respeitar   o   ambiente   para   não   pôr   em   causa  nem  o  presente  nem  o  futuro  e  possibilitar  que  o  desenvolvimen-­‐ to  seja  maior  e  melhor.     Pág.  13   5.1   A  população  ativa  masculina  cresceu  entre  2001  e  2006,  estagnou  en-­‐ tre   2006   e   2008,   sofreu   uma   redução   entre   2008   e   2010   e   estagnou   de   novo  em  2011.   A   população   ativa   feminina   cresceu   entre   2001   e   2007,   estagnou   entre   2007  e  2010,  sofreu  uma  redução  em  2011.     Verifica-­‐se  uma  ligeira  aproximação  entre  a  população  ativa  feminina  e   a  população  ativa  masculina  (que  é  sempre  superior  à  feminina)  entre   2001   e   2010,   mas   em   2011   verifica-­‐se   um   ligeiro   afastamento   entre   ambas.   5.2   Em  2011:   Taxa  de  atividade  feminina  =  2602,800/  5490,336  x  100  =  47,4%   Taxa  de  atividade  masculina  =  2940,500/  5146,643  x  100  =  57,13%     5.3   Tem  a  ver  com  a  menor  participação  das  mulheres  na  população  ativa.     Pág.  14   6.1   Em   2010,   em   Portugal   a   taxa   de   mortalidade   infantil   atingiu   3‰   (3   por   mil),  ou  seja,  por  cada  1000  crianças  com  idades  entre  0  e  1  ano  morre-­‐ ram,  em  2010,  3.   6.2   A   descida   da   taxa   de   mortalidade   infantil   entre   1990   de   11‰   para   3‰   em  2010,  em  Portugal,  é  muito  significativa  e  deve-­‐se  aos  cuidados  na   saúde  materno-­‐infantil,  ao  aumento  do  nível  de  escolaridade  das  mu-­‐ lheres,  ao  desenvolvimento  do  planeamento  familiar  e  meios  contrace-­‐ tivos,  ao  aumento  do  nível  de  vida,  entre  outros.   6.3   Os   países   com   taxas   de   mortalidade   infantil   superiores   à   portuguesa   em  2010  foram:  o  Reino  Unido,  Uruguai  e  Moçambique.   6.4   Portugal  em  1990  tinha  a  segunda  menor  taxa  de  mortalidade  infantil,   a  seguir  ao  Reino  Unido  e,  em  2010,  passou  a  ser  o  país  (no  contexto   dos   representados   no   quadro)   com   a   mais   baixa   taxa   de   mortalidade   infantil,  nomeadamente  com  um  valor  inferior  ao  do  Reino  Unido.     Pág.  15   7.1  A  estrutura  setorial  da  população  empregada  refere-­‐se  à  repartição  da   população  empregada  pelos  três  setores  de  atividade.   7.2  Primário:  478,5/4837  x  100  =  9,9%   Secundário:  1322,7/4837  x  100  =  27,34%   Terciário:  3035,9/4837  x  100  =  62,76%    

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Pág.  17   8.  Depende  do  texto  escolhido.     Pág.  20   9.1   O  tema  é  o  nível  de  escolaridade  da  população  desempregada  e  estu-­‐ da-­‐se  o  ano  de  2011.   9.2   As  fontes  do  quadro  são  o  INE  e  Pordata.   9.3   A  unidade  é  milhares  de  indivíduos.   9.4   O  objeto  de  estudo  é  a  população  desempregada.   9.5   Peso  das  pessoas  sem  qualquer  nível  de  escolaridade  no  total  da  popu-­‐ lação  desempregada:   24,6/706,1  x  100  =  3,5%   Peso   das   pessoas   com   o   ensino   básico   no   total   da   população   desem-­‐ pregada:   440,2/706,1  x  100  =  62,3%   Peso   das   pessoas   com   o   ensino   secundário   e   pós-­‐secundário   no   total   da  população  desempregada:   149,4/706,1  x  100  =  21,2%   Peso  das  pessoas  com  o  ensino  superior  no  total  da  população  desem-­‐ pregada:   91,9/706,1  x  100  =  13%.   10.                                     10.1   São  as  pessoas  que  concluíram  o  ensino  básico  no  total  da  população   desempregada  que  sofrem  a  maior  taxa  de  desemprego.  Concluímos   que  existe  uma  necessidade  de  formação  profissional  e  de  desenvol-­‐ vimento  do  setor  da  educação  em  Portugal.        

AVALIAÇÃO   Págs.  23  a  25   1.1 O  texto  é  da  autoria  da  UNICEF  e  diz  respeito  ao  relatório  deste  Fundo   das  Nações  Unidas  para  a  Infância  relativamente  ao  ano  de  2012.   1.2 «Em   princípio,   as   privações   enfrentadas   por   crianças   em   áreas   urbanas   constituem  uma  prioridade  para  os  programas  de  desenvolvimento  ba-­‐ seados  nos  direitos  humanos.     Na   prática   –   e   principalmente   tendo   em   vista   a   perceção   equivocada   de  que  os  serviços  estão  ao  alcance  de  todos  os  moradores  urbanos  –   têm  sido  destinados  menos  recursos  às  populações  que  vivem  em  bair-­‐ ros   degradados   e   em   núcleos   urbanos   informais.   Para   que   essa   situa-­‐ ção   seja   alterada,   é   necessário   que   se   dê   prioridade   às   crianças   em   situação  menos  favorecida,  onde  quer  que  estejam  a  viver.»   1.3 Ideias-­‐chave  do  texto:   Privações  das  crianças  das  áreas  urbanas  são  uma  prioridade;   As   populações   urbanas   que   vivem   em   bairros   degradados   e   núcleos   in-­‐ formais  têm  sido  objeto  de  menos  recursos;   Necessidade   de   mudança   através   da   prioridade   às   crianças   menos   fa-­‐ vorecidas.    

2.1   Variáveis   em   causa:   estratégias   de   desenvolvimento   de   baixas   emis-­‐ sões  de  gases  e  resistentes  às  alterações  climáticas;  parcerias  público-­‐ -­‐privadas;  fundo  de  investimentos  no  combate  às  alterações  climáticas;   instrumentos   de   implementação   e   de   monitorização.   As   relações   entre   as  variáveis  são  de  correlação  e  de  causalidade.   2.2   A  síntese  terá  por  base  as  variáveis  e  as  relações  entre  elas.   2.3   Os   esquemas,   versões   simplificadas   da   realidade,   permitem   visualizar   os   conhecimentos   ou   informações   mais   importantes   acerca   de   deter-­‐ minado  fenómeno  (objeto  de  estudo),  evidenciando  as  principais  rela-­‐ ções   que   se   estabelecem   entre   as   variáveis.   É   sempre   importante   relativizar  as  informações,  a  partir  de  análises  críticas.   3.1   Taxa  de  mortalidade  infantil  corresponde  à  relação  entre  o  número  de   óbitos  entre  0  e  1  ano  e  o  número  total  de  nados-­‐vivos  verificados  nes-­‐ se   ano   a   multiplicar   por   1000.   Este   valor   é   apresentado   em   permila-­‐ gem.   3.2 A  taxa  de  mortalidade  infantil  registada  nos  países  industrializados  em   2010   foi   5‰,   ou   seja,   por   cada   mil   crianças   nascidas   em   2010   falece-­‐ ram  até  atingirem  1  ano  de  idade  5  crianças.   3.3 A  taxa  de  mortalidade  infantil  desceu  nos  três  grupos  de  países  entre   1990  e  2010.  Porém  nos  países  em  desenvolvimento  e  nos  países  me-­‐ nos  desenvolvidos,  embora  tenha  descido  muito,  é  ainda  muito  eleva-­‐ da   com   particular   incidência   nos   países   menos   desenvolvidos   que   em   2010   ainda   apresentava   um   valor   terrível   71‰,   ou   seja,   por   cada   mil   crianças  nascidas  em  2010  faleceram  até  atingirem  1  ano  de  idade  71   crianças.   3.4 A  taxa  de  mortalidade  infantil  (2010),  a  esperança  de  vida  à  nascença  e   a   taxa   de   alfabetização   de   adultos   encontram-­‐se   relacionadas,   isto   é,   quanto  mais  elevada  for  a  taxa  de  alfabetização  de  adultos,  maior  é  a   preparação  das  pessoas,  mais  elevada  é  a  esperança  de  vida  e  menor  é   a  taxa  de  mortalidade  infantil.  Nos  países  industrializados  verificam-­‐se   os  valores  mais  elevados  da  taxa  de  alfabetização  de  adultos  e  da  espe-­‐ rança   de   vida   e   a   mais   reduzida   taxa   de   mortalidade   infantil,   o   que   evi-­‐ dencia   satisfação   das   necessidades   básicas   das   pessoas   e   um   maior   nível  de  desenvolvimento.  Nos  outros  dois  grupos  de  países  verificam-­‐ -­‐se  menores  valores  da  taxa  de  alfabetização  de  adultos  e  da  esperança   de  vida  e  taxas  de  mortalidade  infantil  mais  elevadas,  nomeadamente   nos   países   menos   desenvolvidos   que   apresentam   a   maior   taxa   de   mor-­‐ talidade   infantil,   uma   esperança   de   vida   à   nascença   de   59   anos   e   em   média,   entre   2005   e   2010,   em   cada   100   pessoas   adultas   apenas   58   eram  alfabetizadas.   3.5                                           3.6 A   partir   dos   valores   do   quadro,   podemos   afirmar   que   «A   educação   é   uma  das  condições  para  o  desenvolvimento»,  pois  nos  países  industria-­‐ lizados   em   cada   100   pessoas   adultas   99   são   alfabetizadas   e   é   nesse   grupo  de  países  que,  em  média,  a  esperança  de  vida  é  muito  mais  ele-­‐ vada  e  a  taxa  de  mortalidade  infantil  muito  mais  reduzida.  Com  eleva-­‐ das   taxas   de   alfabetização   de   adultos   as   pessoas   têm   maior   acesso   à  

 

informação,   a   empregos   com   maiores   remunerações,   a   condições   de   vida  melhores,  melhor  acesso  aos  cuidados  de  saúde  e  a  efetuarem  es-­‐ colhas.   4.1 Enquanto  exportação  é  o  valor  correspondente  à  venda  de  bens  e  ser-­‐ viços   aos   outros   países   (Resto   do   Mundo)   durante   um   ano,  importação   é   o   valor   correspondente   à   compra   de   bens   e   serviços   ao   Resto   do   Mundo  durante  um  ano.   4.2 A  região  com  maior  peso  no  que  se  refere  ao  destino  das  exportações   portuguesas   em   2010   foi   a   Espanha   para   onde   se   destinaram   26,6%   do   total  das  exportações  portuguesas  em  2010.   4.3                                           4.4 Podemos   concluir   que,   em   2010,   ¾   das   exportações   portuguesas   se   destinaram  à  União  Europeia,  com  especial  destaque  para  a  Espanha  e   Alemanha,   e   que   apenas   ¼   dessas   exportações   se   destinou   a   países   fo-­‐ ra  da  União  Europeia,  nomeadamente  Angola  e  EUA.   5.1 Taxa   de   crescimento   =   Valor   no   final   do   período   –   Valor   no   início   do   período/  Valor  no  início  do  período  x  100.   5.2 O  valor  do  PIB  registado  pelo  Japão  em  2011  reduziu-­‐se  0,7%  compara-­‐ tivamente  ao  valor  do  ano  anterior,  ou  seja,  nesse  ano  o  PIB  decresceu   0,7%.   5.3 Os  países  da  Zona  Euro  sofreram  uma  desaceleração  do  PIB  entre  2011   e  2012,  ou  seja,  nesse  período  o  PIB  desses  países  cresceu  sempre  só   que  a  um  ritmo  inferior,  pois  em  2011  o  PIB  cresceu  1,4%  e,  em  2012   cresceu  menos,  cresceu  apenas  0,3%  (quase  estagnou).   5.4 O  Japão  e  os  EUA  registaram  uma  aceleração  do  PIB  entre  2011  e  2012   porque   as   taxas   de   variação   do   PIB   em   2012   nos   dois   países   foram   sempre  superiores  às  de  2011.     6.1 As   três   regiões   do   mundo   com   maior   área   florestal   em   2010   são   a   América  Latina  e  Caraíbas,  Europa  e  Ásia  Central  e  África  Subsariana.   6.2 A   fórmula   que   permite   determinar   a   variação   da   área   florestal   entre   1990  e  2010  =  Área  florestal  em  2010  –  Área  florestal  em  1990  /  Área   florestal  em  1990  x  100.   6.3 As   regiões   que   sofreram   uma   maior   redução   da   área   florestal   entre   1990  e  2010  foram:  a  América  Latina  e   Caraíbas,  África   Subsariana  e  os   Estados  Árabes.   6.4 Podemos   concluir   que   a   América   Latina   e   Caraíbas   e   a   África   Subsari-­‐ ana  que  apresentaram  (juntamente  com  a  Europa  e  Ásia  Central)  as   maiores   coberturas   florestais   são   também   as   regiões   com   maior   área   de   desflorestação   (juntamente   com   os   Estados   Árabes   que   detêm   a   mais  reduzida  área  florestal).  Esta  situação,  que  se  deve  aos  interes-­‐ ses  de  grandes  empresas  em  explorarem  minerais  nessas  regiões  de   floresta,   é   muito   grave   do   ponto   de   vista   das   alterações   climáticas,   da   perda   de   biodiversidade   e   de   recursos   naturais   das   populações,   entre  outros.      

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UNIDADE  1  –  A  ATIVIDADE  ECONÓMICA  E  A  CIÊNCIA   ECONÓMICA   QUESTÕES     Pág.  28   1.1 Trabalho   infantil   é   exercido   por   crianças   entre   os   5   e   os   14   anos   de   idade  em  empresas  ou  ao  domicílio.   1.2 17%   das   crianças   com   idades   compreendidas   entre   os   5   e   os   14   anos   exercem  atividades  de  trabalho  no  mundo.  Desses,  17%  são  rapazes  e   16%  são  raparigas.   1.3 Nos  países  industrializados  não  se  conhecem  atividades  em  que  se  ex-­‐ plore  mão  de  obra  infantil  e  nos  países  menos  desenvolvidos  29%  das   crianças   com   idades   compreendidas   entre   os   5   e   os   14   anos   exercem   atividades  de  trabalho.  Desses,  30%  são  rapazes  e  28%  são  raparigas.     Pág.  29   2.1 O   desemprego   em   Portugal   sofreu   uma   subida   acentuada   e   foi   o   ter-­‐ ceiro  maior  da  Zona  Euro  e  da  União  Europeia  no  seu  conjunto.   2.2 De  março  para  abril  de  2012  o  desemprego  juvenil  em  Portugal  voltou   a  subir,  ultrapassando  a  barreira  (já  de  si  muito  elevada)  dos  36%,  atin-­‐ gindo  36,6%.  Isto  significa  que  mais  de  um  terço  dos  jovens  se  encon-­‐ trava  sem  emprego  em  Portugal  em  maio  de  2012.   2.3 O   desemprego   das   mulheres   é   mais   elevado   do   que   o   dos   homens   devido  a  muitos  empregadores  preferirem  homens  a  mulheres,  pois   elas   são   penalizadas   pelo   facto   de   pretenderem   ser   mães   e   de   apoia-­‐ rem  mais  as  crianças  e  as  pessoas  idosas  nas  tarefas  do  cuidar.  Estas   discriminações   estão   relacionadas   com   os   papéis   tradicionais   das   mulheres   e   com   o   facto   de   não   haver   paridade   no   mercado   de   traba-­‐ lho   e   na   esfera   doméstica   (em   casa   homens   e   mulheres   deveriam   partilhar  as  tarefas  e  os  cuidados  a  dispensar  às  crianças  e  às  pessoas   idosas).   2.4 Cinco  ciências  sociais  que  poderiam  estudar  o  desemprego  juvenil  pode-­‐ riam  ser,  entre  outras,  a  Economia,  a  Sociologia,  a  História,  o  Direito  e  a   Psicologia.     Pág.  31   3.  Três  exemplos:  crescimento  económico,  casamento  e  inflação.   4.  Semelhante  à  questão  1.4,  grupo  III,  teste  de  avaliação  1,  página  36  deste   Caderno  de  Apoio  ao  Professor.   5.  A  dimensão  económica  da  realidade  social  são  os  fenómenos  económicos.     Pág.  32   6.1   Satisfação  de  necessidades,  escolhas  e  escassez  de  recursos.   6.2   Com  base  na  definição  referida,  o  aluno  deverá  construir  a  sua  defini-­‐ ção.     Pág.  33   7.1   Recursos:  água,  energia  solar  (Sol),  árvores  e  pessoas,  por  exemplo.   7.2   Escassez  de  recursos  tem  a  ver  com  o  facto  de  estes  (meios  para  a  sa-­‐ tisfação   das   necessidades   humanas)   serem   limitados   face   às   necessi-­‐ dades  que  são  ilimitadas.   7.3   O  sismo  e  o  tsunami  que  se  lhe  seguiu  fizeram  inúmeras  vítimas  e  dani-­‐ ficaram   equipamentos   produtivos,   entre   as   quais   centrais   nucleares,   habitações   e   infraestruturas.   A   utilização   da   energia   nuclear   foi   uma   escolha  dos  governos  japoneses  face  à  escassez  de  recursos  energéti-­‐ cos  deste  país.  Porém,  esta  escolha,  que  pareceria  racional,  revelou-­‐se   perigosa,   pois   os   desastres   nucleares   têm   efeitos   terríveis   na   saúde   e   vidas  das  pessoas,  quer  atualmente,  quer  nas  gerações  vindouras.     Face  à  escassez  de  recursos  impõe-­‐se  a  necessidades  de  se  fazer  esco-­‐ lhas,  só  que  essas  escolhas  deverão  ter  em  atenção  as  consequências   sobre  a  vida  das  pessoas  e  sobre  o  ambiente,  agora  e  no  futuro.   8.   A   Economia   estuda   como   adequar   os   recursos   escassos   às   necessida-­‐ des  ilimitadas,  daí  a  necessidade  de  se  fazerem  escolhas.     Pág.  35  

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9.   Produção   de   bens   alimentares:   trabalhadores   a   produzir   massas   ali-­‐ mentícias  ou  numa  fábrica  de  conservas  de  peixe,  por  exemplo.   Distribuição:  empresas  de  camionagem  que  transportam  essas  massas   ou  conservas  para  os  supermercados  e  aí  são  colocados  no  armazém.   Consumo:   no   supermercado   compramos   massas   e   conservas   para   as   nossas  refeições.   Repartição:   os   trabalhadores   recebem   salários,   e   os   donos   do   capital   recebem  lucros,  rendas  e  juros.   Acumulação:   as   pessoas   que   receberam   rendimentos   (salários,   juros,   rendas  e  lucros)  se  não  utilizarem  todo  o  seu  rendimento  no  consumo   pouparam  e  colocam-­‐no  no  banco.   10.   Esquema  semelhante  ao  da  página  35  do  manual.       Pág.  37   11.   Portugal  Telecom  –  Empresa  Não  Financeiras.   Indústrias  Metalúrgicas  –  Empresas  Não  Financeiras.   Caixa  Geral  de  Depósitos  –  Instituição  Financeira.   Companhia  de  Seguros  Tranquilidade  –  Instituições  Financeiras.   Ministério  da  Educação  –  Estado  ou  Administração  Pública.   12.  A  TAP  produz  serviços  não  financeiros.        

AVALIAÇÃO     Págs.  40  a  43     Grupo  I   1.  C          2.  B          3.  B          4.  A          5.  C     Grupo  II   1.1 Poderia  recorrer  entre  outras  à  Economia,  à  História  e  à  Geografia.  O   Direito  estuda,  por  exemplo,  a  regulamentação  jurídica  relativa  ao  uso   e  porte  de  armas,  as  violações  dos  direitos  humanos  provocados  pela   violência  armada.  A  História  permite-­‐nos  conhecer  a  violência  armada   e  o  seu  desenvolvimento  noutras  épocas.  A  Geografia  permite-­‐nos,  por   exemplo,   conhecer   as   regiões   do   mundo   onde   se   verifica   este   fenóme-­‐ no,  por  exemplo.   1.2 A   Economia   estuda   os   gastos   em   «armas   ligeiras,   armas   de   pequeno   porte  e  outro  equipamento  policial  e  militar»,  os  gastos  na  reconstru-­‐ ção  do  aparelho  produtivo  das  regiões  ou  países  devastados  pelos  con-­‐ flitos   armados   e   os   gastos   em   saúde,   pois   «Todos   os   dias   milhões   de   pessoas  vivem  com  medo  da  violência  armada.  Todos  os  anos,  cente-­‐ nas   de   milhares   de   homens,   mulheres   e   crianças   são   mortas,   mutila-­‐ das,   torturadas   e   obrigadas   a   fugir   das   suas   casas»   e   a   intensificação   «da  pobreza».   1.3 A  atitude  metodológica  necessária  à  explicação  da  realidade  social  é  a   interdisciplinaridade,   pois   todas   as   ciências   sociais   estudam   a   mesma   realidade   só   que   a   partir   de   perspetivas   diferentes,   de   acordo   com   o   seu   objeto   de   estudo   específico,   conceitos,   metodologia   e   teoria   pró-­‐ prias.   A   partir   do   texto,   podemos   concluir   que   o   Direito,   a   Política,   a   Economia,  a  Sociologia,  a  Geografia,  a  Psicologia,  entre  outras  ciências,   estudam  o  fenómeno  social  da  «violência  armada».   2.1   Escassez  é  a  falta  de  recursos  que  são  limitados  para  satisfazermos  as   nossas  necessidades  que  são  ilimitadas.   2.2   Por   exemplo,   pretender   adquirir   um   jogo,   fazer   uma   viagem   ou   com-­‐ prar  roupa  e  não  ter  dinheiro  para  todas  essas  despesas.   2.3   A  Economia  é  a  ciência  das  escolhas,  pois  como  refere  o  texto  não  po-­‐ demos  «satisfazer  todas  as  nossas  necessidades.  Vivemos  num  mundo   de  escassez»,   desta   forma   temos   de   efetuar   escolhas   e   decidir   que   ne-­‐ cessidades  satisfazemos  e  que  necessidades  deixamos  por  satisfazer.   3.1   O   problema   económico   decorre   da   escassez   de   recursos   face   às   neces-­‐ sidades  ilimitadas  e  da  necessidade  de  se  efetuarem  escolhas.      

3.2   A   expressão   destacada   refere-­‐se   à   necessidade   de   racionalidade   eco-­‐ nómica,   pois   face   ao   problema   económico   «as   sociedades   têm   que   op-­‐ tar  pela  melhor  canalização  dos  recursos…  e  ainda  decidir  como  deverá   ser  organizada  a  atividade  económica»,  ou  seja,  é  necessária  uma  ges-­‐ tão  eficiente  dos  recursos  (limitados)  a  fim  de  se  obter  o  máximo  bene-­‐ fício  com  o  menor  gasto  de  recursos.   3.3   Por  exemplo,  quando  sacrifico  uma  ida  ao  cinema  para  ir  lanchar  com   amigas   ou   quando   deixo   de   comprar   uma   camisola   para   adquirir   um   li-­‐ vro.   3.4   Objeto   da   Economia:   «optar   pela   melhor   canalização   dos   recursos   e   decidir  como  deverá  ser  organizada  a  atividade  económica».   3.5   A   Economia   é   uma   ciência   social   porque   o   seu   objeto   de   estudo   é   a   realidade   social,   a   partir   da   perspetiva   económica,   ou   seja,   a   dimensão   económica  da  realidade  social  –  os  fenómenos  económicos.   4.1   Recursos  são  os  meios  que  permitem  satisfazer  as  necessidades.   4.2   Três  exemplos  de  recursos  renováveis:  as  marés,  o  vento  e  o  Sol,  e  de   recursos  não  renováveis:  o  gás  natural,  o  petróleo  e  o  ouro.   4.3   A   economia   moderna   consome   desenfreadamente   os   recursos   não   renováveis,  esgotando-­‐os  e  os  renováveis  sem  dar  tempo  que  se  reno-­‐ vem,  pondo  em  causa  o  equilíbrio  ecológico,  a  sustentabilidade.   4.4   É   necessária   uma   utilização   sustentável   dos   recursos   ou   um   combate   efetivo  à  poluição  para  se  promover  a  sustentabilidade,  ou  seja,  o  não   esgotar  os  recursos,  promovendo  o  equilíbrio  ecológico,  e  não  pôr  em   causa   a   vida   no   planeta   e   o   desenvolvimento   humano   das   gerações   atuais  e  das  futuras  gerações.   5.1   Recursos   escassos/Otimização   dos   recursos/Benefício/   Custo  de   opor-­‐ tunidade.   5.2   Perante  a  escassez  de  recursos  para  satisfazer  as  necessidades  ilimita-­‐ das  é  necessário  escolher.  Assim,  escolho  almoçar  na  cantina  (de  acor-­‐ do   com   o   princípio   da   racionalidade),   pois   satisfaço   com   mais   qualidade   (alimentação   variada)   e   com   menores   gastos   a   minha   neces-­‐ sidade   de   alimentação   do   que   se   for   comer   um   cachorro   ou   um   hambúrguer   perto   da   escola.   O   benefício   é   o   almoço   na   cantina   e   o   custo   de   oportunidade   é   a   opção   sacrificada:   comer   um   cachorro   ou   um  hambúrguer  perto  da  escola.   6.   Famílias/Função  principal:  consumir.   Agente  económico:  Resto  do  Mundo/  Trocar  bens,  serviços  e  capitais.   Administração   Pública/Função   principal/Garantir   a   satisfação   das   ne-­‐ cessidades  coletivas  e  redistribuir  o  rendimento.   7.1   Agente  económico  é  toda  a  entidade  autónoma  com  capacidade  para   realizar   operações   económicas   e   com   uma   função   principal,   isto   é,   «que   realizam   uma   função   análoga»   permitindo   «obter   uma   função   global  da  atividade  económica.»   7.2   No   agente   económico   Famílias   uma   vez   que   a   sua   principal   função   é   consumir.   8.1  Os  4  países  são:  Chipre,  Espanha,  Grécia  e  Portugal.   8.2  O  país  é  a  Irlanda.   8.3  Os  países  são:  Áustria,  Alemanha,  Holanda,  Eslovénia  e  Bélgica.   8.4  As  técnicas  matemáticas  permitem  quantificar  os  fenómenos  económi-­‐ cos,  efetuar  comparações,  analisar,  explicar  e  fazer  previsões.      

ECONOMIA  APLICADA   Págs.  44  e  45   1.1 Três  fenómenos  sociais  poderão  ser,  por  exemplo,  a  educação,  o  con-­‐ sumo  e  o  emprego.   1.2 Fenómeno  económico  é  uma  abstração  da  realidade  social,  consiste  na   dimensão   económica   dessa   realidade   que   é   o   objeto   de   estudo   especí-­‐ fico  da  Economia.   1.3 Para  se  analisar  a  realidade  social  na  sua  complexidade  é  necessário  o   contributo   de   todas   as   ciências   sociais   (interdisciplinaridade).   A   Eco-­‐ nomia,  ao  estudar  a  dimensão  económica  dessa  realidade,  permite  es-­‐ tudar   a   pobreza,   tendo   em   conta   a   atividade   económica   (produção,   distribuição,   consumo,   repartição   dos   rendimentos   e   acumulação).  

 

Deste   modo,   explica   a   situação   das   pessoas   que   vivem   «com   menos   de   1  dólar  por  dia»  que  não  satisfazem  as  necessidades  básicas  afirmando   que  «quem  não  tem  recursos,  não  tem  água  potável,  alimentação  (…)   não   tem   garantia   de   respeito   pela   sua   dignidade   humana»   e   defende   a   necessidade  de  se  «romper  o  ciclo  vicioso  de  situações  que  fogem  ao   controlo  das  vítimas  de  pobreza.»   2.1   Os   exemplos   referidos   ilustram   o   protagonismo   de   três   mulheres   ga-­‐ lardoadas  com  o  Prémio  Nobel  da  Paz  em  2011  por  participarem  na  es-­‐ fera   pública,   acederem   ao   poder   político   (caso   da   Presidente   da   Libéria)   e   defenderam   os   direitos   das   mulheres   condição   necessária   para  a  igualdade  entre  mulheres  e  homens.   2.2   Os   assentos   no   parlamento   nacional   são   um   indicador   de   desigualdade   de   género   uma   vez   que   em   Portugal   (com   um   valor   superior   ao   da   França,   mas   inferior   ao   da   Suécia)   na   Assembleia   da   República   só   27,4%  do  total  de  deputados  são  mulheres,  quando  existem  mais  licen-­‐ ciadas  do  que  licenciados  e  a  lei  da  paridade  estabelece  que  os  parti-­‐ dos  têm  de  incluir  pelo  menos  um  terço  de  um  dos  sexos  em  lugares   elegíveis   nas   listas   para   eleições   legislativas,   autárquicas   e   europeias.   No  que  respeita  à  taxa  de  mortalidade  materna,  embora  sendo  um  fa-­‐ tor  biológico,  os  cuidados  de  saúde  em  geral  e  com  as  grávidas  em  par-­‐ ticular  são  construções  sociais,  ou  seja,  dependem  do  que  a  sociedade   fizer   no   sentido   de   satisfazer   as   necessidades   de   saúde.   As   taxas   de   mortalidade  materna  podem  sempre  ser  reduzidas  ao  mínimo  se  as  so-­‐ ciedades  lhes  derem  importância,  constituindo,  assim,  também  um  in-­‐ dicador   de   desigualdade   de   género,   quando   essas   taxas   não   são   as   mais   reduzidas   em   comparação   com   outros   países.   Portugal   ocupa   também  uma  posição  melhor  do  que  a  da  França,  mas  pior  do  que  a  da   Suécia,  tendo  registado  em  2012,  por  cada  100  000  nados  vivos,  7  mor-­‐ tes  de  mulheres  devido  a  complicações  da  gravidez,  parto  ou  período   pós-­‐parto  (puerpério).   2.3   Quatro   ciências   sociais   poderiam   ser,   entre   outras:   a   Economia   que   analisa   as   diferenças   de   salários,   pensões,   trabalho   doméstico   (não   pa-­‐ go)   entre   mulheres   e   homens;   a   Sociologia   que   estuda,   por   exemplo,   a   reprodução   de   estereótipos   e   de   papéis   de   género,   as   causas   da   subal-­‐ ternização  das  mulheres,  a  situação  das  mulheres  em  diferentes  cultu-­‐ ras;   e   o   Direito   que   analisa   as   normas   jurídicas   relativas   à   igualdade   de   direitos  entre  mulheres  e  homens.   2.4   A  desigualdade  de  género  é  um  fenómeno  social  que  decorre  da  vida   social,  sendo  estudado  por  todas  as  ciências  sociais.  Por  exemplo,  a  Po-­‐ lítica   e   o   Direito   no   que   respeita   a   «Ellen   Johnson   Sirleaf,   a   primeira   chefe  de  Estado  no  continente  africano»,  Leymmah  Gbowee  que  lutou   também  «contra  a  guerra  civil»  e  «a  iemenita  Tawakkul  Karman  [que]   foi  galardoada  (…)  pelos  direitos  das  mulheres  e  pelo  ativismo  em  prol   da   democracia.»   A   Economia   no   que   respeita   às   despesas   com   a   saúde   e   educação   no   que   respeita   às   taxas   de   mortalidade   materna   e   tam-­‐ bém   o   Direito,   a   História,   a   Sociologia,   a   Economia,   entre   outras,   no   que  se  refere  aos  assentos  de  mulheres  nos  parlamentos  nacionais.   3.1   O  objeto  de  estudo  da  ciência  económica  é  a  dimensão  económica  da   realidade  social,  ou  seja,  o  problema  económico.   3.2  A   Economia   é   uma   ciência   social   porque   o   seu   objeto   de   estudo   é   a   «atividade  económica  [que]  não  é  mais  do  que  um  aspeto  da  atividade   humana»,  isto  é,  da  vida  em  sociedade.   3.3   A  atitude  metodológica  é  a  interdisciplinaridade.   4.1   O  problema  económico  consiste  na  escassez  de  recursos  face  às  neces-­‐ sidades   ilimitadas.   Este   exemplo   ilustra   a   escassez   de   recursos   «das   pessoas   sem-­‐abrigo»   para   fazerem   face   à   sua   necessidade   básica   de   alojamento.   4.2   As   técnicas   matemáticas   permitem   quantificar   os   fenómenos   sociais.   No  que  se  refere  às  pessoas  sem-­‐abrigo  permite  conhecer  o  seu  núme-­‐ ro,   a   sua   repartição   por   sexo,   idades,   profissão   e   a   esperança   média   de   vida,  por  exemplo,  a  fim  de  se  explicar,  prever,  prevenir  e  encontrar  so-­‐ luções,  dando  «uma  dimensão  estatística  ao  fenómeno.»   5.1   Custo  de  oportunidade  é  a  necessidade  que  foi  sacrificada  para  se  sa-­‐ tisfazer   outra   (benefício)   porque   os   recursos   que   são   escassos   não   permitem  a  satisfação  de  todas  as  necessidades.   5.2   Racionalidade   consiste   na   gestão   eficiente   dos   recursos   a   fim   de   se   obter  o  máximo  benefício.  Neste  caso  o  gasto  de  recursos  na  produção  

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de  corante  integrado  nas  guloseimas  não  constitui  exemplo  de  raciona-­‐ lidade,  pois  «ricos  em  açúcar  contribuem  para  a  formação  de  cáries  e   para   a   obesidade»   o   que   representa   custos   suplementares,   isto   é,   mai-­‐ ores  gastos  de  recursos.   6.1   Agente  económico  é  todo  o  interveniente  na  atividade  económica  que   exerce  uma  função  principal,  apresentando  no  âmbito  de  um  conjunto   de  agentes  «um  comportamento  tipificado.»   6.2   Os   elementos   são:   Famílias,   Empresas   (Não   Financeiras),   Instituições   Financeiras,  Estado  (Administração  Pública)  e  Resto  do  Mundo.   6.3   Petrogal  –  Empresa  Não  Financeira;  Cosec  –  Instituição  Financeira;  Câ-­‐ mara  Municipal  do  Porto  –  Estado;  Família  Silva  –  Famílias;  Espanha  –   Resto  do  Mundo.        

UNIDADE  2  –  NECESSIDADES  E  CONSUMO   QUESTÕES     Pág.  49   1.     Necessidade  é  um  estado  de  carência.   2.   Todos   os   indivíduos   sentem   necessidades   de   alimentação,   vestuário,   habitação,   saúde,   transporte,   informação,   estudo,   lazer   e,   também,   necessidade  de  segurança,  de  trabalho,  de  se  relacionar  com  os  outros   e  de  realização  pessoal,  por  exemplo.  As  necessidades  dos  indivíduos   são,  efetivamente,  múltiplas  e  diversificadas.   3.   Necessidade  de  alimentação  e  de  ostentação.   4.   A  sociedade  industrial  assenta  na  criação  de  novos  bens  que  terão  de   ser   escoados.   Assim,   através   de   estratégias   de   venda   específicas,  tor-­‐ na-­‐se   necessário   criar   nos   potenciais   consumidores   o   desejo   da   aquisi-­‐ ção  desses  novos  bens.  Fazer  o  consumidor  sentir  essas  necessidades   é,  então,  fundamental.   5.   Necessidade  fisiológica:  de  alimentação  ou  repouso,  por  exemplo.   Necessidade  de  segurança:  de  abrigo,  defesa  ou  proteção  policial,  por   exemplo.   Necessidades  emocionais:  de  nos  relacionarmos  com  os  outros  na  fa-­‐ mília,  no  trabalho  ou  na  vida  social,  por  exemplo.   Necessidade  de  reconhecimento  pessoal:  de  vermos  o  nosso  trabalho   reconhecido,  por  exemplo.   Necessidade   de   realização   pessoal:   de   nos   sentirmos   felizes   com   as   nossas  tarefas  profissionais,  por  exemplo.   6.   De   facto,   se   um   trabalhador   não  conseguir  satisfazer  as  suas   necessi-­‐ dades   básicas,   por   auferir   um   salário   baixo,   por   exemplo,   não   conse-­‐ guirá   dar   a   importância   necessária   à   sua   segurança   no   trabalho   ou   relacionar-­‐se   com   os   outros   de   forma   adequada   e   cooperativa.   De   igual  modo,  não  será  concebível  que  esse  trabalhador  se  possa  sentir   autorrealizado  ou  esperar  a  valorização  do  seu  trabalho.   7.   A  característica  é  a  substituibilidade.  A  mesma  necessidade  (sede)  po-­‐ de   ser   satisfeita   por   intermédio   de   bens   alternativos   ou   substitutos   (água  ou  sumo).   8.   Café/descafeinado;  açúcar/adoçante;  automóvel  particular/transporte   público.     Pág.  50   9.   Se   tivermos   sede,   por   exemplo,   podemos   eliminá-­‐la   com   sucessivos   copos  de  água  até  atingirmos  a  saciabilidade  (não  ter  mais  sede).   10.   Ao  fim  do  terceiro  copo  foi  atingida  a  saciabilidade  total  –  o  indivíduo   não  tem  mais  sede.   11.   Um   computador   ou   um   telemóvel   são   necessidades   dos   nossos   dias,   não  fazendo  sentido  há  algumas  décadas.  As  necessidades,  como  fenó-­‐ menos   sociais,   são,   portanto,   relativas,   variando   no   tempo.   O   mesmo    

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sucede  com  o  espaço  geográfico  ou  a  idade  ou  género  dos  indivíduos  –   o  vestuário  dos  jovens,  por  exemplo,  não  é  desejado  pelos  mais  velhos   e  vice-­‐versa.     Pág.  51   12.   A  saúde  e  a  informação  são  necessidades  primárias.   13.   De   facto,   a   classificação   das   necessidades,   quanto   à   sua   importância,   é   relativa   dado   que   estamos   no   campo   dos   fenómenos   sociais.   Assim,   jovens   têm   necessidades   diferentes   das   de   outras   gerações   (tipo   de   alimentação,   vestuário,   música,   ocupação   dos   tempos   livres,   por   exemplo).   O   mesmo   se   passa   quanto   ao   género   ou   grupo   social   (um   indivíduo  que  ocupe  um  posição  de  chefia  numa  grande  empresa  terá   preocupações  de  apresentação  que  não  se  justificam  para  outras  pro-­‐ fissões,  por  exemplo).   14.   A   necessidade   de   alimentação   é   uma   necessidade   individual   porque   todos  a  sentimos,  independentemente  de  vivermos  em  coletividade;  já   a  necessidade  de  segurança  é  uma  necessidade  coletiva,  pois  decorre   do  facto  de  vivermos  com  outros  indivíduos.     Pág.  52   15.   No   essencial,   um   bem   público   distingue-­‐se   de   um   bem   privado   pelo   facto  do  primeiro  ser  propriedade  da  coletividade  enquanto  que  o  se-­‐ gundo  constitui  propriedade  privada  não  podendo  ser  partilhado.     Relativamente  ao  conteúdo  do  texto,  e  reconhecendo  que  a  investiga-­‐ ção  e  o  conhecimento  dela  resultante  são  fatores  fundamentais  para  o   crescimento  e  desenvolvimento  das  economias  e  sociedades,  pode-­‐se   sempre   questionar   se   o   incentivo   à   investigação   não   será   uma   tarefa   fundamental  do  Estado,  a  par  de  outras  também  importantes  como  a   defesa   ou   a   segurança   nacionais.   Todavia,   os   particulares   deverão,   igualmente,   investir   em   pesquisa   e   conhecimento,   indispensáveis   à   criação  de  novos  bens  e  serviços,  pois  é  da  aplicação  das  descobertas  à   indústria   que   as   empresas   e   a   economia   no   seu   conjunto   se   tornam   competitivas.     Pág.  53   16.   O   vendedor   presta   um   serviço,   pondo   ao   dispor   dos   consumidores   frutas  e  legumes.   17.   É  através  do  consumo,  isto  é,  através  da  destruição  ou  uso  de  bens  e   serviços  que  os  indivíduos  anulam  a  carência  ou  necessidades  que  sen-­‐ tiam.       Pág.  54   18.   O  consumo  é  um  ato  económico  porque,  ao  consumirmos,  estaremos   a  dar  ordens  de  produção  à  empresa  produtora  desse  bem.  Essa  em-­‐ presa   produzirá   mais,   dará   mais   emprego,   distribuirá   mais   rendimen-­‐ tos,  investirá  mais,  originando  um  círculo  virtuoso  de  crescimento.   19.   Ao   optarmos   por   consumir   certos   bens,   estaremos   a   estimular   a   sua   produção.  As  empresas  que  os  produzem  terão  de  empregar  mais  tra-­‐ balhadores,   aumenta   o   rendimento   que,   deste   modo,   criará   condições   para   a   procura   e   consumo.   O   esquema   ilustra   o   círculo   virtuoso   do   crescimento  e  o  papel  do  consumo  na  economia.     20.1   O   quadro   ilustra   a   relação   entre   a   quebra   do   consumo   e   a   retração   da   economia.   Tanto   o   consumo   privado,   como   o   consumo   público   (que   no   conjunto   representam   86,5%   do   PIB)   quando   se   retraem   (entre   2011  e  2013  apresentaram  taxas  de  crescimento  negativas)  arrastam   consigo  o  PIB  (que  apresenta  taxas  de  crescimento  igualmente  negati-­‐ vas   ou   nulas).   Existem   outras   variáveis   económicas   que   contribuem   para  o  valor  do  PIB.  No  entanto,  o  consumo  é,  sem  dúvida,  uma  par-­‐ cela  muito  importante.  Ou  seja,  os  valores  do  quadro  demonstram  a   importância  do  consumo  como  ato  económico.   20.2  A  realizar  pelo  aluno.    

 

Pág.  55   21.   A  figura  ilustra  a  responsabilidade  dos  consumidores  no  ato  de  consu-­‐ mir.  É  através  do  nosso  consumo  que  avalizamos  a  forma  de  produzir.   Ao   adquirirmos   bens   produzidos   com   recurso   a   trabalho   infantil   ou   com   prejuízo   do   meio   ambiente   estamos,   indiretamente,   a   consentir   práticas  desumanas  ou  nefastas  para  o  ambiente.   22.   Reconhecendo  a  necessidade  de  diminuir  as  importações  portuguesas   para  fazer  face  ao  défice  externo,  comprar  bens  nacionais  é,  sem  dúvi-­‐ da,   uma   atitude   social   correta.   No   entanto,   o   consumidor   deverá   exigir   qualidade  aos  bens  nacionais,  caso  contrário,  estará  a  proteger  indús-­‐ trias  pouco  qualificadas  e  a  impedir  o  estímulo  necessário  para  o  pro-­‐ gresso.     Pág.  56   23.1   A  necessidade  de  competir  na  era  global  pode  induzir  os  produtores  a   recorrer  a  situações  condenáveis  do  ponto  de  vista  ético.  O  texto  re-­‐ fere  três  situações  em  que  a  condição  humana  é  negligenciada:  a  ex-­‐ ploração  do  trabalho  infantil,  o  trabalho  sem  garantia  de  direitos  e  o   trabalho  forçado.     23.2   Por  consumo  ético,  podemos  entender  o  consumo  assente  em  crité-­‐ rios  de  produção  em  que  se  respeitem  os  direitos  humanos  e  o  meio   ambiente.   23.3   O   texto   evidencia   as   responsabilidades   dos   consumidores   nas   suas   opções   de   consumo.   Ao   optarem   por   bens   produzidos   com   respeito   pelos  direitos  dos  trabalhadores,  o  consumidor  estará  a  ter  um  com-­‐ portamento  ético  e  a  valorizar  as  empresas  produtoras.     Pág.  57   24.   Consumo  essencial  é  aquele  que  é  indispensável  ao  quotidiano  do  con-­‐ sumidor.  É  o  caso  do  consumo  de  água.  Já  o  consumo  de  maquilhagem   é  um  consumo  supérfluo  porque  são  bens  que  satisfazem  necessidades   terciárias,  sendo,  por  isso,  dispensáveis.   25.   Todos   os   consumos   das   famílias   constituem   consumo   privado   (consu-­‐ mo   de   vestuário,   por   exemplo);   já   os   consumos   das   Administrações   Públicas  são  consumo  público  (consumo  de  tinteiros  para  as  impresso-­‐ ras,  por  exemplo).     Pág.  58   26.   Exemplos   de   consumo   individual:   compra   de   uma   bicicleta,   de   umas   calças  ou  de  um  livro.     Exemplos   de   consumo   coletivo:   utilização   dos   serviços   de   iluminação   pública,  de  defesa  nacional  ou  proteção  civil.   27.   Consumo   coletivo   é   aquele   que   se   destina   a   toda   uma   coletividade   e   não  a  um  indivíduo  em  particular.  Por  essa  razão,  não  é  possível  excluir   ninguém   da   sua   utilização   e   o   seu   consumo   não   prejudica   outros   da   sua  utilização.  A  iluminação  dada  por  um  farol  é  um  exemplo  :  é  forne-­‐ cido  pelo  Estado  para  todos  quantos  necessitem  da  sua  utilização,  não   se  podendo  impedir  ninguém  do  seu  uso,  e  o  benefício  da  iluminação   do   farol   por   uma   pessoa   não   diminui   o   benefício   de   outras   que   tam-­‐ bém  necessitem  desse  serviço.   28.   O   chocolate   que   as   famílias   adquirem   para   confecionar   bolos   é   um   bem   de   consumo   final   (a   função   das   famílias   é   consumir   produtos   fi-­‐ nais);  já  o  chocolate  utilizado  pelas  pastelarias  para  o  fabrico  de  bolos   é   um   consumo   intermédio   (a   função   das   empresas   é   produzir   bens   pa-­‐ ra  os  quais  recorrem,  muitas  vezes,  a  consumos  intermédios).   29.   • consumo  intermédio  para  a  empresa.   • consumo  final  para  a  família.     Pág.  59   30.   Padrão  de  consumo  é  um  modelo  de  consumo  específico  de  um  lugar,   de  uma  época,  cultura  ou  grupo  social.  A  figura  apresenta  um  mercado   do  norte  de  África,  onde  é  possível  identificar  alguns  utensílios  e  ves-­‐

 

tuário  próprio.  A  realidade  ocidental  é  bem  diversa,  bastando  compa-­‐ rar  o  tipo  de  vestuário.   31.   Alguns  dos  fatores  que  podem  influenciar  a  construção  de  padrões  de   consumo  são:  a  cultura  do  grupo  social  em  que  o  indivíduo  se  insere,   as   condicionantes   geográficas,   a   idade,   o   sexo,   a   profissão   e   o   rendi-­‐ mento,  entre  outros.   32.   O   texto   refere   fatores   económicos   (aumento   dos   impostos,   diminuição   das  transferências  sociais  e  eliminação  dos  subsídios  de  Natal  e  de  fé-­‐ rias  com  consequências  diretas  sobre  o  rendimento  disponível)  e  fato-­‐ res   não   económicos   (incerteza   quanto   ao   futuro   da   economia)   como   responsáveis  pela  queda  do  consumo  em  Portugal.     Pág.  60   33.  c.    Sendo  o  pão  um  bem  inferior,  o  seu  consumo  aumentará  mas  menos   do   que   proporcionalmente   à   variação   do   rendimento.   Tendo   triplica-­‐ do  o  rendimento,  o  consumo  deverá  aumentar  menos  do  que  o  tri-­‐ plo.  Logo  a  resposta  correta  será  60  u.m.     Pág.  61   34.  b.    Considerando  que  o  consumidor  reage  de  forma  inversa  às  variações   do  preço,  então  ele  deverá  diminuir  a  sua  intenção  de  consumir.   35.   Na  moderna  e  competitiva  sociedade  industrial,  a  oferta  de  bens  ino-­‐ vadores  é  condição  para  o  seu  sucesso.     Pág.  62   36.1   Os  gráficos  anexos  confirmam  a  vontade  de  afirmação  de  Portugal  na   área  da  investigação  e  inovação.     A  taxa  de  crescimento  médio  de  I&D,  entre  2005-­‐2010,  colocou  Por-­‐ tugal  numa  posição  cimeira,  acima  da  média  europeia.  De  igual  modo,   a  taxa  de  crescimento  da  população  ativa  afeta  à  I&D  é  superior  à  ta-­‐ xa   de   crescimento   da   população   ativa   global.   É   também   possível   re-­‐ conhecer   o   papel   crescente   das   empresas   privadas   no   campo   da   investigação  contra  a  importância  descrescente  do  Estado,  o  que  não   sucedia  até  há  pouco  tempo.     Decorrente  deste  esforço,  as  exportações  portuguesas  têm  registado   alterações,  verificando-­‐se  já  exportações  de  bens  que  incorporam  alta   e  média-­‐alta  tecnologia  (37,5%).   36.2   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  63   37.1  Portugal  ocupa  uma  posição  acima  da  média  da  UE-­‐27,  em  termos  de   empresas   com   atividade   inovadora.   Segundo   o   gráfico   do   Eurostat,   quase   60%   das   empresas   portuguesas   exercem   a   sua   atividade   com   inovação  em  bens,  processo  de  fabrico,  organização  ou  marketing.   37.2  A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  64   38.1   Entre  1997  e  2010,  o  endividamento  das  famílias  e  das  empresas  au-­‐ mentou   substancialmente.   O   endividamento   das   famílias   aumentou   de  cerca  de  40%  para  quase  100%  do  PIB  e  as  sociedades  não  finan-­‐ ceiras  tiveram  um  aumento  de  75%  para  mais  de  100%  do  PIB.     38.2 A  realizar  pelo  aluno.   39.   O   recurso   ao   crédito   por   parte   das   famílias   possibilitou   o   aumento   de   consumo  mas,  também,  o  seu  endividamento.   40.1   No  texto  são  referidos  como  fatores  condicionadores  do  consumo  dos   indivíduos:  as  condições  sociais  de  existência  e  de  trabalho,  a  cultura   do   grupo   social   em   que   o   indivíduo   se   insere   e   o   sistema   de   valores   vigentes.   40.2   O  operário  de  origem  rural  poderá  ser  mais  ligado  às  suas  origens  e,   portanto,  menos  influenciado  pelos  modelos  culturais  urbanos  do  que   o  operário  de  origem  urbana.  A  ocupação  dos  seus  tempos  livres  em   centros  comerciais  ou  a  fast-­‐food  não  deverão  constituir  práticas  so-­‐ ciais  do  operário  de  origem  rural,  por  exemplo.    

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41.   Os  comportamentos  sociais  resultam  de  um  processo  de  socialização   em   que   os   indivíduos   adquirem   modelos   culturais   próprios   da   cultura   em  que  se  inserem.  Assim,  não  é  de  estranhar  que  os  consumidores   reajam   imitando   modelos   que   lhes   foram   transmitidos   como   corre-­‐ tos.   Todavia,   o   desejo   de   distinção   social   pode   levar   os   indivíduos   a   algum  desvio  em  relação  à  norma  social  vigente.  Será  do  confronto  e   combinação   entre   o   «seguir   a   norma»   e   «acrescentar-­‐lhe   a   diferen-­‐ ça»  que  se  caracteriza  o  comportamento  dos  consumidores.     Pág.  65   42.   A   moda   é   um   dos   fatores   não   económicos   que   influencia   de   forma   poderosa  os  comportamentos  de  potenciais  consumidores.  A  identifi-­‐ cação,   associação   e   projeção   que   o   consumidor   faz   relativamente   ao   protagonista   da   imagem   leva-­‐o   a   desejar   o   bem   que   está   na   moda,   na   expectativa   da   satisfação   proporcionada   pelo   seu   consumo   se   mani-­‐ festar  também  em  si.   43.1   Tendo  em  conta  a  importância  da  inovação  nas  modernas  economias   globais   e   competitivas,   torna-­‐se   essencial   toda   a   descoberta   que   pode   acrescentar   valor   aos   bens   e   serviços   produzidos.   Registar   essa   desco-­‐ berta  é,  por  isso,  fundamental,  impedindo  as  empresas  concorrentes   de  se  apropriarem  dessa  mais-­‐valia.  O  número  de  patentes  relaciona-­‐ das  com  a  atividade  empresarial  constitui,  deste  modo,  um  indicador   de  dinamismo  e  progresso  económico.   43.2   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  66   44.1  A   marca   não   é   só   o   nome   do   produto.   A   marca   representa   a   história   e   o   estatuto   do   produto;   é   sinónimo   do   que   o   produto   é   e   de   como   é   visto.  É  através  da  marca  que  o  consumidor  se  identifica  com  o  produ-­‐ to.   Muitos   consumidores   optam   pelo   consumo   de   marcas   por   se   iden-­‐ tificarem  com  a  imagem  dos  consumidores  dessa  marca.     44.2  Quando  o  produtor  decide  acondicionar  os  bens  produzidos  em  emba-­‐ lagens  de  pequenas  quantidades,  a  responsabilidade  passa  do  distribui-­‐ dor  para  a  marca,  alterando-­‐se,  assim,  a  relação  entre  o  consumidor  e  o   retalhista  ou  vendedor.  Torna-­‐se,  então,  necessário  garantir  esta  relação   de  confiança  e  fidelidade  entre  o  consumidor  e  a  marca,  papel  reservado   à  publicidade.     45.   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  67   46.   A   Benetton   é   uma   marca   que   transmite   simpatia   pela   causa   que   de-­‐ fende  –  a  igualdade  entre  os  povos.  Ao  consumir  os  bens  da  referida   marca,   o   consumidor   identifica-­‐se   com   a   causa   e   mostra   a   sua   posição   em  relação  à  temática  em  causa.     Pág.  69   47.   Os  coeficientes  orçamentais  para  cada  uma  das  rubricas  que  constitu-­‐ em   as   despesas   de   consumo   das   famílias   determinam-­‐se   dividindo   o   gasto   que   as   famílias   efetuaram   no   consumo   dos   bens   dessa   rubrica   pelo  total  das  suas  despesas  de  consumo.  A  título  de  exemplo,  o  coefi-­‐ ciente  orçamental  relativo  à  habitação,  calcula-­‐se  dividindo  as  despesas   das  famílias  com  a  habitação  pelo  total  das  suas  despesas  de  consumo.   48.   As   principais   diferenças   verificam-­‐se   nos   coeficientes   orçamentais   rela-­‐ tivos  à  alimentação  e  gastos  diversos.   49.   A  justificação  prende-­‐se  com  a  Lei  de  Engel  que  afirma  que  quanto  maior   for  o  rendimento  de  uma  família,  menor  será  o  coeficiente  orçamental  re-­‐ lativo  à  alimentação.       Pág.  70   50.1   O   valor   do   coeficiente   orçamental   relativo   à   alimentação,   no   ano   2010/2011,  era  de  13,3.  Esse  valor  significa  que  13,3%  das  despesas   de  consumo  das  famílias  é  feita  em  alimentação.   50.2   De   acordo   com   os   valores   do   quadro   apresentado,   os   coeficientes   orçamentais  relativos  à  rubrica  alimentação  diminuíram.    

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50.3   De  acordo  com  a  Lei  de  Engel,  o  rendimento  das  famílias  aumentou   porque  os  coeficientes  orçamentais  relativos  à  alimentação  diminuí-­‐ ram.   50.4   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  71   51.1   Em  termos  gerais,  é  possível  afirmar  que  a  estrutura  do  consumo  dos   europeus   evoluiu   no   sentido   do   aumento   do   seu   bem-­‐estar,   de   acor-­‐ do  com  a  Lei  de  Engel  e  conforme  se  pode  inferir  do  coeficiente  or-­‐ çamental   relativo   à   alimentação   que   diminuiu   entre   1994   e   2010.   Quanto  às  outras  rubricas,  mantêm  o  seu  peso  relativo,  o  que  repre-­‐ senta  um  aumento  proporcional  ao  aumento  do  rendimento  disponí-­‐ vel.   É,   contudo,   de   registar   que   em   2005   entraram   três   novos   membros  de  nível  económico  superior  (Suécia,  Áustria  e  Finlândia),  o   que  poderá  ter  contribuído  para  a  elevação  do  nível  de  rendimento   global.  Já  em  2004  e  2007,  entraram  mais  doze  países  com  níveis  de   rendimento   inferiores.   No   entanto,   em   termos   globais,   verificou-­‐se   uma  melhoria  no  rendimento  dos  países  da  União  Europeia.     51.2   A  realizar  pelo  aluno.   52.1   Portugal  situa-­‐se  abaixo  da  média  comunitária,  em  termos  de  rendi-­‐ mento,   dado   que   o   coeficiente   orçamental   relativo   à   alimentação   é   mais   elevado   do   que   a   média   da   UE   (13,3   contra   12,9).   Outro   valor   que   pode   corroborar   a   afirmação   feita   refere-­‐se   ao   lazer   que   se   situa   abaixo  da  média  (5,3  contra  9,0).   52.2   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  72   53.1   Os  gráficos  ilustram  as  seguintes  situações:   o 1.  gráfico:   • A   importância   das   despesas   com   a   habitação,   transportes   e   ali-­‐ mentação  no  orçamento.   o

2.  gráfico:   • O  decréscimo  das  taxas  de  poupança  em  10  anos  em  quase  todos   os  países,  à  exceção  de  alguns  dos  mais  recentes  membros  como  a   Letónia,  Estónia,  Roménia  e  Lituânia.  Portugal  encontra-­‐se  no  gru-­‐ po   de   países   (Irlanda,   Grécia   e   Chipre)   que   maiores   quebras   tive-­‐ ram  na  taxa  de  poupança.   o

3.  gráfico:   • Quanto   à   taxa   de   privação,   que   representa   a   percentagem   de   pes-­‐ soas  que  não  conseguem  pagar  3  ou  4  dos  bens  considerados  es-­‐ senciais   ao   seu   consumo,   Portugal   encontra-­‐se   acima   da   média   europeia  e  longe  dos  países  mais  desenvolvidos  da  UE  como  a  Su-­‐ écia,  a  Holanda  ou  o  Luxemburgo.  Apenas  a  Grécia  e  os  países  da   antiga  Europa  de  Leste  se  encontram  pior  do  que  Portugal.   53.2   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  73   54.   Os   quadros   apresentam   algumas   alterações   no   consumo   das   famílias   portuguesas.     Assim,   relativamente   ao   consumo   privado,   verifica-­‐se,   em   termos   ge-­‐ o rais,   que   no   4.   trimestre   de   2011,   houve   uma   retração   de   3,4%   em   comparação  com  o  mesmo  período  de  2010,  em  que  houve  um  acrés-­‐ cimo  de  3,9%.   Quanto   às   despesas   no   consumo   de   carne,   em   super   e   hipermercados,   o verificou-­‐se   um   aumento   geral   de   6,3%   no   4.   trimestre   de   2011,   em   comparação   com   o   período   homólogo   de   2010   que   apresentou   um   acréscimo   de   3,9%.   Verificou-­‐se,   certamente,   um   desvio   das   compras   em   talhos   para   os   super   e   hipermercados.   É   de   salientar,   também,   o   elevado   aumento   do   consumo   de   aves,   comparativamente   a   outras   carnes  e  em  relação  a  2010.   O   consumo   de   peixe   segue   a   mesma   tendência,   observando-­‐se   um   aumento  das  despesas  das  famílias  em  super  e  hipermercados.   Verifica-­‐se   um   aumento   do   consumo   de   peixe   congelado   a   granel   e   uma  diminuição  de  consumo  de  peixe  fresco  e  marisco.  

Também   é   de   registar   a   preferência   pelas   marcas   próprias,   passando   de  35%  para  45%,  nos  dois  períodos  em  análise.     Por   último,   verificou-­‐se,   igualmente,   uma   diminuição   do   consumo   de   bens  duradouros,  atingindo-­‐se  em  2011  o  mesmo  valor  que  em  1960  e,   naturalmente,  um  aumento  do  consumo  de  bens  não  duradouros.   Quanto   às   dificuldades   em   pagar   contas,   verifica-­‐se   um   elevado   valor   dos  que  afirmam  ter  algumas  ou  muitas  vezes  essa  dificuldade.   Estes   valores   demonstram   orientações   diferentes  no  consumo  das  fa-­‐ mílias  portuguesas  como  sejam:   • menos  consumo;   • consumo  de  bens  não  duradouros  (porventura,  essenciais);   • desvio  do  consumo  para  os  super  e  hipermercados  (com  preços  mais   baixos);   • grande  dificuldade  em  pagar  contas.     Pág.  74   55.   A   sociedade   de   consumo   resultou   do   desenvolvimento   da   sociedade   industrial  e  assenta  em  três  pilares:   • • • •

produção  de  grande  quantidade  de  bens  e  serviços;   estímulo  ao  crédito;   arte  da  comercialização;   cultura  de  consumo.  

56.  Predispor  ao  consumo  é  a  condição  para  o  funcionamento  da  sociedade   industrial.  Só  através  de  estratégicas  formas  de  persuasão  é  que  é  pos-­‐ sível   escoar   a   produção.   Assim,   produzir   comportamentos   consumistas   é  a  lógica  que  sustenta  a  sociedade  de  consumo.     Pág.  75   57.  A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  76   58.   Os  textos  referem  as  principais  características  da  sociedade  de  consu-­‐ mo,  como  seja:   • a  transformação  do  ato  de  comprar  numa  festa,  a  venda  numa  arte  e   o  consumo  num  espetáculo;   • a  transformação  do  consumo  em  desejo,  felicidade  e  juventude;   • o  encurtar  o  ciclo  de  vida  dos  produtos,  tornando-­‐os  efémeros;   • a   transformação   da   família   de   unidade   de   produção   para   unidade   de   consumo;   • a   transformação   da   família   alargada   em   família   urbana   e   nuclear,   mais  sujeita  às  técnicas  de  persuasão  social;   • a  emergência  de  uma  cultura  massificada,  de  rápido  e  efémero  con-­‐ sumo.     Pág.  77   59.   O   hiperconsumo   corresponde   a   uma   nova   fase   da   sociedade   de   con-­‐ sumo.   A   «tradicional»   sociedade   de   consumo   assentava   em   produtos   estandardizados   de   qualidade   média   ou   inferior;   as   preocupações   de   venda   eram   postas   na   valorização   do   produto.   Na   nova   sociedade   de   consumo,  os  bens  são  variados  e  de  qualidade,  adaptados  a  diferentes   segmentos  da  população.  As  preocupações  passaram  do  produto  para   o   consumidor.   Fidelizar   e   satisfazer   o   consumidor   através   de   uma   co-­‐ municação  eficiente  e  da  valorização  da  marca  são  exemplos  de  novas   práticas  comerciais  e  de  marketing.       Pág.  78   60.1   O   consumismo   consubstancia   uma   predisposição   para   um   consumo   impulsivo,  pouco  ponderado  e  irresponsável  como  resposta  a  estímu-­‐ los  cientificamente  estudados  para  essa  finalidade.   60.2   Seguir   acriticamente   modas   ou   adquirir   bens   novos   em   substituição   de   outros   que   ainda   respondam   às   mesmas   necessidades   são   dois   exemplos  de  comportamentos  consumistas.  

 

Pág.  80   61.  A  sustentabilidade  do  Planeta  deverá  ser  uma  das  principais  preocupa-­‐ ções   de   homens   e   mulheres   esclarecidos   e   responsáveis.   A   destruição   da  biodiversidade,  a  delapidação  dos  recursos  naturais,  as  emissões  de   gases   com   efeito   de   estufa,   entre   outros   comportamentos   resultantes   do   modelo   de   crescimento   económico   dominante,   têm   originado   gra-­‐ ves  consequências  para  a  natureza  pondo  em  causa  a  sustentabilidade   do  Planeta.  Corrigir  estes  comportamentos,  gastando  menos  e  seguin-­‐ do  valores  ambientais  e  sociais,  ou  seja,  contribuir  para  uma  economia   sustentável   que   respeite   não   só   o   ambiente,   mas   também   os   direitos   das  populações  é  ter  uma  atitude  que  tem  em  vista  um  mundo  futuro   onde  seja  possível  viver  com  bem-­‐estar.     Pág.  81   62.  O   que   a   frase   pretende   afirmar   é   que   a   atual   sociedade   de   consumo   subverteu  a  função  consumo  dado  que  a  satisfação  do  consumidor  de-­‐ verá  estar  no  efeito  do  consumo  (satisfação  de  necessidades)  e  não  na   compra.  É  uma  chamada  de  atenção  para  atitudes  consumeristas,  mais   responsáveis,  racionais  e  contidas.     Pág.  82   63.   Área   da   saúde   e   segurança;   área   da   economia,   finanças   e   questões   sociais;  área  da  informação,  educação  e  formação  e  área  da  reparação   de  danos  e  prejuízos.            

AVALIAÇÃO   Págs.  86  a  89     GRUPO  I   1.  A      2.  C      3.  B      4.  D      5.  D     GRUPO  II   1.   As  necessidades  são  relativas  ao  espaço  e  tempo  em  que  são  sentidas.   Ter   telemóvel   é   uma   necessidade   dos   tempos   atuais,   por   exemplo.   As   necessidades   também   têm   como   característica   a   substituibilidade,   pois   podemos  ocupar  os  nossos  tempos  de  lazer  a  ver  um  filme  no  cinema  ou   a  alugar  um  vídeo  para  ver  em  casa;  as  necessidades  são  saciáveis  dado   que   as   podemos   satisfazer   com   a   destruição   sucessiva   de   quantidades   dos  bens  apropriados  para  tal.     2.     Necessidades  

Primárias   Secundárias   Terciárias   Individuais   Coletivas  

Alimentação  

X  

 

 

X  

 

Transporte  

 

X  

 

X  

 

Férias  no  estrangeiro  

 

 

X  

X  

 

Segurança  

X  

 

 

 

X  

Transportes  públicos  

 

X  

 

 

X  

  3.   Exemplos  de   Consumo   Consumo   Consumo   Consumo   Consumo   Consumo   Consumo   Consumo   consumo   essencial   supérfluo   final   intermédio   privado   público   individual   coletivo  

   

Uso  de  joias  

 

X  

X  

 

X  

 

X  

 

Fornecimento   de  iluminação   pela  Câmara     Municipal   local  

X  

 

X  

 

 

X  

 

X  

Ingestão  de   bens  alimenta-­‐ res  pelas   famílias  

X  

 

X  

 

X  

 

X  

 

Utilização  de   fruta  numa   fábrica  de   sumos  

X  

 

 

X  

X  

 

X  

 

 

87  

4.   a.   As  necessidades  são  relativas  e  condicionadas  pelas  estratégias  de  mar-­‐ keting.   b.   Na  competitiva  sociedade  atual,  a  qualificação  dos  recursos  humanos  é   uma  necessidade  primária.   c.   As   necessidades   individuais   são   aquelas   que   são   satisfeitas   de   forma   pessoal,  embora  digam  respeito  a  outros  membros  da  coletividade.   f.   O  consumo  sustentável  tem  a  sua  imagem  no  consumerismo.     5.1     Família  Pereira  

Família  Sousa  

Estrutura  da   despesa  

Euros  

Coeficientes   orçamentais  

Euros  

Coeficientes   orçamentais  

Alimentação  

500  

50%  

1000  

20%  

Vestuário  

100  

10  

1000  

20  

Habitação  

200  

20  

750  

15  

Saúde,   educação  

150  

15  

1000  

20  

Diversos  

50  

5%  

1250  

25  

Rendimento   mensal  

1000  

100%  

5000  

100%  

5.2   Considerando  que  a  família  Pereira  dispõe  de  um  rendimento  inferior  à   família  Sousa  e  tem  um  coeficiente  orçamental  relativo  à  alimentação   de   50%,   então   a   família   Sousa,   de   acordo   com   a   Lei   de   Engel,   deverá   ter  um  coeficiente  orçamental  relativo  à  alimentação  inferior.     5.3   No   entanto,   em   termos   absolutos,   é   natural   que   a   família   Sousa,   de   maior  rendimento,  gaste  mais  na  alimentação  do  que  a  família  Pereira.   5.4   A  família  que  gasta  mais,  em  termos  percentuais,  terá  de  ser  a  família   Pereira,  a  que  aufere  um  rendimento  menor.   5.5   A  Lei  de  Engel  relaciona  o  rendimento  das  famílias  com  o  coeficiente  or-­‐ çamental  relativo  à  alimentação,  afirmando  que  essa  relação  é  inversa.   5.6   O   preço   dos   bens   e   o   rendimento   das   famílias   são   dois   dos   fatores   económicos  que  podem  influenciar  o  consumo.   5.7   A  inovação  tecnológica,  ao  criar  novos  bens,  por  exemplo,  constitui  um   estímulo  ao  consumo.  A  apetência  pelo  «novo»,  comportamento  típico   da  sociedade  de  consumo,  é  um  fator  que  leva  ao  desejo  e  aquisição.   a

6.1   Sociedade  de  consumo  é  a  sociedade  da  2.  Revolução  Industrial,  nas-­‐ cida  do  pós  Segunda  Guerra  Mundial.  Caracteriza-­‐se:   • pelo  excesso  de  produção  que  é  necessário  escoar,  através  das  mo-­‐ dernas  estratégias  de  marketing;   • pelo  tipo  de  bens  –  produzidos  em  série,  baratos  e  de  duração  limi-­‐ tada;   • por  comportamentos  de  consumo  massificados.   6.2   Os  bens  são  produzidos  em  série,  de  preço  acessível  e  de  qualidade  e   duração  limitadas.   6.3   Foi   a   industrialização   que,   ao   produzir   grandes   quantidades,   criou   o   problema   da   sua   venda.   Então   a   industrialização   exigiu   a   criação   de   modelos  de  comportamento  nos  consumidores  de  modo  a  escoar  essa   produção.  Estava  criada  a  sociedade  de  consumo.   6.4   A   frase   refere   que   a   sociedade   de   consumo   cria   modelos   de   compor-­‐ tamento  assentes  na  massificação  dos  consumos  e  lazeres.  No  entanto,   se,  por  um  lado,  a  massificação  cria  a  ilusão  de  igualdade,  por  consu-­‐ mirmos   todos;   por   outro   lado,   esses   consumos   não   anulam   as   desi-­‐ gualdades  sociais  existentes.  A  sociedade  de  consumo  é  uma  ilusão  de   equidade  social.   7.

O  economista  americano  John  K.  Galbraith  refere  a  mudança  operada   no   sentido   do   funcionamento   da   economia,   após   o   final   da   Segunda   Guerra  Mundial.  Dantes,  o  consumidor  dava  «ordens  de  produção»  às   empresas,   através   da   sua   procura;   agora   são   as   empresas   que   produ-­‐ zem   e   pressionam   os   consumidores   para   a   aquisição.   É   o   fenómeno   da   «fileira  inversa».  

8.1.   O  consumerismo  é  um  movimento  de  crítica  aos  excessos  da  sociedade   de   consumo.   Os   modelos   de   comportamento   consumeristas,   ao   preco-­‐ nizarem  o  combate  ao  esbanjamento,  ao  desperdício,  à  poluição,  etc.,   reconhecem  a  necessidade  de  proteção  do  Planeta  e  contribuem  para   a  sua  sustentabilidade.   8.2.   Reciclar  e  poupar.  

88  

 

9.   O  texto  chama  a  atenção  para  a  necessidade  do  consumidor  assumir  a   atitude   de   responsabilidade.   De   facto,   hoje,   todos   estamos   informados   acerca   das   consequências   dos   nossos   atos   sobre   o   ambiente,   sobre   a   sociedade   em   geral   e   sobre   as   gerações   mais   novas.   Deste   modo,   quando   optamos   pela   compra   de   um   bem   deveremos   saber   se   a   sua   produção   e   venda   respeitaram   direitos   fundamentais;   e   refletir   sobre   comportamentos  menos  corretos  quando  desperdiçamos  ou  não  reci-­‐ clamos.        

ECONOMIA  APLICADA   Págs.  90  a  91   1.1 Habitação.   1.2 R.  A.  Açores.   1.3 Pelo  facto  do  coeficiente  orçamental  relativo  à  alimentação  ser  o  mais   elevado  relativamente  às  outras  regiões  do  país,  permite  concluir,  se-­‐ gundo  a  Lei  de  Engel,  que  a  R.  A.  Açores  é  aquela  que  apresenta  menor   nível  de  rendimentos.   2.1   De   acordo   com   a   Lei   de   Engel,   Portugal   tem   um   nível   de   rendimento   inferior   ao   da   média   dos   países   da   UE-­‐27   porque   tem   um   coeficiente   orçamental  relativo  à  alimentação  mais  elevado.   2.2   Teria  de  ter  um  coeficiente  orçamental  relativo  à  alimentação  de  valor   inferior  ao  de  Portugal,  isto  é,  inferior  a  16,9%.   2.3   O   fator   que   influencia   o   consumo,   segundo   a   Lei   de   Engel,   é   o   rendi-­‐ mento.   2.4   Fator  económico:  crédito.     Fator  não  económico:  moda.   3.

Hábitos   alimentares   (juntámos   o   melhor   de   Portugal);   cultura   jovem   (os  jovens  gostam  da  McDonalds)  e  preço  (é  um  bem  acessível).  

4.1   O  crédito,  através  das  suas  políticas,  pode  facilitar  ou  não  o  consumo.   Políticas  de  crédito  baseadas  em  taxas  de  juro  baixas  podem  impulsio-­‐ nar  o  consumo,  sendo  o  contrário  igualmente  verdadeiro.  Existe,  pois,   uma  relação  entre  as  duas  variáveis  económicas  –  crédito  e  consumo.   4.2   O   texto   refere   alguns   dos   fatores   que   podem   condicionar   o   consumo   (taxas  de  juro  baixas  na  concessão  de  crédito)  e  as  consequências  so-­‐ bre  o  endividamento  das  famílias.   5.1   Os  serviços  incluídos  no  quadro  correspondem  a  necessidades  que  não   são  de  primeira  ordem.   5.2   O   quadro   relativo   a   março   de   2012,   informa-­‐nos   de   que,   no   total,   as   despesas   nesse   tipo   de   serviços   diminuiu   5%   em   relação   ao   mês   de   março   de   2011.   Desse   total,   as   maiores   diminuições   referem-­‐se   a   giná-­‐ sios,  restaurantes  e  saídas  à  noite.  No  entanto,  do  conjunto,  ressalta  o   aumento  de  idas  ao  cinema.  O  quadro  evidencia:   • as   restrições   em   bens   de   cultura   e   lazer   que   a   generalidade   dos   por-­‐ tugueses  teve  de  fazer,  por  força  das  dificuldades  que  o  país  estava  a   passar;   • as   maiores   restrições   foram   nos   ginásios,   restaurantes   e   saídas   à   noite   que  correspondem  a  serviços  dispensáveis,  em  tempos  de  crise;   • o  aumento  de  idas  ao  cinema,  espetáculos  e  museus  por  correspon-­‐ der  a  consumos  considerados  mais  acessíveis  e  indispensáveis.   6.1   Os   fatores   referidos   no   texto   são   económicos   e   não   económicos,   como   os  motivacionais.   6.2   O   marketing   é   a   atividade   que,   através   de   estudos   sofisticados   sobre   o   comportamento  humano,  auxilia  a  função  de  escoamento  da  produção   industrial,  através  do  consumo.   6.3   O  texto  refere  as  preocupações  que  caracterizam  a  sociedade  de  con-­‐ sumo:  a  necessidade  de  conhecer  o  comportamento  dos  consumidores   para  influenciar  os  seus  consumos.   7.1   O  principal  fator  que  influencia  o  consumo  dos  portugueses  é  o  preço.   7.2  Enquanto   os   consumidores   europeus   têm   optado   por   bens   de   maior   qualidade,  os  portugueses  orientam-­‐se,  prioritariamente,  pelos  preços.   Já   em   relação   aos   produtos   ecológicos,   os   consumidores   portugueses   encontram-­‐se   numa   posição   superior   relativamente   aos   europeus   (75%   contra  63%),  evidenciando  consciência  e  responsabilidade  social  e  am-­‐ biental.    

UNIDADE  3  –  A  PRODUÇÃO  DE  BENS  E  SERVIÇOS   QUESTÕES  

  Pág.  94   1.   Bem  é  um  meio  que  permite  satisfazer  necessidades.   2.   Um  bem  económico  é  aquele  que  é  escasso.  É  a  escassez  que  transfor-­‐ ma   um   bem   livre   num   bem   económico   já   que,   sendo   as   necessidades   superiores  aos  recursos  existentes,  ter-­‐se-­‐á  de  sacrificar  alternativas  que   naturalmente  têm  um  custo  de  oportunidade.     3.   O  peixe  é  um  bem  económico  porque  a  sua  pesca/produção  implicou  re-­‐ jeitar  a  utilização  dos  equipamentos  e  trabalhadores  para  outras  alternati-­‐ vas.   O   valor   da   melhor   opção   rejeitada   representa   o   custo   de   oportunidade  da  pesca  representada  na  figura.       Pág.  95   4.   Livro,  impressora  e  computador  são  bens  materiais.   Cerimónia  religiosa,  consulta  de  um  advogado  e  ensino  são  serviços  ou   bens  imateriais.   5.   Bens   de   consumo   destinam-­‐se   ao   consumo   final   das   famílias.   Ex:   fruta   e   computadores.   Bens   de   produção   destinam-­‐se   ao   ato   produtivo   das   empresas.   Ex:   fruta   para   fazer   sumos   e   computadores   que   contribuem   para   o   processo   pro-­‐ dutivo  de  qualquer  empresa.     Pág.  96   6.   São  verdadeiras  as  seguintes  afirmações:   b.   O  gás  constitui  um  bem  de  consumo  intermédio  para  a  padaria  X.   c.   A  água  é  um  bem  de  consumo  final  para  uma  família  Sousa.   7.   Bem  duradouro:  máquina  de  lavar  louça.     Bem  não  duradouro:  pó  para  a  máquina  de  lavar  louça.   8.     • azeite  /  óleo  =  bens  sucedâneos  ou  substitutos.   • transporte  público  /  transporte  privado  =  bens  sucedâneos  ou  substi-­‐ tutos.   • computador  /  programas  informáticos  =  bens  complementares.   • leitor  de  DVD  /  DVD  =  bens  complementares.     Pág.  97   9.   Bens  

Natureza  

Função  

Duração  

Automóvel  particular  

Material  

Bem  de  consumo  

Duradouro  

Automóvel  ao  serviço  de  uma  empresa  

Material  

Bem  de  produção  

Duradouro  

Farinha  para  consumo  caseiro  

Material  

Bem  de  consumo  

Não  duradouro  

Farinha  para  o  pasteleiro  

Material  

Bem  de  produção  

Não  duradouro  

  Pág.  98     10.   Produção   é   um   comportamento   social   que   consiste   na   combinação   de  vários  elementos  com  o  fim  de  se  obter  um  bem  capaz  de  satisfa-­‐ zer  necessidades  humanas.  Os  bens  produzidos  dever-­‐se-­‐ão  destinar   ao  mercado  e  o  trabalho  incorporado  ser  objeto  de  remuneração.     11.   À  escolha  do  aluno.     Pág.  101   12.   A   estrutura   produtiva   da   economia   portuguesa   corresponde   a   uma   economia  terciarizada  e,  portanto,  desenvolvida.   13.1   Setor  I  =  172  670  x  0,022  =  3798,74  milhões  de  euros     Setor  II  =  172  670  x  0,233  =  40232,11  milhões  de  euros     Setor  III  =  172  670  x  0,745  =  128  639,15  milhões  de  euros   13.2   A  realizar  pelo  aluno.   14.   Setor  primário:  agricultura  e  silvicultura.     Setor  secundário:  construção  e  indústria  vidreira.     Setor  terciário:  comércio  e  justiça.  

 

Pág.  102   15.   Países  desenvolvidos:  Portugal,  Japão  e  Suécia.     Países  em  desenvolvimento:  Indonésia.     Países  menos  desenvolvidos:  Afeganistão,  Camboja  e  Etiópia.     Pág.  104   16.1   Setor  secundário.   16.2   Marceneiro,  oficina,  madeira,  cola,  pregos,  ferramentas  e  carrinha.   16.3   Marceneiro  =  força  de  trabalho.     Madeira,  cola  e  pregos  =  objetos  de  trabalho.     Oficina,  ferramentas  e  carrinha  =  meios  de  trabalho.     Madeira,   cola,   pregos,   oficina,   ferramentas   e   carrinha   =   meios   de   produção  ou  capital.     Pág.  105   17.1   Recurso   renovável   é   aquele   que   é   suscetível   de   ser   renovado   num   período   de   tempo   relativamente   curto,   dependendo   da   natureza   do   bem;  já  um  recurso  não  renovável  é  aquele  que  uma  vez  utilizado  não   pode  ser  substituído.   17.2   Carvão  mineral  e  petróleo.   17.3   Petróleo:  América  Central  e  do  Sul,  Médio  Oriente  e  África.     Carvão  mineral:  Europa  e  Eurásia  e  o  continente  americano.     Pág.  106   18.1   Gás  natural:  Médio  Oriente,  África,  Europa  e  Eurásia.   18.2   Relativamente   ao   recursos   naturais   petróleo   e   gás   natural,   a   região   que  mais  se  destaca,  em  termos  de  reservas,  é  o  Médio  Oriente;  em   relação  ao  petróleo  e  carvão  é  a  América  do  Sul  e  Central.       No  entanto,  em  termos  gerais,  o  Médio  Oriente  é  a  região  que  con-­‐ centra  maiores  reservas.   19.   EUA  (em  todos  os  tipos  de  energia),  Alemanha  (solar  e  eólica),  Espa-­‐ nha  (solar  e  eólica)  e  China  (eólica).     Pág.  107   20.   As  práticas  agrícolas  intensivas,  a  criação  de  gado  em  regime  intensi-­‐ vo  ou  a  venda  de  madeiras  para  a  indústria  são  causas  de  destruição   violenta  da  área  de  floresta.     Pág.  108   21.1   População  inativa  =  População  residente  –  população  ativa     =  5  104  000   21.2   Reformados,  inválidos,  jovens  e  donas  de  casa  e  outros  trabalhadores   não  remunerados,  ou  seja,  todos  os  que  não  se  incluem  na  população   ativa.   21.3   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  109   22.1   Taxa  de  atividade  =  População  ativa  /  população  residente  x  100   População  ativa   52,1  =    ——————————    x  100   10  647    

População  ativa  =  5547  milhares  

22.2   O   valor   obtido   significa   que   em   cada   100   indivíduos   residentes,   52   trabalham  ou  estão  desempregados.     22.3   A  realizar  pelo  aluno.     22.4   Indivíduos  empregados  e  desempregados.   23.1   O  gráfico  evidencia  a  ainda  fraca  qualificação  dos  recursos  humanos.   De   facto,   62%   da   população   disponível   para   a   produção   não   possui   qualquer   qualificação   (4%)   ou   apenas   possui   a   escolaridade   básica   (58%).  No  entanto,  38%  tem  qualificações  de  nível  secundário  (20%)   ou   superior   (18%),   o   que   indicia   progressos   na   área   da   educação   e   formação  científica  e  tecnológica,  indispensáveis  para  acrescentar  va-­‐ lor  à  produção.   23.2   A  realizar  pelo  aluno.    

 

89  

Pág.  110   24.1   Os  gráficos  permitem  verificar  que  é  o  setor  terciário  o  que  mais  em-­‐ prego   dá   e   apresenta   um   sentido   crescente.   Segue-­‐se   a   indústria   transformadora,   mas   em   sentido   decrescente.   O   setor   agrícola   e   a   construção  oferecem  menos  emprego  e  a  sua  oferta  manteve-­‐se  es-­‐ tável  no  período  observado.     Quanto   ao   tipo   de   trabalho,   verifica-­‐se   que   é   ainda   o   trabalho   por   conta  de  outrem  que  mais  pesa  no  total  do  emprego  (76,3%)  e  destes   59,5%   têm   contrato   sem   termo.   Conclui-­‐se,   assim,   que,   em   2009,   a   estrutura  do  emprego  permitia  classificar  o  país  como  terciarizado  e   desenvolvido  e  a  situação  dos  trabalhores  baseava-­‐se  no  trabalho  por   conta  de  outrem  com  estabilidade  (cerca  de  60%  tinha  contrato  sem   termo).     24.2   A  realizar  pelo  aluno.   25.   Os  dois  países  com  maiores  taxas  de  emprego  são  a  Holanda  e  a  Di-­‐ namarca  e  os  dois  países  com  menores  taxas  de  emprego  são  Malta  e   Hungria.  Portugal  situa-­‐se  entre  os  países  com  maiores  taxas  de  em-­‐ prego,  em  2009,  com  valores  acima  da  média  de  UE-­‐27.   26.1   Portugal  situa-­‐se  na  média  europeia.   26.2   Países  com  taxas  superiores:  Dinamarca,  Suécia  e  Finlândia.     Países  com  taxas  inferiores:  Malta,  Itália  e  Espanha.       Pág.  111   27.1   Em   qualquer   dos   grupos   considerados   (total,   homens,   mulheres   e   jovens),   a   evolução   é   crescente.   Em   cerca   de   10   anos,   a   taxa   de   de-­‐ semprego  total,  mais  do  que  triplicou,  passando  de  4%  para  12,7%;  a   taxa   de   desemprego   para   os   homens   passou   de   3,2%   para   12,4%;   a   taxa  de  desemprego  feminino  passou  de  5%  para  13,1%  e  os  desem-­‐ prego  juvenil  passou  de  9,4%  para  30,1%.  Do  conjunto  dos  grupos,  foi   a  taxa  de  desemprego  masculina  que  mais  aumentou  (ultrapassando   o  triplo).     27.2   Taxa   de   desemprego   =   (desempregados   /   população   ativa)   X   100   =   12,7%   12,7  =  (desempregados  /  5543)  X  100   Desempregados  =  704  milhares   27.3   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  112   28.   A  terciarização  de  uma  economia  significa  que  o  setor  terciário  é  aque-­‐ le   que   domina   a   atividade   económica.   Esta   situação   deve-­‐se   ao   facto   deste   setor   ser   indispensável   ao   desenvolvimento   dos   outros   –   o   pri-­‐ mário  e  o  secundário.  Mas  é,  sobretudo,  nas  economias  desenvolvidas   atuais,   que   a   terciarização   é   evidente   com   o   aparecimento   de   novos   serviços  baseados  na  informação  e  informatização.     Pág.  113   29.   Desemprego   tecnológico   –   é   aquele   que   resulta   da   inovação   tecnológi-­‐ ca  e  da  inadaptação  do  trabalhador  às  novas  tecnologias.     Desemprego  repetitivo  –  é  aquele  que  resulta  da  inadaptação  do  traba-­‐ lhador  a  diferentes  e  sucessivos  postos  de  trabalho.    

Desemprego   de   longa   duração   –   é   aquele   que   dura   para   além   de   um   ano  e  tem  como  causa  a  crise  económica  dos  países  ou  a  ausência  de   competências  profissionais.  

  Pág.  114   30.1   Em   termos   de   desemprego,   em   2011,   Portugal   situava-­‐se   acima   da   média  da  UE,  só  ultrapassado  pela  Espanha,  Grécia,  Letónia,  Estónia,   Lituânia,  Eslováquia  e  Irlanda.   30.2   A  realizar  pelo  aluno.   31.1   No  conjunto  dos  países  da  UE,  Portugal  é  dos  países  com  mais  eleva-­‐ da  taxa  de  desemprego  de  longa  duração,  só  ultrapassado  pela  Espa-­‐ nha,  Letónia,  Eslováquia,  Irlanda,  Lituânia  e  Grécia.   31.2   A  realizar  pelo  aluno.   32.   Mais  valor  acrescentado  aos  bens  e  serviços  produzidos  e,  consequen-­‐ temente,  mais  rendimento.  

90  

 

Pág.  115   33.1   Embora  a  aprendizagem  ao  longo  da  vida  tenha  vindo  a  aumentar  em   Portugal,  os  seus  valores  são  ainda  inferiores  à  média  europeia.   33.2   A  aprendizagem  ao  longo  da  vida  é  uma  condição  para  a  sobrevivên-­‐ cia  do  trabalhador,  da  empresa  e  da  economia.  Sem  a  indispensável   atualização  em  termos  de  conhecimentos  teóricos  e  práticos,  o  traba-­‐ lhador   não   conseguirá   segurar   o   seu   posto   de   trabalho,   não   será   pro-­‐ dutivo  para  a  empresa  e  a  economia  do  seu  país  não  poderá  crescer.   Na  atual  economia  competitiva  e  global,  ser  capaz  de  responder  aos   seus  desafios  científicos  e  tecnológicos  é  a  condição  para  a  criação  de   mais-­‐valias  e  rendimento.   33.3   A  realizar  pelo  aluno.     Pág.  117   34.   Capital  circulante:  tecidos,  linhas  e  botões.     Capital  fixo:  máquina  de  corte,  tesouras,  carrinha  de  distribuição  e  ar-­‐ mazém.     Pág.  119   35.   A  economia  de  um  país  depende  da  qualificação  da  sua  população.  São   os   recursos   humanos   que   irão   dar   valor   à   produção   realizada.   Uma   po-­‐ pulação  instruída,  formada  e  com  altas  competências  científicas  e  tec-­‐ nológicas   é   a   condição   para   uma   economia   produtiva,   com   alto   valor   acrescentado  e,  portanto,  competitiva.     Pág.  120   36.   No   total,   os   gráficos   ilustram   resultados   satisfatórios   no   domínio   da   formação  e  conhecimento,  embora  a  tabela  relativa  aos  resultados  do   estudo  Pisa  de  2009  evidencie  ainda  algum  atraso  no  domínio  das  ciên-­‐ cias   e   matemática.   No   entanto,   o   gráfico   relativo   à   percentagem   de   alunos  do  ensino  superior  em  ciências  e  engenharia  mostra  uma  posi-­‐ ção   acima   da   média   europeia   embora   a   percentagem   de   frequência   de   cursos  em  matemática,  ciências  e  informática  ainda  seja  um  pouco  in-­‐ ferior.   Quanto   ao   emprego   em   I&D,   o   gráfico   mostra,   igualmente,   uma   posição  acima  da  média  europeia.  Por  último,  verifica-­‐se,  ainda,  que  as   empresas   privadas   já   representam   uma   percentagem   importante   em   termos  de  trabalhadores  em  I&D.       Pág.  121   37.1   Todos  os  pontos  representam  possibilidades  da  empresa  produzir  100   unidades.   A   diferença   entre   os   três   pontos   está   na   combinação   dos   fatores   produtivos   capital   e   trabalho.   Assim,   no   ponto   A,   a   empresa   produz  100  unidades,  com  3  unidades  de  capital  e  10  trabalhadores;   no  ponto  B,  a  mesma  produção  é  realizada  com  2  unidades  de  capital   e  15  trabalhadores;  já  no  ponto  C,  a  mesma  produção  é  realizada  com   1  unidade  de  capital  e  30  trabalhadores.   37.2   Se   o   custo   do   trabalho   aumentasse   para   15   u.m.,   o   empresário   conti-­‐ nuaria   a   produzir   no   ponto   B   por   ser   o   que   corresponde   ao   menor   custo  total:  465  u.m.  contra  510  (ponto  A)  e  570  (ponto  C).       Pág.  122   38.   Adaptabilidade:   os   fatores   produtivos   podem   adaptar-­‐se   às   diversas   situações  produtivas,  aumentando  ou  diminuindo  a  quantidade  da  sua   utilização.       Complementaridade:  os  fatores  produtivos  complementam-­‐se  na  pro-­‐ dução  dos  bens.     Substituibilidade:  dentro  de  certos  limites,  é  possível  substituir  um  fa-­‐ tor  produtivo  por  outro.     39.   No  curtíssimo  prazo,  não  há  qualquer  possibilidade  de  alterar  a  produ-­‐ ção  e  portanto  também  a  combinação  dos  fatores  produtivos.     No  curto  prazo,  há  a  possibilidade  de  alterar  os  fatores  produtivos  vari-­‐ áveis  como  o  trabalho  e  as  matérias  primas;  já  os  fatores  produtivos  fi-­‐ xos  não  têm  possibilidade  de  ser  modificados.     No   longo   prazo,   tanto   os   fatores   produtivos   fixos   como   os   variáveis   podem  ser  adaptados  a  novas  situações.  

 

Pág.  123   o 40.1   Produtividade  =  Produção  /  N.  trabalhadores     =  3000  /  100  =  30  unidades  por  trabalhador   40.2   Produtividade  =  Produção  /  Custo  do  trabalho     =  3000  /  2000  =  1,  5  unidades  por  u.m.     Pág.  124   41.   A  produtividade  marginal  foi  de  15  unidades.  

Produção  física   42.   Produtividade  do  trabalho  (em  termos  físicos)  =    ——— —————————   o N.  trabalhadores            2000   =  ————    =  20  peças  /  trabalhador  /  dia              100    

Produtividade  média  do  trabalho  (em  termos  monetários)  =  

   

     Custo  da  produção                      2000  x  30       =    ——————————    =    —————    =  600  euros  /  dia  /  trabalhador   o              N.  trabalhadores                                100  

  Pág.  126   o 43.   A  produtividade  marginal  vai  aumentando  até  ao  12.  trabalhador,  por  se   aproveitarem   melhor   as   sinergias   disponíveis.   Até   esse   ponto,   por   cada   trabalhador  que  vai  entrando,  há  um  maior  aproveitamento  dos  fatores   produtivos  disponíveis,  gerando  acréscimos  de  produção  cada  vez  maio-­‐ o res.  No  entanto,  depois  do  12.  trabalhador,  embora  a  produção  continue   a  aumentar,  essa  produção  vai  sendo  cada  vez  menor  porque  começa  a   haver   saturação   dos   fatores   produtivos   fixos.   Assim,   observa-­‐se   no   grá-­‐   o fico  uma  curva  com  uma  fase  crescente  até  ao  12.  trabalhador  (fase  das   produtividades   marginais   crescentes)   e   uma   fase   decrescente   posterior   (fase  das  produtividades  marginais  decrescentes).     44.   No   curto   prazo,   apenas   os   fatores   produtivos   trabalho   ou   capital   circu-­‐ lante  são  variáveis  pelo  que,  mantendo-­‐se  o  capital  inalterado,  haverá   um  ponto  em  que  a  produtividade  marginal  será  decrescente.     Pág.  128   45.1   São   rendimentos   que   se   obtêm   quando   se   altera   a   escala   de   produ-­‐ ção.   Existem   situações   em   que   os   benefícios   por   se   aumentar   a   escala   de  produção  são  mais  do  que  proporcionais  aos  aumentos  dos  fatores   produtivos.     45.2   Os   custos   fixos   vão-­‐se   anulando   quando   a   quantidade   produzida   au-­‐ menta,   permitindo   que   os   custos   totais   médios   (ou   custos   unitários)   se   reduzam.   Esta   situação   só   é   possível   quando   se   pode   alterar   a   combinação   de   todos   os   fatores   produtivos   (o   que   só   é   possível   no   longo  prazo).       Pág.  129   46.1   São  situações  que  surgem  quando  a  escala  de  produção  ultrapassa  um   certo  valor.  Neste  caso,  os  custo  unitário  ou  custos  totais  médios  au-­‐ mentam.   46.2   As   deseconomias   de   escala   surgem   quando,   a   partir   de   um   determi-­‐ nado   ponto,   começa   a   haver   problemas   de   gestão,   de   controlo,   de   es-­‐ coamento   dos   bens   produzidos,   etc.   Assim,   a   aumentos   de   fatores   produtivos,  correspondem  acréscimos  menos  do  que  proporcionais.      

AVALIAÇÃO   Págs.  132  a  135     GRUPO  I   1.  A          2.  C          3.  D          4.  B          5.  B     GRUPO  II     1.1   Setor  I  –  agricultura  e  silvicultura.   Setor  II  –  construção  e  indústrias  transformadoras.   Setor  III  –  saúde  e  transportes.  

 

1.2 É  o  país  Y.   1.3 Porque  apresenta  uma  estrutura  produtiva  assente  no  setor  terciário  e   um  setor  primário  percentualmente  reduzido.   2.1   Capital  –  edifício  com  um  armazém  anexo;  5  máquinas  de  costura,  1  má-­‐ quina   de   corte,   2   computadores,   para   além   das   matérias-­‐primas   e   subsi-­‐ diárias   relativas   à   sua   atividade;   uma   carrinha   para   distribuição   dos   bens   confecionados.     Força   de   trabalho   –   5   costureiras,   1   técnico   de   corte,   1   informático   e   1   gestor.   2.2   O  capital  circulante  é  incorporado  no  produto  em  transformação  (maté-­‐ rias-­‐primas);  já  o  capital  fixo  apenas  sofre  algum  desgaste  (máquinas).   3.1   Empregados  e  desempregados.   População  ativa   3.2   Taxa  de  atividade  =  ————————————    x  100  =  52%   População  residente   Desempregados   3.3   Taxa  de  desemprego  =  ———————————    x  100  =  13%   População  ativa   4.1     2005  

2011  

População  residente  total  milhares)  

Itens  

10  563  

10  647  

População  ativa  (milhares)   População  empregada  (milhares)   População  desempregada  (milhares)  

5545   5123   422  

5543   4839   704  

Taxa  de  atividade  (%)   Taxa  de  desemprego  (%)     Desemprego  de  longa  duração  (milhares)  

52   7,6   211  

52   12,7   375  

4.2   A  taxa  de  atividade  entre  2005  e  2011  manteve-­‐se,  mas  a  taxa  de  de-­‐ semprego  aumentou  de  7,6%  para  12,7%.     4.3   Em  valores  absolutos,  verifica-­‐se  tanto  um  aumento  da  população  de-­‐ sempregada  e  também  do  desemprego  de  longo  prazo.   4.4   O   despedimento   tecnológico   é   o   despedimento   por   inadaptação   do   trabalhador   à   inovação   tecnológica   exigida   no   desempenho   das   suas   funções.   Duas   medidas   que   podem   ser   consideradas   como   forma   de   evitar   tal   situação   são   a   formação   contínua   por   iniciativa   do   próprio   trabalhador  e  por  parte  da  empresa.     5.1   Produtividade   média   do   trabalho   é   a   quantidade   produzida   em   média   pelos  trabalhadores  de  uma  empresa  e  obtém-­‐se  dividindo  a  produção   total  pelo  número  de  trabalhadores.   5.2   Ano  

N.  de   trabalhadores  

Produção  

Produtividade   média  do   trabalho  

o

t  

15  

300  

20  

t  +  1  

20  

360  

18  

t  +  2  

30  

450  

15  

 

O   ano   em   que   o   trabalho   apresentou   uma   produtividade   mais   elevada   foi  em  t.     5.3   Enquanto  a  produtividade  média  refere-­‐se  à  totalidade  da  produção  e   à  totalidade  dos  trabalhadores,  a  produtividade  marginal  refere-­‐se  ao   aumento  da  produção  quando  se  emprega  mais  um  trabalhador.   5.4     Ano  

N.  de   trabalhadores  

Produção  

Produtividade   média  do   trabalho  

t  

15  

300  

20  

-­‐-­‐-­‐-­‐-­‐-­‐-­‐  

o

Produtividade   marginal  do   trabalho  

t  +  1  

20  

360  

18  

360  –  300  =  60   /  5  =  12  

t  +  2  

30  

450  

15  

450  –  360  =   90  /  10  =  9  

5.5   Os  valores  obtidos  permitem  concluir  que  é  mais  vantajoso  empregar  20   trabalhadores  do  que  30  porque  a  produtividade  marginal  vai  baixar.  

91  

6.1   Ponto   A   –   representa   a   produção   de   300   unidades,   combinando   5   uni-­‐ dades  de  capital  com  10  trabalhadores.  

ECONOMIA  APLICADA  

 

Ponto  B  –  representa  a  produção  de  300  unidades,  combinando  2  uni-­‐ dades  de  capital  com  20  trabalhadores.  

 

Ponto  C  –  representa  a  produção  de  300  unidades,  combinando  1  uni-­‐ dade  de  capital  com  40  trabalhadores.  

6.2        

Custo  de  produção  no  ponto  A:   Custo  do  capital  =  5  x  100     Custo  do  trabalho  =  10  x  20   Custo  total  =  700  u.m.    

Págs.  136  e  137   1.1   Grupo   X   corresponde   aos   países   do   Médio   Oriente   a   Norte   de   África   porque  são  países  produtores  de  petróleo,  o  que  representa  um  setor   primário  forte,  e  são  menos  desenvolvidos  economicamente,  o  que  se   traduz   num   setor   terciário   menos   forte   do   que   acontece   nos   países   mais  desenvolvidos,  como  os  da  UE.  O  Grupo  Y  corresponde  aos  países   da  União  Europeia  porque  têm  economias  terciarizadas.  

       

Custo  de  produção  no  ponto  B:   Custo  do  capital  =  2  x  100   Custo  do  trabalho  =  20  x  20   Custo  total  =  600  u.m.  

       

Custo  de  produção  no  ponto  C:   Custo  do  capital  =  1  x  100   Custo  do  trabalho  =  40  x  20   Custo  total  =  900  u.m.  

 

A  melhor  opção  técnica  é  no  ponto  B.  

6.3        

Custo  de  produção  no  ponto  A:   Custo  do  capital  =  5  x  80   Custo  do  trabalho  =  10  x  25   Custo  total  =  650  u.m.    

       

Custo  de  produção  no  ponto  B:   Custo  do  capital  =  2  x  80   Custo  do  trabalho  =  20  x  25   Custo  total  =  660  u.m.  

       

Custo  de  produção  no  ponto  C:   Custo  do  capital  =  1  x  80   Custo  do  trabalho  =  40  x  25   Custo  total  =  1080  u.m.  

 

Neste  caso,  a  melhor  opção  seria  o  ponto  A.  

2.   O  gráfico  permite  concluir  que:   • embora  se  verifique  alterações  nos  períodos  analisados,  as  regiões   mais  afetadas  pelo  desemprego  são  o  Alentejo  e  o  Norte.  No  entan-­‐ to,  o  Algarve  aparece,  a  partir  de  2009,  como  uma  região  igualmen-­‐ te  afetada  pelo  desemprego.   • em  2010,  as  regiões  mais  afetadas  pelo  desemprego  foram  o  Alen-­‐ tejo,  o  Algarve  e  o  Norte.   • o  desemprego  acentuou-­‐se  em  todas  as  regiões,  em  particular,  no   Algarve  e  no  Norte.   3.1   Os  grupos  mais  afetados  pelo  desemprego  são  os  indivíduos  portado-­‐ o res  do  3.  ciclo  do  ensino  básico  seguidos  pelos  indivíduos  portadores   do  ensino  secundário.     3.2   A  formação  ao  longo  da  vida  pode  constituir  uma  estratégia  de  comba-­‐ te  ao  desemprego  porque  qualifica  os  trabalhadores  para  tarefas  mais   exigentes,  indispensáveis  ao  crescimento  económico.   desempregados   3.3   Taxa  de  desemprego  =    —————————————      x  100   População  ativa                                                                    população  residente  –  pop.inativa  –  trabalhadores  

Taxa  de  desemprego  =    ——————————————————————    x  100   população  ativa   Taxa  de  desemprego  =  igual  à  expressão  anterior   Produção   4.1   Produtividade  média  do  trabalho  =    ——— ——————————     o N.  de  trabalhadores  

7.1     Quantidade   produzida  

Custos  fixos   (u.m.)  

Custos     variáveis   (u.m.)  

Custos  totais   (u.m.)  

Custos     unitários   (u.m.)  

5  

50  

70  

120  

24  

7  

50  

90  

140  

20  

10  

50  

120  

170  

17  

15  

50  

190  

240  

16  

20  

50  

250  

300  

15  

7.2   O  quadro  ilustra  a  Lei  das  Economias  de  Escala.  À  medida  em  que  au-­‐ mentam  as  quantidades  produzidas,  o  valor  de  cada  unidade  produzi-­‐ da,   em   média,   vai   diminuindo   (de   24   u.m.   por   bem   produzido   até   15   u.m.).   7.3   A   empresa   deverá   produzir   ao   mínimo   custo   unitário,   isto   é,   deverá   produzir  20  unidades.   7.4   A  partir  de  10  unidades,  a  empresa  já  terá  lucro  visto  que  o  custo  de   produção  por  unidade  produzida  (17  u.m.)  é  inferior  ao  preço  de  mer-­‐ cado  (18  u.m.).     7.5   O   máximo   lucro   ocorre   com   a   produção   de   20   unidades   porque   cor-­‐ responde  ao  menor  custo  unitário.  

92  

 

Com  5  ou  7  unidades  produzidas,  a  empresa  terá  prejuízo,  visto  o  preço   de  mercado  ser  inferior  ao  custo  de  produção.  

     

Com  10  unidades  produzidas,  o  lucro  será  =  (18  –  17)  x  10  =  10  u.m.   Com  15  unidades  produzidas,  o  lucro  será  =  (18  –  16)  x  15  =  30  u.m.   Com  20  unidades  produzidas,  o  lucro  será  =  (18  –  15)  x  20  =  60  u.m.  

 

4.2   O   texto,   retirado   do   anuário   do   Eurostat   2010,   refere   que   Portugal   poderia  subir  no  ranking  da  produtividade  do  trabalho  no  conjunto  dos   países  da  UE  se  investisse  em  I&D  em  articulação  com  um  aumento  do   empreendedorismo.   De   facto,   mais   I&D   permitiria   mais   inovação,   con-­‐ dição  indispensável  para  a  obtenção  de  mais  valor  acrescentado.  Este   investimento,   em   articulação   com   mais   empreendedorismo,   poderia   fazer  com  que  Portugal  se  tornasse  mais  produtivo  e  competitivo.  As-­‐ sim,  três  medidas  passíveis  de  contribuir  para  a  solução  do  problema   apresentado  poderiam  ser:   • mais  investimento  em  educação;   • mais  I&D;   • facilidades  para  a  criação  de  empresas.   5.1   Em  2011,  Portugal  apresentou  melhores  resultados  em  TIC  (utilização   e  infraestrutura),  financiamento  e  aplicação  do  conhecimento.     5.2   O  pilar  «aplicação  do  conhecimento»  passou  de  2,44  para  2,87,  o  que   significa  que  a  economia  portuguesa  utiliza  mais  o  conhecimento  pro-­‐ duzido  integrando-­‐o  na  área  da  produção  empresarial.     5.3   O   investimento   em   conhecimento   é   a   estratégia   para   que   a   produção   realizada   possa   ter   mais   valor   acrescentado.   Novos   métodos   de   produ-­‐ ção,  novos  bens  com  novas  qualidades  são  fatores  que  podem  aumentar   o  valor  dos  bens  produzidos  e  a  competitividade  da  produção  nacional.   5.4   O   gráfico   revela   que   no   período   de   um   ano   (2010-­‐2011),   a   economia   portuguesa  apresentou  progressos  no  que  se  refere  às  condições  para  a   inovação.   Todos   os   indicadores   relativos   à   inovação   melhoraram.   Mais   investimento   em   TIC,   mais   financiamento   e   mais   conhecimento   aplicado   podem   constituir   bons   indicadores   para   uma   maior   competitividade   da   economia  portuguesa.  Por  outro  lado,  os  outros  indicadores,  como  a  en-­‐ volvente   institucional,   o   capital   humano   e   o   empreendedorismo,   por   exemplo,  embora  tenham  melhorado,  não  se  distanciaram  muito,  no  pe-­‐ ríodo  considerado.  De  qualquer  modo,  houve  progressos  na  área  da  ino-­‐ vação,   o   que   é   um   bom   indicador   de   competitividade   da   economia   portuguesa.      

UNIDADE  4  –  COMÉRCIO  E  MOEDA   QUESTÕES   Pág.  142   1.1   Produtores  –  hóteis.     Grossistas  –  operadores  e  centrais  de  reservas.     Retalhistas   –   agências   de   viagens   e   agências   especializadas   em   even-­‐ tos.     Consumidores  –  Particulares  e  empresas.     Pág.  145     2.   Podem  ser  referidas,  entre  outras  marcas  a  Parfois,  Optivisão,  Aeroso-­‐ les,  Pano  Branco,  Império  Bonança  e  Lanidor.   3.   Proximidade  e  serviço  personalizado.     Pág.  146   4. Possibilidade  de  escolha  dada  a  grande  variedade  de  produtos/marcas   e  preços  atrativos.     Pág  147   5. A  resposta  depende  da  região  onde  a  escola  está  inserida.     Pág  150   6.1   Economia  de  tempo  e  comodidade.   6.2 Falta   de   segurança   no   pagamento   e   impossibilidade   de   ver   e   experi-­‐ mentar  o  produto.     Pág  152   7.1 Troca  direta  –  bens  por  outros  bens  e  troca  indireta  –  bens  por  moeda.   7.2   O  problema  do  valor  dos  bens  a  transacionar  coloca-­‐se  na  troca  direta   quando   os   intervenientes   na   troca   consideram   que   os   bens   a   trocar   apresentam   valores   desiguais.   A   parte   que   considera   que   o   seu   bem   possui   valor   superior   não   aceita   fazer   a   troca.   Já   com   a   intervenção   da   moeda  esse  problema  fica  resolvido.     Pág.  153   8. Como   o   ouro   depositado   era   inferior   ao   valor   das   notas   emitidas,   os   depositantes  corriam  o  risco  de  não  poderem  converter  a  moeda   em   ouro,  caso  um  grande  número  de  pedidos  de  conversão  fossem  feitos   em  simultâneo.     Pág.  154   9. Não,  apenas  constituem  instrumentos  de  movimentação  dos  depósitos   bancários.     Pág.  156     10. Depósito  de  500  euros  em  notas  –  unidade  de  valor  e  reserva  de  valor.   Moeda  de  papel.     Emissão  de  cheque  no  montante  de  70  euros  para  pagamento  da  ele-­‐ tricidade  –  meio  de  pagamento  e  unidade  de  valor.  Moeda  escritural.     Pagamento   de   um   livro   com   cartão   visa   –   meio   de   pagamento.   Moeda   escritural.     Pág.  160     11.   O  preço  do  bilhete  para  um  concerto  de  um  artista  muito  conhecido  é   mais  caro  por  duas  razões:  por  um  lado,  a  procura  por  parte  dos  con-­‐ sumidores  é  maior  e,  por  outro,  o  custo  do  concerto  (nomeadamente,   o  pagamento  ao  cantor)  é  mais  elevado,  comparativamente  ao  espetá-­‐ culo  dado  por  um  artista  menos  famoso.   12.   O   preço   de   venda   terá   de   cobrir   o   preço   de   custo,   de   forma   a   gerar   lucro   para   o   empresário.   Desta   forma,   se   o   preço   de   custo   de   um   bem   aumentar,  o  preço  de  venda  também  irá  subir.       Pág.  161   13.   A  subida  dos  salários  fez  aumentar  a  procura.  Como  a  oferta  não  au-­‐ mentou,  o  excesso  de  procura  fez  subir  os  preços  dos  bens.  A  subida   dos  preços  atingiu  um  valor  significativo  –  30%.  

 

Pág.  162     14.   A  subida  dos  salários  origina  um  aumento  da  procura  que,  não  sendo   correspondida  pela  oferta,  irá  provocar  subida  dos  preços.  Caso  a  su-­‐ bida   dos   salários   seja   superior   ao   aumento   da   produtividade,   o   custo   de  produção  aumentará,  o  que  se  repercutirá  na  subida  dos  preços.   15.   Os   preços   em   2011   apresentaram   uma   taxa   de   variação   de   2,7%,   com-­‐ parativamente  ao  valor  de  2010  (1,6%).  Para  este  aumento  contribuiu   principalmente  a  subida  dos  preços  da  energia  (1.2  p.p.),  tendo  o  pre-­‐ ço   variado   de   7,4%,   em   2010,   para   11,9%,   em   2011.   Em   segundo   lugar   verificou-­‐se   um   crescimento   dos   preços   dos   bens   alimentares   trans-­‐ formados  em  2011  (3,3%)  comparativamente  ao  ano  de  2010  (0,9%).       Pág  163   16.   Estando   os   consumidores   na   expectativa   da   descida   generalizada   dos   preços   irão   adiar   as   suas   compras,   o   que   a   médio   e   longo   prazo   se   irá   traduzir   numa   redução   do   consumo   e   portanto   em   maior   quebra   das   vendas  e  da  produção.  Estas  quebras  irão  originar  despedimentos,  falên-­‐ cias,  menor  emprego,  ou  seja,  recessão.     Pág.  164   17.1 2005,  2007,  2008  e  2009.   17.2   Como  o  aumento  das  remunerações  foi  superior  ao  aumento  dos  pre-­‐ ços,  os  trabalhadores  ganharam  poder  de  compra.     Pág.  165     18.1   Habitação,   água,   eletricidade,   gás   e   outros   combustíveis   (1,1%);   trans-­‐ portes  (1,0%);  saúde  (0,59%)  e  produtos  alimentares  e  bebidas  não  al-­‐ coólicas  (0,4%);   18.2   Vestuário  e  calçado;  lazer  (-­‐0,21),  recreação  e  cultura  (0,01%).     Pág  166   19.1   Os   valores   revelam   grandes   variações:   uma   descida   da   inflação   em   dez.   de   08   (0,2%)   comparativamente   a   dez.   de   07   (2,7%),   que   se   acentuou   em  dez.  de  09  (0,0%),  verificando-­‐se  um  aumento  da  taxa  de  variação   em  dez.  de  10  (2,4%)  e  que  se  acentuou  em  dez.  de  11  (3,5%).     19.2   Entre  dez.  de  07  e  set.  de  08  a  taxa  média  da  inflação  ficou  próxima   dos  3%  verificando-­‐se  até  ago.  de  09  uma  descida  da  inflação  para  va-­‐ lores  próximos  dos  0%.  No  último  trimestre  de  09  e  até  junho  de  10   verificou-­‐se  uma  queda  dos  preços  (inflação  negativa),  verificando-­‐se   no  último  trimestre  desse  ano  uma  nova  subida  da  inflação,  manten-­‐ do-­‐se  esta  trajetória  de  aumento  até  final  de  2011  (3,9%).   19.3   Setembro  de  2008  (2,9%)  e  março  de  2009  (0,0%).   19.4   Sim  pois  entre  março  e  dezembro  de  2009,  a  inflação  (taxa  de  varia-­‐ ção  homóloga)  registou  valores  negativos.    

Pág.  167   20.   Entre   fev.   de   2011   e   fev.   de   2012,   o   valor   do   IHPC   apresentado   na   Zona  Euro  (2,7%)  encontrava-­‐se  acima  do  valor  de  referência  estabe-­‐ lecido   para   a   estabilidade   dos   preços   (2%),   refletindo   os   valores   do   IHPC  de  vários  países,  acima  da  média  da  Zona  Euro,  como  a  Estónia   (4,4%),  a  Eslováquia  (4%),  Portugal  (3,6%)  e  Bélgica  (3,3%).   21.1 Portugal  –  3,8%;  Zona  Euro  –  2,7%.   21.2 Entre   março   e   setembro   de   08,   a   subida   da   inflação   foi   mais   acentua-­‐ da   na   Zona   Euro   do   que   em   Portugal;   de   setembro   de   08   a   dezembro   de   09   verificou-­‐se   um   período   de   desinflação   acentuada   tanto   em   Portugal   como   na   Zona   Euro,   tendo   Portugal   registado   mesmo   uma   queda  dos  preços.  No  ano  de  2010,  verificou-­‐se  uma  nova  subida  da   inflação   (em   Portugal   apenas   a   partir   de   setembro   de   2010)   que   se   manteve  ao  longo  de  2011,  embora  mais  lentamente  na  Zona  Euro  do   que   em   Portugal.   Em   2011   o   valor   da   inflação   no   nosso   país   ficou   acima  da  Zona  Euro,  ao  contrário  dos  períodos  anteriores.   21.3 O  diferencial  mostra  a  diferença  entre  os  valores  da  inflação  entre  a   Zona   Euro   e   Portugal.   Entre   março   de   2008   e   dezembro   de   2010   o   di-­‐ ferencial  revela  os  menores  valores  da  inflação  em  Portugal  compara-­‐ tivamente  à  Zona  Euro;  os  valores  negativos  do  diferencial  devem-­‐se   à  desaceleração  dos  preços,  mais  significativa  em  Portugal.  Ao  longo   do  ano  de  2011,  o  diferencial  apresenta  valores  positivos,  o  que  tra-­‐ duz   uma   aceleração   dos   preços   tanto   em   Portugal   como   na   Zona     Euro,  mas  com  maior  incidência  em  Portugal,  em  que  o  ritmo  de  cres-­‐ cimento  dos  preços  foi  superior.    

 

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AVALIAÇÃO   Págs.  170  a  173     Grupo  I   1.  A          2.  B          3.  A          4.  D          5.  C     Grupo  II   1.1   Os   cartões   de   débito   e   crédito   constituem   os   meios   de   pagamento   mais  utilizados  (55%).  Em  segundo  lugar,  surge  o  numerário  (moedas  e   notas)   que   representa   37,2%,   sendo   os   restantes   meios   de   pagamento   utilizados  pouco  significativos.     1.2   Embora   os   cartões   sejam   o   meio   de   pagamento   mais   utilizado   em   am-­‐ bos  os  tipos  de  retalho,  ele  é  manifestamente  superior   no  retalho  não   alimentar   (65,5%),   possivelmente   pelo   maior   valor   dos   produtos   ad-­‐ quiridos   e   pela   existência   de   terminais   eletrónicos.   Relativamente   ao   retalho  alimentar  o  numerário  tem  maior  peso  comparativamente  ao   retalho  não  alimentar  (43,6%  contra  23,2%),  o  que  se  deve  por  um  la-­‐ do,   ao   menor   valor   dos   produtos   em   causa   e,   por   outro,   à   falta   de   terminais  eletrónicos  nas  lojas  de  menor  dimensão,  características  do   comércio  tradicional.   2.1   Esta  expressão  traduz  o  conjunto  dos  estabelecimentos  comerciais  que   vendem  diretamente  ao  consumidor,  produtos  à  unidade.   2.2   A  crise  económica  tem  levado  a  uma  redução  da  procura  e  do  consu-­‐ mo,   o   que   tem   afetado   o   comércio.   Para   contornar   esta   situação,   os   retalhistas   que   se   dirigem   preferencialmente   para   uma   classe   com   maior   poder   de   compra,   têm   procurado   localizar   os   seus   estabeleci-­‐ mentos  em  espaços  que  atraem  esse  tipo  de  consumidores  –  centros   a comerciais  de  1.  linha  e  zonas  comerciais  de  prestígio.     2.3   Fácil  acesso,  maior  proximidade  e  atendimento  mais  personalizado.   3.1   Franchising  é  um  contrato  em  que  o  franchisador  cede  ao  franchisado   o  direito  de  este  se  apresentar  sob  a  sua  marca  mediante  o  pagamento   de  uma  renda.   3.2   Os  negócios  em  franching  contribuem  com  3,1%  para  o  PIB  do  país  e   representam  1,5%  do  emprego  do  país.   3.3   Em  2010,  73  novas  marcas  de  franchising  entraram  no  país  e  o  conjun-­‐ to   de   negócios,   neste   tipo   de   comércio,   representou   um   crescimento   de  8%  comparativamente  ao  ano  de  2009.     3.4   O  setor  dos  serviços  representa  mais  de  50%  do  total  de  empresas  de   franchising  a  operar  no  país.     Grupo  III   1.1   Inflação  é  a  subida  generalizada  e  contínua  dos  preços.     1.2   Taxa   de   inflação   homóloga   compara   o   valor   do   IPC   num   mês   com   o   mesmo  mês  do  ano  anterior.   1.3   Neste  período  os  preços  variaram  entre  3,2%  e  -­‐2%.   1.4   Uma  das  causas  da  inflação  é  o  aumento  dos  preços  dos  bens  importa-­‐ dos,   com   relevância   para   o   petróleo,   com   repercussões   na   subida   dos   preços  internos  nomeadamente  dos  combustíveis  e  da  energia.  A  subida   dos   preços   destes   bens,   por   sua   vez,   vai-­‐se   repercutir   no   aumento   dos   preços  dos  bens  finais,  pela  via  do  aumento  dos  custos  de  produção.   1.5   A  consequência  referida  é  a  queda  do  poder  de  compra  dos  consumi-­‐ dores,  uma  vez  que  os  salários  não  acompanham  a  subida  dos  preços,   dada   a   situação   de   contenção   e   até   de   redução   salarial   que   o   país   tem   registado.    

2.1   O  poder  de  compra  dos  portugueses  em  2011  caiu  mais  de  4%,  o  pior  valor   desde  1984  em  que  este  indicador  registou  uma  queda  de  cerca  de  8%.   2.2   A  razão  da  queda  do  poder  de  compra  prende-­‐se  com  a  descida  dos  salá-­‐ rios  ao  mesmo  tempo  que  se  verificou  uma  subida  dos  preços,  em  resul-­‐ tado  do  aumento  dos  custos  de  produção,  em  particular  da  energia.        

ECONOMIA  APLICADA   Págs.  174  e  175   1.1   O  inquérito  mostra  que,  entre  janeiro  e  março  de  2011,  o  grau  de  sa-­‐ tisfação  dos  consumidores,  no  que  toca  a  compras  de  produtos  de  in-­‐ formática,   foi   mais   elevado   nas   lojas   de   cadeias   comerciais   (Fnac   e   Media  Markt),  comparativamente  às  lojas  tradicionais;  no  que  se  refe-­‐ re  a  produtos  de  eletrónica  o  grau  de  satisfação  foi  idêntico  entre  duas   cadeias  comerciais  (Worten  e  Fnac)  e  as  lojas  tradicionais;  nos  eletro-­‐ domésticos  o  grau  de  satisfação  favoreceu  as  lojas  tradicionais,  embo-­‐ ra   com   uma   diferença   pouco   significativa   face   às   cadeias   comerciais.   Nas  telecomunicações  a  questão  não  se  evidenciou,  dado  o  tipo  de  loja   em  questão.   1.2   Relativamente   aos   eletrodomésticos   a   despesa   média   efetuada   foi   semelhante  entre  os  dois  tipos  de  comércio,  com  maior  peso  nas  lojas   tradicionais   (€502   contra   €460).   Nos   restantes   produtos   a   despesa   média  realizada  foi  maior  nas  cadeias  comerciais  do  que  nas  lojas  tra-­‐ dicionais:   em   produtos   informáticos   a   despesa   média   nas   cadeias   co-­‐ mercias   foi   de   €469   e   nas   lojas   tradicionais   foi   de   €386;   nas   área   da   eletrónica  e  telecomunicações  a  despesa  média  nas  cadeias  comerciais   foi  de  €424  contra  €272  nas  lojas  tradicionais.   1.3   Os  valores  recolhidos  revelam  que  não  há  grande  diferença  no  grau  de   satisfação  dos  consumidores  entre  os  dois  tipos  de  lojas,  com  exceção   na  área  de  informática  onde  a  satisfação  com  uma  das  cadeias  comer-­‐ cias  é  manifesta.  Em  termos  de  despesa  média  pode-­‐se  concluir  que  os   consumidores  efetuaram  maior  valor  de  gastos  nas  cadeias  comerciais,   em  particular  na  área  de  informática,  comparativamente  às  lojas  tradi-­‐ cionais.   2.1   A  tendência  de  desaceleração  dos  preços  desde  o  final  de  2008,  que  se   acentuou   em   2009,   em   que   a   taxa   média   atingiu   valores   negativos     (-­‐2,0%  no  final  do  ano),  inverteu-­‐se  em  2010  e  2011,  tendo,  neste  ano,   a  taxa  de  inflação  média  alcançado  o  valor  de  3,6%.     2.2   O   crescimento   dos   preços   em   2011   verificou-­‐se   em   todos   os   bens   (4,4%)  com  particular  destaque  para  os  produtos  energéticos  (12,8%)  e   bens  alimentares  transformados  (3,1%).   2.3   Duas   das   razões   da   subida   dos   preços   foi   o   aumento   do   IVA   e   o   au-­‐ mento  dos  preços  administrativos  no  setor  dos  transportes  públicos  e   dos  produtos  farmacêuticos.      

2.1   O   valor   do   índice   significa   que   no   país   x,   no   ano   2011,   os   preços   aumen-­‐ taram  2%  em  relação  ao  ano  anterior.   2.2   IPC  2011  /  2010  =  Cabaz  de  compras  2011  /  cabaz  de  compras  2010  x  100  

 

   

102  =  X  /  1500  x  100   X  =  1530  

QUESTÕES    

 

Em  2011  o  cabaz  custou  1530  euros.  

102  –  100     2.3    ———————    x  100   100     A  taxa  de  inflação  foi  de  2%.  

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Grupo  IV   1.1   Irlanda  (1,7%)  e  Espanha  (2,9%)   1.2   Sim  pois  a  média  da  Zona  Euro  cifrou-­‐se  nos  3,  0%  e  Portugal  registou   um  valor  de  3,8%.   1.3   Sendo   o   objetivo   da   inflação   2%   verifica-­‐se   que,   em   2011,   apenas   Mal-­‐ ta  e  Irlanda  estão  dentro  do  parâmetro  (1,5%   e   1,7%).   Todos  os  outros   membros  da  Zona  Euro  apresentaram  um  valor  de  inflação  superior,  o   que  explica  que  a  média  da  Zona  Euro  tenha  ultrapassado  a  meta  de-­‐ sejável  para  a  estabilidade  dos  preços.    

 

UNIDADE  5  –  PREÇOS  E  MERCADOS     Pág.  178   1.   Mercado   é   toda   a   situação   em   que,   confrontando-­‐se   as   intenções   opostas  de  compradores  e  vendedores,  se  chega  a  um  acordo  sobre  o   preço  e  a  quantidade  transacionada.   2.   Sendo  o  mercado  toda  a  negociação  que  permite  chegar  a  um  acordo   (sobre   preço   e   quantidade)   entre   vendedores   e   compradores,   é   fácil  

entender   que   esse   processo   pode   ser   desenvolvido,   atualmente,   se-­‐ gundo   modelos   e   meios   diferentes.   Já   não   é   necessária   a   presença   físi-­‐ ca   de   compradores   e   vendedores;   basta   recorrer   a   outro   meio,   nomeadamente   telefónico   ou   informático,   por   exemplo,   para   se   con-­‐ cretizar   essa   discussão.   Dados   os   progressos   nas   tecnologias   de   infor-­‐ mação  e  comunicação,  as  formas  de  diálogo  são  inúmeras,  não  sendo,   portanto,  necessária  a  comunicação  presencial.     Pág.  179   3.   Podemos   entender   por   mercado   de   trabalho   todo   o   processo   através   do  qual  empregadores  e  empregados  ou  seus  representantes  (sindica-­‐ tos,   por   exemplo),   se   confrontam   no   sentido   de   chegar   a   um   acordo   sobre  horários,  salários  e  outras  condições  de  trabalho.     Pág.  180   4.   A  procura  representa  o  comportamento  dos  compradores  e  expressa-­‐ -­‐se  pela  relação  inversa  entre  o  preço  e  as  quantidades  procuradas.   5.1   A   procura   agregada   é   o   somatório   das   procuras   individuais   para   um   determinado  preço.     5.2   O  valor  da  procura  agregada  quando  o  preço  do  bem  X  é  de  5  u.m.  é   15.     Pág.  181   6.   A   Lei   da   Procura   afirma   que   as   quantidades   procuradas   variam   na   ra-­‐ zão  inversa  dos  respetivos  preços.   7.   O  ponto  (520;  4)  significa  que  os  compradores  estão  dispostos  a  com-­‐ prar   520   unidades   do   bem   X   quando   o   seu   preço   for   de   4   euros;   já   o   ponto   (400;   10)   significa   que   os   compradores   estão   dispostos   a   com-­‐ prar  apenas  400  unidades  do  bem  X  quando  o  seu  preço  for  de  10  eu-­‐ ros.       Pode-­‐se  concluir  que  a  quantidade  procurada  varia  na  razão  inversa  do   preço  do  bem.     Pág.  182   8.   Cinco  dos  fatores  que  podem  influenciar  a  procura  (mantendo-­‐se  tudo   o  resto  constante)  podem  ser:   • o  rendimento  dos  compradores;   • a  política  de  crédito  que  vigora  no  mercado;   • os  gostos  dos  compradores;   • o  preço  dos  bens  complementares  ou  substitutos;   • a  demografia.   9.   A  variação  ao  longo  da  curva  da  procura  representa  alterações  das  in-­‐ tenções   de   compra   resultantes   de   alterações   do   preço   do   bem.   De   fac-­‐ to,   as   quantidades   procuradas   dependem   do   preço   do   bem   (mantendo-­‐se  tudo  o  resto  constante).  No  entanto,  quando  as  quanti-­‐ dades   procuradas   variam   por   alteração   de   outros   fatores   (sem   ser   o   preço),   já   haverá   lugar   a   novas   curvas   da   procura.   Por   exemplo,   se   o   rendimento  dos  compradores  aumentar,  os  compradores  poderão  es-­‐ tar  dispostos  a  comprar  mais  quantidade,  ao  mesmo  preço.     Pág.  183   10.     • Curva  P´´   • Curva  P´   • Curva  P´´   • Curva  P´     Pág.  185   11.   A  oferta  representa  o  comportamento  dos  produtores/vendedores  e   expressa-­‐se   pela   relação   direta   entre   o   preço   e   as   quantidades   ofe-­‐ recidas.   12.1   A  oferta  agregada  é  o  somatório  das  ofertas  individuais  para  um  de-­‐ terminado  preço.     12.2   O  valor  da  oferta  agregada  quando  o  preço  do  bem  X  é  de  5  u.m.  é  de   15  unidades.    

 

Pág.  186   13.   A  Lei  da  Oferta  afirma  que  as  quantidades  oferecidas  variam  na  razão   direta  dos  respetivos  preços.   14.   O  ponto  (420;  4)  significa  que  os  vendedores  estão  dispostos  a  vender   420  unidades  do  bem  X  quando  o  seu  preço  for  de  4  euros;  já  o  ponto   (600;   10)   significa   que   os   vendedores   estão   dispostos   a   vender   600   unidades  do  bem  X  quando  o  seu  preço  for  de  10  euros.       Pode-­‐se   concluir   que   a   quantidade   oferecida   varia   na   razão   direta   do   preço  do  bem.     Pág.  187   15.   Cinco   dos   fatores   que   podem   influenciar   a   oferta   (mantendo-­‐se   tudo   o   resto  constante)  podem  ser:   • os  custos  do  trabalho;   • os  custos  do  capital;   • impostos  sobre  a  produção;   • alterações  tecnológicas;   • aumento  do  número  de  empresas  no  mercado.     Pág.  188   16.     • Curva  O´   • Curva  O´´   • Curva  O´´     Pág.  191   17.1   O  equilíbrio  exige  que  as  quantidades  procuradas  e  oferecidas  sejam   iguais.  Então:  Qprocura  =  Qoferta  =  500  –  P  =  -­‐  100  +  P   Q  =  200   P  =  300   17.2   A  curva  da  procura  deslocar-­‐se-­‐á  para  a  direita  e  o  preço  aumentará.                                 Pág.  192   18.                                 Pág.  193   19.1   A   oferta,   reconhecendo   a   intenção   dos   compradores   de   comprar   mais  quantidade  do  bem  X  e  de  pagar  por  ele  um  preço  superior,  es-­‐ tará  disposta  a  produzir  mais.  Então,  a  curva  da  oferta  deslocar-­‐se-­‐á   para  a  direita,  o  que  fará,  a  prazo,  baixar  o  preço  do  bem  e  aumentar   a  quantidade  oferecida.    

95  

19.2                                 Pág.  194   20.   No  curto  prazo  e  mantendo-­‐se  tudo  o  resto  constante,  a  procura  des-­‐ locar-­‐se-­‐á  para  a  direita,  fazendo  com  que  o  preço  e  a  quantidade  au-­‐ mentem.   Isto   porque,   a   um   preço   mais   baixo,   os   potenciais   consumidores   vão   estar   mais   interessados   em   adquirir   quantidades   maiores   do   bem.   No   entanto,   dada   a   transparência   de   mercado   e   a   mobilidade   dos   fatores   produtivos,   novos   produtores   serão   atraídos   para  a  produção  desse  bem  que  está  a  dar  lucro.  Deste  modo,  no  mé-­‐ dio  prazo,  aumentando  a  oferta,  o  preço  terá  de  descer  para  escoar  o   excesso  de  produção.   21.   No  mercado  de  concorrência  perfeita,  o  mecanismo  de  mercado  corri-­‐ girá  qualquer  situação  de  desequilíbrio  para  um  novo  ponto  de  equilí-­‐ brio.  Por  isso,  qualquer  desequilíbrio  será  sempre  temporário  e  solúvel.     Pág.  195   22.   Liberdade  de  entrada  no  mercado  –  o  mercado  de  concorrência  perfei-­‐ ta  pressupõe  que  todos  os  produtores  se  possam  instalar  no  mercado  e   que  os  consumidores  sejam  livres  de  adquirir  os  bens  que  desejarem.  O   livre   funcionamento   do   mercado   afasta,   portanto,   a   intervenção   de   qualquer  outro  agente  que  possa  perturbar  o  livre  jogo  procura/oferta.   Atomicidade   –   para   que   nenhum   dos   intervenientes   no   mercado   possa   ter  influência  sobre  o  preço,  é  necessário  que,  tanto  do  lado  da  oferta   como  da  procura,  haja  múltiplas  pequenas  unidades.   Transparência   do   mercado   –   todos   os   agentes   económicos   deverão   ter   a  informação  necessária  sobre  o  funcionamento  do  mercado  para  de-­‐ cidirem  racionalmente.   Mobilidade  dos  fatores  produtivos  –  os  produtores  deverão  poder  alo-­‐ car   os   fatores   produtivos   à   produção   que   lhes   parecer   mais   convenien-­‐ te,  deslocando-­‐os  de  atividades  menos  lucrativas.     Homogeneidade   dos   bens   produzidos   –   é   por   causa   da   semelhança   en-­‐ tre  os  bens  produzidos  que  poderá  haver  concorrência.       Pág.  196   23.   Os   dois   tipos   de   mercados   podem   distinguir-­‐se,   essencialmente,   pelo   número   de   unidades   do   lado   da   oferta   e   pelo   tipo   de   bens   produzidos,   o  que  determina  diferentes  níveis  de  poder  sobre  a  fixação  dos  preços.   24.     o  

Mercados   Monopólio   Oligopólio  

N. compradores   muitos   muitos  

o  

N. vendedores   um   alguns  

Tipo  de  bens   homogéneos   homogéneos  

Poder  sobre   o  preço   total   bastante  

  Pág.  197   25.     o

o

Mercados  

N.   compradores  

N.     vendedores  

Tipo  de  bens  

Poder  sobre   o  preço  

Monopólio  

muitos  

um  

homogéneos  

total  

Concorrência   monopolística  

muitos  

muitos  

heterogéneos  

pouco  

26.   No  mercado  de  concorrência  perfeita,  o  preço  é  determinado  pelo  con-­‐ fronto  entre  oferta  e  procura.  Nos  mercados  de  concorrência  imperfei-­‐ ta   depende   do   número   de   unidades   do   lado   da   oferta:   no   mercado   monopolista,   o   poder   de   determinar   o   preço   é   total,   já   que   depende   unicamente  do  produtor;  no  mercado  oligopolista,  o  poder  é,  de  certo   modo,  concertado  entre  os  poucos  produtores;  no  mercado  de  concor-­‐ rência   monopolística,   dado   que   o   número   de   produtores   é   grande   mas   os  produtos  são  diferenciados,  o  poder  de  determinar  o  preço  é  pouco.   27.   A  concentração  empresarial  é  o  agrupamento  de  várias  empresas  por   motivos   de   eficiência   (melhor   gestão,   economias   de   escala,   etc.)   ou   aquisição  de  poder  (fuga  à  concorrência),  por  exemplo.     Pág.  198   28.   A   concentração   empresarial   vertical   consiste   no   agrupamento   de   em-­‐ presas  que  percorram  a  produção  de  um  mesmo  bem;  já  a  concentra-­‐ ção  horizontal  consiste  no  agrupamento  de  empresas  do  mesmo  ramo   de  atividade.   29.   As  vantagens  para  os  produtores  têm  a  ver  com  a  possibilidade  da  no-­‐ va  empresa  ter  uma  gestão  mais  globalizante,  com  objetivos  mais  am-­‐ biciosos.  Do  ponto  de  vista  técnico,  poderá  haver  uma  melhor  gestão,   combinando   mais   eficientemente   os   fatores   produtivos,   obter   econo-­‐ mias   de   escala,   fixar   preços   mais   baixos,   etc.   Os   consumidores,   pelo   seu  lado,  poderão  beneficiar  de  melhores  produtos  a  preços  mais  bai-­‐ xos,   por   exemplo.   No   entanto,   tudo   dependerá   do   poder   que   a   nova   empresa  ou  grupo  económico  tiver  sobre  os  preços,  sendo  este  o  mai-­‐ or   inconveniente   para   os   consumidores,   já   que   para   os   produtores   não   haverá  inconvenientes.     Pág.  199   30.   Uma  OPA  é  uma  estratégia  de  concentração  empresarial,  concretizada   por  uma  operação  financeira,  em  que  uma  empresa  oferece  aos  acio-­‐ nistas  de  outra,  cotada  em  Bolsa,  um  valor  superior  pelas  suas  ações.          

AVALIAÇÃO   Págs.  202  a  205     GRUPO  I   1.  B          2.  C          3.  D          4.  D          5.  A     GRUPO  II   1.1 Mercado   é   toda   a   situação   em   que   produtores/vendedores   e   compra-­‐ dores  interagem,  procurando  consenso  sobre  o  preço  e  a  quantidade   do  bem  que  desejam  transacionar.   1.2 Curva  A  –  curva  da  procura.   Curva  B  –  curva  da  oferta.   1.3                           1.4 Ponto  de  equilíbrio  é  o  ponto  em  que  produtores  e  consumidores  es-­‐ tão  dispostos  a  trocar  o  bem,  em  termos  de  preço  e  quantidade.    

96  

 

 

 

2.1   O  quadro  B.   2.2   A   Lei   da   Procura   estabelece   a   relação   inversa   entre   preços   e   quanti-­‐ dades.   2.3                                   2.4   O  ponto  de  equilíbrio  é:  Q  =  5;  P  =  20   2.5   A  curva  da  procura  do  bem  Y  deslocar-­‐se-­‐ia  para  a  direita.   2.6   Se   baixar   o   preço   de   um   bem   substituto,   os   consumidores   do   bem   Y   irão   desviar   a   sua   procura   para   o   bem   substituto,   diminuindo   a   procu-­‐ ra  de  Y.  A  nova  curva  da  procura  do  bem  Y  ficará  à  esquerda  da  curva   inicial.    

9.1   Fusão.   9.2   Fusão  é  o  processo  pelo  qual  diversas  empresas  se  juntam  (por  asso-­‐ ciação   ou   incorporação)   formando   uma   nova   empresa   com   melhor   gestão  dos  seus  recursos  e  mais  poder  sobre  o  mercado.   9.3   Porque  o  poder  que  a  nova  empresa  vai  ter  sobre  o  mercado  altera  as   regras  da  concorrência  perfeita.   9.4   Aquisições,  por  exemplo.  

3.1.   Na  oferta,  os  preços  e  as  quantidades  variam  no  mesmo  sentido.   3.2.   A   oferta   de   um   bem   pode   ser   influenciada   por   múltiplos   fatores   como   o  custo  dos  fatores  produtivos  ou  variações  climatéricas  que  alterem   as  quantidades  produzidas.   3.3.   A   Lei   da   Oferta   afirma   que   preços   e   quantidades   variam   numa   razão   direta.  

2.1   A  coluna  a  que  corresponde  a  procura  é  a  coluna  «Quantidades  A».   2.2   Porque  se  verifica  uma  relação  inversa  entre  preços  e  quantidades.   2.3   O   ponto   A   significa   que,   ao   preço   10,   os   consumidores   não   estão   inte-­‐ ressados   em   comprar   o   bem   X,   enquanto   que   os   produtores   estão   disponíveis  para  produzir  80  unidades.   O  ponto  C  significa  que,  ao  preço  6,  os  consumidores  estão  interessa-­‐ dos   em   comprar   40   unidades   do   bem   X   e   os   produtores   disponíveis   para  produzir  40  unidades.  É  o  ponto  de  equilíbrio.   O  ponto  E  significa  que,  ao  preço  2,  os  consumidores  estão  interessa-­‐ dos  em  comprar  80  unidades  do  bem  X,  enquanto  que  os  produtores   não  estão  disponíveis  para  produzir  o  bem  X.   2.4   Entre  os  pontos  C  e  E  há  excesso  de  procura.   2.5   Porque  corresponde  aos  preços  2  e  4  em  que  o  oferta  está  interessada   em  produzir  menos.   2.6   Há  excesso  de  oferta  nos  pontos  A  e  B.   2.7   Porque  aos  preços  de  8  e  10,  as  quantidades  oferecidas  são  superiores   às  procuradas.   2.8   É   o   ponto   C,   dado   que   produtores   e   consumidores   estão   de   acordo   quanto  ao  preço  e  quantidade.   2.9   A   Lei   da   Procura   afirma   que   preços   e   quantidades   variam   na   razão   inversa.   2.10   A  Lei  da  Oferta  afirma  que  preços  e  quantidades  variam  na  razão  dire-­‐ ta.   2.11   É  um  mercado  de  concorrência  perfeita.   2.12   Porque  nenhum  dos  agentes  económicos  tem  influência  sobre  o  pre-­‐ ço.  Este  é  determinado  por  ajustamentos  sucessivos  entre  as  quanti-­‐ dades  oferecidas  e  as  procuradas.  

4.  

No   curto   prazo,   quando   o   rendimento   disponível   dos   consumidores   bai-­‐ xa,   a   curva   da   procura   desloca-­‐se   para   a   esquerda   (ao   mesmo   preço,   os   consumidores  desejam  adquirir  quantidades  menores).  No  longo  prazo,   a  oferta  poderá  baixar  os  preços  de  modo  a  que  a  procura  seja  estimu-­‐ lada  para  comprar  mais,  equilibrando-­‐se  preços  e  quantidades.    

5.  

O  texto  do  economista  João  César  das  Neves  ressalta  a  importância  da   peça  central  do  mecanismo  de  mercado  –  o  preço.  É  através  da  variá-­‐ vel  «preço»  que  se  ajustam,  no  mercado,  as  quantidades  procuradas  e   oferecidas,   até   se   atingior   o   equilíbrio,   isto   é:   até   que   produtores   e   compradores  cheguem  a  acordo.  Mexer  nos  preços  é,  por  isso,  inter-­‐ ferir  no  normal  funcionamento  do  mercado.   (A)   Quando   baixa   o   preço   de   um   bem   substituto,   a   procura   do   bem   de   referência  desce.   (B)   Quando  o  preço  de  um  bem  aumenta,  a  oferta  desse  bem  tende   a  aumentar.   (D)   Quando  sobem  os  custos  de  produção,  a  oferta  do  bem  produzi-­‐ do  diminui.   (E)   Um  mau  ano  agrícola  faz  deslocar  a  curva  da  oferta  para  a  esquerda.  

6.  

7.1   Porque  se  os  bens  foram  diferenciados  não  haverá  competição  entre   as  empresas,  dado  que  cada  uma  terá  o  seu  mercado  formado  pelos   consumidores  do  seu  bem.     7.2   Atomicidade  e  transparência,  isto  é,  informação  sobre  o  funcionamen-­‐ to  do  mercado.   8.  

 

  Tipos  de   mercado  

Número  de   compradores  

Número  de   vendedores  

Concorrência   perfeita  

muitos  

muitos  

Monopólio  

muitos  

Tipo  de  bens   Poder  sobre  o   transacionados   preço   homogéneos  

nulo  

um  

um  

total   bastante   pouco  

Oligopólio  

muitos  

alguns  

pouco     diferenciados  

Concorrência   monopolística  

muitos  

muitos  

diferenciados  

10.1   Fusões  e  aquisições.   10.2   A  fusão  consiste  no  agrupamento  negociado  de  empresas;  já  as  aqui-­‐ sições  caracterizam-­‐se  por  resultarem  de  operações  públicas  de  com-­‐ pra,  por  vezes  hostis.   10.3   Uma   OPA   é   uma   situação   em   que   uma   empresa   se   propõe   comprar   outra.        

ECONOMIA  APLICADA   Págs.  206  e  207   1.     Figura  A  –  corresponde  a  (C).   Figura  B  –  corresponde  a  (D).   Figura  C  –  corresponde  a  (B).   Figura  D  –  corresponde  a  (A).  

3.1   48  –  6P  =  -­‐8  +  2P   P  =  7   Q  =  6   3.2   Ponto  1  =  (quantidade  =  4;  preço  =  9)  porque  é  um  ponto  da  nova  cur-­‐ va  da  oferta  que  se  deslocou  para  a  esquerda.   3.3   Ponto   4   =   (quantidade   =   3;   preço   =   7,5)   porque   corresponde   a   uma   nova  curva  da  procura  que  se  deslocou  para  a  esquerda.   4.1   É  um  mercado  oligopolístico.   4.2   Porque  o  poder  sobre  o  preço  é  grande,  não  resultando  do  livre  jogo   entre  a  oferta  a  procura.   5.1   A  procura  aumentou,  deslocando-­‐se  para  a  direita.   5.2   A  oferta,  no  curto  prazo,  não  consegue  adaptar-­‐se  às  novas  solicitações   da  procura,  pelo  que  aumentarão  os  preços.  No  longo  prazo,  a  produção   poderá  aumentar  e  dar  origem  a  uma  nova  situação  de  equilíbrio.      

97  

5.3   A   descida   dos   impostos   pode   constituir   um   estímulo   ao   crescimento   económico  porque  permite  que  as  empresas  produzam  mais  e  criem   mais  emprego.  Com  esse  novo  emprego  haverá  mais  rendimento  dis-­‐ tribuído  e,  por  consequência,  mais  procura,  estimulando  toda  a  ativi-­‐ dade  económica.   6.1   Uma  OPA  consiste  na  aquisição  de  uma  empresa  por  outra  mais  forte   por  intermédio  de  uma  oferta  pública  de  aquisição.   6.2   Uma   das   vantagens   poderá   ser   a   nova   empresa   ser   mais   forte,   mais   competitiva,  promovendo  melhores  preços  e  mais  qualidade.  Um  dos   inconvenientes  poderá  ser  um  controlo  excessivo  sobre  o  mercado.  

10.1 Os  países  da   UE-­‐27   com  custos  da  hora  de  trabalho  inferiores  a  Portu-­‐ gal  são:  Malta,  República  Checa,  Eslováquia,  Estónia,  Hungria,  Polónia,   Letónia,  Lituânia,  Roménia  e  Bulgária.   10.2 Em  Portugal,  o  custo  da  hora  de  trabalho  é  inferior  a  15  euros,  inferior   à  média  dos  27  países  da  UE  que  é  cerca  de  23  euros  e  inferior  à  mé-­‐ dia  dos  países  da  Zona  Euro  que  atinge  cerca  de  28  euros.    

 

  Pág.  214   12.1 Em   2012,   a   proporção   dos   salários   (a   fatia   dos   salários)   no   total   do   rendimento  não  chegava  a  atingir  50%  (era  49,74%).   12.2 Entre   1995   e   2010,   a   percentagem   do   fator   trabalho   (remunera-­‐ ções/salários)   no   rendimento   subiu   sempre,   atingindo   em   2010   50,26%   do   rendimento.   Porém,   em   2011   e   2012   essa   proporção   no   rendimento   vem-­‐se   reduzindo.   Essa   descida   tem   a   ver,   entre   outras,   com  o  aumento  do  desemprego  e  precarização  dos  trabalhadores  que   origina  a  descida  dos  salários.  

   

UNIDADE  6  –  RENDIMENTO  E  REPARTIÇÃO  DOS     RENDIMENTOS   QUESTÕES  

  Pág.  210   1. Conserva   de   peixe   (satisfaz   necessidades   alimentares);   vestuário   (satis-­‐ faz  necessidades  de  vestuário);  papel  (satisfaz  necessidades  de  comuni-­‐ cação,  educação,  …);  gasolina  (satisfaz  necessidades  energéticas).     Pág.  211   2. Fator  trabalho  (salários):  75  000/104  000  x  100  =  72,11%     Fator  capital  =  100,00%  –  72,11%  =  27,89%  

 

  Pág.  212   3.1 Em  2008:  426,00  –  403,00/403,00  x  100  =  5,70%   Em  2009:  450,00  –  426,00/426,00  x  100  =  5,63%   Em  2010:  475,00  –  450,00/450,00  x  100  =  5,55%   Em  2011:  485,00  –  475,00/475,00  x  100  =  2,10%   Em  2012:  485,00  –  485,00/485,00  x  100  =  0,00%   3.2 A  RMMG  é  muito  importante  porque  permite  aos  trabalhadores  que   têm   menores   qualificações   terem   uma   remuneração   mínima   que   permita  a  satisfação  das  necessidades  básicas  e,  simultaneamente  ser   uma   referência   para   todas   as   categorias   profissionais   e   para   o   RSI   (Rendimento  Social  de  Inserção).   4.1 Enquanto   em   2009,   8,1%   dos   trabalhadores   recebiam   a   RMMG,   em   2010  já  eram  9,4%  e,  em  2011,  em  cada  100  trabalhadores  10,9  rece-­‐ biam  a  RMMG.   4.2 A   percentagem   de   trabalhadores   abrangidos   pela   RMMMG   sobe   sem-­‐ pre,   ou   seja,   há   uma   subida   da   proporção   de   trabalhadores   abrangi-­‐ dos  pela  RMMG  no  período  considerado.   4.3 Como   as   mulheres   trabalham   maioritariamente   em   setores   conside-­‐ rados  tradicionais  femininos  como  limpezas,  restauração,  têxteis,  ves-­‐ tuário  e  calçado,  esses  setores  são  os  que  pagam  salários  mais  baixos   e  muitos  deles  o  salário  mínimo  (RMMG).  A  sociedade  tradicional  con-­‐ sidera   que   os   salários   das   mulheres   são   os   complementos   dos   dos   homens  e  não  o  de  pessoas  autónomas.   5.

O  salário  mínimo  nacional  (atualmente  denominado  RMMG)  constitui   uma  referência,  pois  é  a  partir  desse  valor  que  se  negoceiam  os  salá-­‐ rios  das  outras  categorias  profissionais.  

  Pág.  213   6. Renda  é  o  rendimento  das  pessoas  que  possuem  terras,  andares,  ar-­‐ mazéns   e   outras   instalações   e   que   as   arrendam,   ou   seja,   é   o   rendi-­‐ mento  que  auferem  os  proprietários.  

98  

7.

Juro   é   o   rendimento   que   auferem   as   pessoas   que   detêm   capital   (capi-­‐ talistas)  e  concedem  empréstimos.  

8.

5000  euros  x  0,015  x  1  =  75  euros  

9.

Lucro  constitui  a  remuneração  das  pessoas  que  detêm  empresas.  De-­‐ termina-­‐se  subtraindo  ao  preço  de  venda  o  preço  de  custo.  

 

11

Repartição   funcional   dos   rendimentos   é   a   repartição   dos   rendimentos   pelos  fatores  de  produção:  força  de  trabalho  (salários)  e  capital  (juros,   rendas  e  lucros),  permitindo  analisar  a  proporção  (%)  do  rendimento   que  cabe  a  cada  fator  de  produção.  

  Pág.  215   13. Repartição  pessoal  do  rendimento  consiste  na  repartição  do  rendimento   pelas   pessoas   que   constituem   a   comunidade,   permitindo   analisar   as   de-­‐ sigualdades   na   repartição   do   rendimento   pelas   famílias   (mesmo   que   se-­‐ jam  constituídas  por  um  único  elemento).   14.1 Se   um   homem   ganhar   1000   euros   por   mês,   uma   mulher,   tendo   em   conta  a  disparidade  salarial  média  de  16,4%,  ganhará  menos  164  eu-­‐ ros  (1000  x  16,4/100  =  164  euros).  Deste  modo,  uma  mulher  ganhará   1000  euros  –  164  euros  =  836  euros.   14.2 A  pesquisar  nos  sites  da  CITE,  CIG,  http://ec.europa.eu/justice/gender-­‐ equality/document/index_en.htm#h2-­‐7  ,  CGTP,  por  exemplo.   14.3 Três   fatores   poderão   ser,   entre   outros,   propriedade   dos   meios   de   produção,  nível  educacional  e  ramo  de  atividade.     Pág.  216   15. A  região  onde  se  trabalha  pode  originar  desigualdades  sociais  uma  vez   que  em  Portugal  (Continente)  as  remunerações  médias  mensais  variam   a entre   €1153,   a   mais   alta   (Lisboa),   €917   (Setúbal,   a   2.   mais   alta),   €854   a (Coimbra,  a  3.  mais  alta)  até  €692  (Guarda,  a  mais  baixa  do  continente).     Pág.  217   16. Enquanto  o  salário  nominal  corresponde  ao  que  o  trabalhador  ganha   pelo  trabalho  prestado,  o  salário  real  é  a  quantidade  de  bens  e  servi-­‐ ços  que  o  trabalhador  pode  comprar  com  o  salário  nominal  (o  poder   de  compra  do  trabalhador).   17. O  salário  real  em  2010  aumentou  porque  os  salários  nominais  aumen-­‐ taram   4,7%   e   os   preços   1,4%.   Em   2011,   os   salários   reais   desceram   porque  os  salários  nominais  aumentaram  menos  do  que  a  inflação.     Pág.  218   18.1 Em   Portugal   em   média,   em   2011,   cada   pessoa   auferia   um   rendimento   de  18  912,40  euros.   18.2 A  evolução  do  rendimento  nacional  bruto  per  capita  sofre  oscilações   entre  2007  e  2011:  aumenta  de  2007  para  2008;  diminui  de  2008  para   2009,  volta  a  aumentar  de  2009  para  2010  e  de  2010  para  2011  sofre   de  novo  uma  redução.     Pág.  219   19.1 Em  Portugal,  em  2011,  em  média,  cada  pessoa  auferia  um  rendimento   de  11  046  dólares  PPC  (Paridades  do  Poder  de  compra,  ou  seja  o  que  1   dólar  pode  comprar  nos  diferentes  países).   19.2 Ao   ser   uma   média   o   rendimento   per   capita   encobre   as   desigualdades   sociais,   de   género,   regionais;   não  contempla   a   economia   informal,   o   au-­‐ toconsumo;  não  identifica  a  natureza  da  riqueza,  por  exemplo,  e  não  in-­‐ tegra  outras  dimensões  para  além  da  económica.      

20.   O   IDH,   Índice   de   Desenvolvimento   Humano,   é   um   indicador   composto   que  integra  as  dimensões  económica,  sociocultural  e  demográfica,  supe-­‐ rando  o  rendimento  per  capita  que  apenas  contempla  a  dimensão  eco-­‐ nómica.   21.   Portugal  no  conjunto  dos  8  países  representados  no  quadro  apresen-­‐ ta-­‐se  no  penúltimo  lugar  no  que  se  refere  ao  IDH.  Encontra-­‐se  adiante   da   Roménia   que   apresenta   uma   esperança   de   vida   à   nascença   mais   baixa  do  que  Portugal,  bem  como  um  rendimento  per  capita  mais  re-­‐ duzido.  Porém  no  que  respeita  à  média  de  anos  de  escolaridade,  Por-­‐ tugal  é  o  país  com  piores  resultados,  ou  seja,  com  uma  média  de  anos   de  escolaridade  de  7,7  anos  enquanto  todos  os  outros  têm  10  ou  mais   anos  de  escolaridade.  Em  relação  à  Polónia  (com  melhor  IDH),  Portu-­‐ gal  embora  tenha  um  rendimento   per  capita  e  uma  esperança  de  vida   superiores,  apresenta  uma  média  de  anos  de  escolaridade  mais  baixa.   Podemos  concluir  que  uma  das  limitações  de  Portugal  é  o  baixo  nível   educacional.     Pág.  221   22.   Em  2010,  Portugal  apresentava  um  índice  de  Gini  de  33,7,  o  que  evi-­‐ dencia  desigualdade  na  repartição  dos  rendimentos,  pois  este  indica-­‐ dor   de   desigualdade   quanto   mais   distante   de   zero   estiver   evidencia   maior   desigualdade,   pois   está-­‐se   mais   distante   da   diagonal   que   repre-­‐ senta  a  igualdade  absoluta.   23.   Portugal  regista  sempre  uma  maior  desigualdade  do  que  a  média  dos   países   da   UE,   no   período   considerado,   porque   o   valor   do   índice   de   Gi-­‐ ni  registado  por  Portugal  é  sempre  superior  ao  da  média  dos  países  da   UE.     Pág.  225   24.   Em  2012,  903,7/2919,8  x  100  =  30,95%   Os   impostos   diretos   representam   30,95%   dos   impostos   cobrados   em   2012.   2016,1/2.919,8  x  100  =  69,05%   Os  impostos  indiretos  representam  69,05%  dos  impostos  cobrados  em   2012.   Conclui-­‐se   que   o   peso   dos   impostos   indiretos   no   total   dos   impostos   cobrados  é  muito  superior  ao  peso  dos  impostos  diretos.   25.   Peso  do  IVA,  1960,9/2.016,1  x  100  =  97,26%   Conclui-­‐se   que   o   IVA   representa   a   quase   totalidade   dos   impostos   indi-­‐ retos  cobrados  em  2012,  ou  seja,  em  cada  100  €  de  impostos  indiretos   cobrados  €97,26  são  provenientes  do  IVA.   26.   Enquanto   os   impostos   diretos   cobrados   decresceram   21,3%   entre   2011  e  2012,  os  impostos  indiretos,  cresceram  4,2%.     27.   Esta   situação   demonstra   que   a   redistribuição   dos   rendimentos   está   posta   em   causa   porque   o   principal   instrumento   fiscal   desta   política   redistributiva  são  os  impostos  diretos.     Pág.  226   28.1   O   subsídio   de   desemprego   permite   fazer   face   a   situações   inesperadas   em   que   as   pessoas   ficam   sem   receber   salário   por   estarem   impossibilita-­‐ das  de  exercer  a  sua  atividade  profissional.  Sem  salários,  as  pessoas  de-­‐ sempregadas   ficam   sem   possibilidade   de   satisfazerem   as   suas   necessidades  básicas;  no  entanto,  a  proteção  social  através  do  subsídio   de  desemprego,  divide  solidariamente  estes  prejuízos  por  todos  os  que   estão  a  receber  salários  e  pagam  ao  Estado  as  contribuições  sociais.   28.2   Janeiro  de  2012,   (334  184  –  317  118)  /  317  118  x  100  =  5,38%   Fevereiro  de  2012,   (351  959  –  334  184)  /  334.184  x  100  =  5,31%   Março  de  2012,  (360  174  –  351  959)  /  351  959  x  100  =  2,33%   O   número   de   beneficiários   do   subsídio   de   desemprego   tem   vindo   sempre  a  crescer  todos  os  meses  o  que  se  revela  preocupante,  pois  é   sintoma  de  aumento  do  desemprego.       Pág.  227   29.1 A  Segurança  Social  permite  que  as  pessoas  com  maiores  dificuldades   sociais  tenham   acesso   a   meios   que   lhes   permitam   satisfazer   as   neces-­‐ sidades  básicas.  

 

29.2 Exemplos   de   prestações   sociais:   pensões,   subsídios   de   desemprego,   abono  de  família,  RSI,  etc.   30. O   abono   de   família   pela   sua   enorme   abrangência   (1   170   387)   reveste-­‐   -­‐se   de   enorme   importância,   pois   permite   fazer   face   a   despesas   com   crianças  e  jovens  em  idade  escolar,  proporcionar  uma  vida  digna  em   que  possam  satisfazer  as  suas  necessidades  de  saúde,  educação  e  ali-­‐ mentação,  por  exemplo.     31. As   verbas   da   Segurança   Social   provêm   das   contribuições   sociais   (tra-­‐ balhadores  e  empresas),  das  transferências  do  Estado  e  de  outras  re-­‐ ceitas.   32. Outras  despesas  sociais  relevantes  são:   as  despesas  com  as  pensões,   subsídios  do  desemprego  e  assistência  médica,  por  exemplo.   33. A  despesa  com  a   saúde  é  fundamental   pois  permite  aumentar  a  quali-­‐ dade  de  vida  e  promover  o  desenvolvimento  da  sociedade.     34. O  Estado  obtém  as  suas  receitas  fundamentalmente  através  da  cobran-­‐ ça  de  impostos.   35.1 Os  grupos  etários  com  maior  número  de  beneficiários  são:  os  menores   de  18  anos  (de  longe  o  de  maior  dimensão);  entre  os  40  e  44  anos;  en-­‐ tre  os  35  e  os  39  anos;  e  entre  os  45  e  os  49  anos.   35.2 123  939  /  329  272  (total  de  beneficiários)  x  100  =  37,64%   35.3  As  crianças  e  os  jovens  (menores  de  18  anos)  representam  37,64%  do   total  de  beneficiários,  constituindo,  assim,  o  grupo  etário  que  mais  so-­‐ fre   a   pobreza   porque   representam   a   maior   fatia   de   beneficiários   do   Rendimento  Social  de  Inserção  (RSI).   36. O   RSI   destina-­‐se   às   pessoas   que   vivem   situações   de   maior   pobreza   e   permite-­‐lhes   a   satisfação   de   necessidades   básicas,   além   de   uma   ajuda   para  a  sua  integração  social  e  profissional.     Pág.  228   37.1 Entre   2007   e   2011,   o   rendimento   disponível   dos   particulares   sofreu   oscilações:  cresceu  em  2007  e  2008,  decresceu  em  2009,  voltou  a  su-­‐ bir  em  2010,  mas  em  2011  decresceu  de  novo.   37.2 A  descida  do  rendimento  disponível  dos  particulares  em  2011  deveu-­‐   -­‐se   à   redução   das   remunerações   do   trabalho   (salários   e   ordenados),   das  transferências  internas  e  das  contribuições  sociais.     Pág.  229   38.1 Em  2010,  (15  877,6  –  15  311,5)  /  15  311,5  x  100  =  3,69%   Em  2011,  (15  758,7  –  15  877,6)  /  15  877,6  x  100  =  -­‐  0,74%   38.2   Três   consequências   poderão   ser,   entre   outras,   a   descida   do   nível   de   vida  e  qualidade  de  vida  das  pessoas,  o  aumento  da  pobreza  e  da  ex-­‐ clusão  social  e  um  retrocesso  no  desenvolvimento  do  país.     Pág.  230   39. A  Zona  Euro  está  a  empobrecer  porque  se  o  rendimento  nacional  bru-­‐ to  por  habitante,  em  2007,  era  100,  em  2012,  é  inferior  a  100  em  qua-­‐ se  todos  os  países  da  Zona  Euro  com  exceção  da  Alemanha,  da  Áustria   e  de  Chipre,  países  onde  cresceu,  pois  o  valor  é  superior  a  100.     Pág.  231   40.1 Os  países  com  um  PIB  per  capita  superior  à  média  da  UE-­‐27  são:  Bélgi-­‐ ca,  Dinamarca,  Alemanha,  Irlanda,  França,  Luxemburgo,  Holanda,  Áus-­‐ tria,   Finlândia,   Suécia,   Reino   Unido   (da   UE-­‐27;   e   fora   da   UE:   EUA   e   Japão).   40.2 Portugal  é  dos  países  com  mais  baixo  PIB  per  capita  no  contexto  dos   países   representados.   Apenas   alguns   países   da   Europa   Central   e   de   Leste  é  que  apresentam  valores  semelhantes  ou  inferiores  aos  de  Por-­‐ tugal.     Pág.  232   41.1 O   grupo   etário   e   o   género   mais   afetados   pelo   desemprego   na  UE-­‐27   e   na  Zona  Euro  são  os  jovens  e  as  mulheres  e  em  Portugal  são  os  jovens   e  os  homens.   41.2 Os   países   com   uma   taxa   de   desemprego   superior   à   média   da   UE-­‐27   são:   Eslováquia,   Espanha,   Estónia,   Grécia,   Irlanda,   Portugal,   Bulgária,   Hungria,  Letónia  e  Lituânia.    

99  

41.3 Portugal   apresenta   uma   das   taxas   mais   elevadas   de   desemprego   no   a contexto  dos  países  da   UE-­‐27,  a  3.  mais  elevada  a  seguir  à  Espanha  e   à  Grécia   42.1   Os   países   onde   mais   de   metade   da   população   não   conseguia   pagar   uma   semana   de   férias   fora   do   seu   domicílio,   em   2010,   são   Portugal,   Malta,  Bulgária,  Hungria,  Eslováquia,  Polónia,  Lituânia,  Letónia  e  Estó-­‐ nia.   42.2   Portugal   no   contexto   dos   países   da   UE-­‐27   só   encontra   uma   situação   semelhante  em  Malta  e  em  países  da  Europa  Central  e  do  Leste.     Pág.  233   43.1 As  regiões  com  uma  remuneração  média  mensal  base  superior  à  mé-­‐ dia  nacional  (€900)  são  apenas  as  de  Lisboa  e  de  Setúbal.   43.2 As  regiões  com  uma  remuneração  média  mensal  base  inferior  à  média   nacional  (€900)  são  todas  com  exceção  das  de  Lisboa  e  de  Setúbal.   43.3 Podemos  concluir  que  existe  uma  discrepância  entre  Lisboa  e  todas  as   outras  regiões,  pois  mesmo  na  de  Setúbal  encontra-­‐se  uma  diferença   de  €236  na  remuneração  média  mensal  em  relação  à  de  Lisboa.   44.1   São  os  distritos  de:  Beja,  Bragança,  Coimbra,  Lisboa,  Portalegre  e  Setú-­‐ bal.   45.1 Por  exemplo,  na  região  de  Lisboa,  por  cada  100  pessoas  ativas  existem   16,5  pessoas  desempregadas.   45.2 As   3   regiões   com   maior   taxa   de   desemprego   são:   Algarve,   Lisboa   e   Madeira.   45.3 A  taxa  de  desemprego  é  muito  elevada  em  todas  as  regiões,  sendo  a   região  Centro  a  que  apresenta  uma  taxa  menos  elevada.     Pág.  234   46.1 As   atividades   económicas   com   remunerações   superiores   a   1000   euros   são:  eletricidade,  gás;  captação,  tratamento,  despoluição;  transportes   e  armazenagem;  atividades  de  informação  e  comunicação;  atividades   financeiras   e   seguros;   atividades   imobiliárias;   atividades   consultado-­‐ ria,  científicas  e  técnicas;  educação;  atividades  artísticas,  espetáculos,   desporto  e  recreativas.   46.2 As   atividades   económicas   com   maior   percentagem   de   trabalhadores   abrangidos   pela   RMMG   são:   as   atividades   imobiliárias;   alojamento,   restauração   e   similares;   comércio   e   reparação   de   veículos   automó-­‐ veis;  eletricidade,  gás;  e  indústrias  extrativas.   46.3 As  atividades  que,  em  geral,  apresentam  maior  percentagem  de  traba-­‐ lhadores  abrangidos  pela  RMMG  são  as  que  não  exigem  grandes  inves-­‐ timentos  e  utilizam  recursos  humanos  com  menos  qualificações.   47.1 Percentagem  de  mulheres  nas:  

• Pensões  de  invalidez:  139  220  /  282  361  x  100  =  49,30%   • Pensões  de  velhice:  1  036  960  /  1  960  510  x  100  =  52,89%   • Pensões  de  sobrevivência:  576  453  /  705  860  x  100  =  81,66%   47.2 Em  relação  às  pensões  de  invalidez  as  mulheres  representam  pratica-­‐ mente  metade  das  pessoas  abrangidas,  mas  em  relação  às  pensões  de   velhice   representam   mais   de   metade   porque   têm   uma   esperança   de   vida  mais  elevada  do  que  os  homens  e  em  relação  às  pensões  de  so-­‐ brevivência   representam   a   esmagadora   maioria   porque   as   mulheres   também   são   as   pessoas   que   maioritariamente   vivem   situações   de   viu-­‐ vez  devido  à  sua  maior  longevidade.     Pág.  235   48.1 O   grupo   etário   de   45   anos   e   mais   também   representa   uma   elevada   percentagem  de  indivíduos  desempregados  que,  devido  à  idade  terão   maior   dificuldade   em   encontrar   emprego   e   em   se   requalificarem.   As   mulheres  são  maioritárias  na  situação  de  desemprego  nos  grupos  etá-­‐ rios  dos  25  aos  34  anos  e  dos  35  aos  44  anos,  correspondendo  à  idade   em  que  têm  crianças,  demonstrando  uma  penalização  da  maternida-­‐ de,  quando  esta  é  uma  função  social.   49.1 Algumas   consequências   são,   entre   outras,   maiores   discriminações,   subalternização,  menor  autonomia,  menor  escolha,  maior  precarieda-­‐ de,  maior  pobreza,  pensões  mais  baixas  no  futuro.        

100  

 

AVALIAÇÃO   Págs.  238  a  241     Grupo  I     1.  B      2.  A      3.  A      4.  B      5.  D     Grupo  II   1.1   (em  milhares  de  unidades  monetárias)   Famílias  

Salários  

Juros  

Rendas  

Lucros  

A  

800  

 

 

 

Total   800  

B  

 

500  

800  

2000  

3300  

C  

1200  

200  

100  

100  

1600  

D  

1300  

120  

 

 

1420  

Rendimento   Nacional  

3300  

820  

900  

2100  

7120  

1.2 A   repartição   funcional   dos   rendimentos   consiste   na   repartição   dos   rendimentos  pelos  fatores  de  produção  (capital  e  trabalho).   3300  u.m.   1.3 —————————    x  100  =  46,34%   7120  u.m.   1.4 A  repartição  pessoal  do  rendimento  diz  respeito  à  repartição  dos  ren-­‐ dimentos  pelas  famílias.  Neste  exemplo  existem  desigualdades  na  re-­‐ partição  dos  rendimentos.  Enquanto  a  Família  A  tem  um  rendimento   de   800   unidades   monetárias,   a   Família   B   recebe   3300   u.m.   Por   sua   vez,  as  Famílias  C  e  D  auferem  1600  e  1420  u.m.,  respetivamente.   2.1  Enquanto  o  salário  nominal  é  a  quantidade  de  dinheiro  que  o  trabalha-­‐ dor   recebe   pelo   trabalho   prestado,   o   salário   real   corresponde   à   quan-­‐ tidade  de  bens  e  serviços  que  o  trabalhador  consegue  adquirir  com  o   salário  nominal.  Corresponde  ao  poder  de  compra  dos  trabalhadores.   2.2  Para  que  os  trabalhadores  mantivessem  o  poder  de  compra  em  2012  e   em   2013,   o   aumento   dos   salários   nominais   deveriam   ser   igual   ao   do   Índice   Harmonizado   de   Preços   no   Consumidor   em   Portugal,   respeti-­‐ vamente,  3,0%  e  1,1%.   3.1   O   país   Z   é   aquele   onde   existem   maiores   desigualdades   na   repartição   dos  rendimentos,  seguido  país  Y.  O  país  X  é  o  que  apresenta  a  menor   desigualdade  na  distribuição  dos  rendimentos.     3.2   A   linha   diagonal   representa   a   igualdade   absoluta   –   20%   da   população   recebe  20%  do  rendimento,  30%  da  população  recebe  30%  do  rendi-­‐ mento,  50%  da  população  recebe  50%  do  rendimento,  80%  da  popu-­‐ lação  recebe  80%  do  rendimento,  etc.   3.3   Fontes   de   desigualdade   na   distribuição   dos   rendimentos   poderão   ser,   entre   outras,   o   nível   educacional,   o   grau   de   formação   profissional,   o   género  e  a  propriedade  privada  dos  meios  de  produção.   4.1   12  000/4  000  =  3   O  leque  salarial  era  de  1  para  3  em  1975.   4.2   O  valor  do  salário  mais  elevado  triplicava  o  valor  do  salário  mínimo  em   1975.   4.3   Os  alunos  irão  pesquisar.   4.4   Os  alunos  concluirão  que  o  teto  salarial  hoje  em  dia  é  muito  superior   ao  verificado  em  1975.   5.1   As   finalidades   da   redistribuição   dos   rendimentos   são   a   redução   das   assimetrias  da  repartição  primária  dos  rendimentos.   5.2   As   políticas   de   redistribuição   dos   rendimentos   integram   as   políticas   fiscais  e  as  políticas  sociais.   5.3   Por   exemplo,   as   políticas   fiscais   traduzem-­‐se   na   criação   de   impostos   sobre   os   rendimentos   ou   sobre   bens   e   serviços.   Geralmente,   os   im-­‐ postos   diretos   apresentam   taxas   progressivas   (os   rendimentos   mais   elevados   estão   sujeitos   a   taxas   mais   altas)   a   fim   de   se   reduzirem   as   desigualdades   sociais   e   de   o   Estado   arrecadar   mais   receitas   para   fazer   face  às  despesas  sociais.    

 

6.1   Transferências   sociais   são,   por   exemplo,   o   pagamento   de   pensões,   subsídio  de  desemprego  ou  abono  de  família.   6.2   O  risco  de  pobreza  reduziu-­‐se  entre  2007  e  2008,  isto  é,  a  proporção   de  indivíduos  com  um  rendimento  equivalente  abaixo  do  limiar  de  ris-­‐ co  de  pobreza  passou  de  18,5%  para  17,9%.  (O  limiar  de  risco  de  po-­‐ breza  corresponde  a  60%  do  rendimento  nacional  mediano  por  adulto   equivalente.   O   valor   mediano   separa   a   metade   inferior   da   amostra   da   metade  superior.)   6.3   Os  grupos  etários  com  maior  taxa  de  risco  de  pobreza  após  as  transfe-­‐ rências   sociais   nos   três   anos   considerados   são:   o   de   0   a   17   anos,   se-­‐ guido   dos   idosos   (65   anos   e   mais).   O   grupo   das   pessoas   adultas   é   o   que   apresenta   menor   taxa   de   risco   de   pobreza   por   corresponder   às   pessoas  em  idade  ativa.   6.4   As  políticas  sociais  são  de  grande  importância  na  redução  das  desigual-­‐ dades  sociais  e  ao  garantirem  às  pessoas  mais  desfavorecidas  o  acesso  a   meios  que  lhes  permitirão  a  satisfação  de  necessidades  básicas,  a  igual-­‐ dade  de  oportunidades  e  prevenir  situações  de  pobreza  ou  de  exclusão.   7.1 Rendimento   disponível   dos   particulares   =   salários   +   rendimentos   de   empresas   e   propriedade   +   transferências   internas   +   transferências   ex-­‐ ternas  –  impostos  diretos  –  contribuições  para  a  Segurança  Social.   7.2 O   rendimento   disponível   dos   particulares   é   aplicado   no   consumo   e   na   poupança.   8.1   Prestação  social  é  uma  transferência  do  Estado  para  um  indivíduo  ou   família  em  função  de  um  risco  social.  São  exemplos  de  prestações  so-­‐ ciais   os   abonos   de   família,   o   RSI   (Rendimento   Social   de   Inserção),   as   pensões  e  o  subsídio  de  desemprego.   8.2   Entre  janeiro  de  2009  e  dezembro  de  2011,  as  contribuições  e  quoti-­‐ zações   sociais   tiveram   sempre   uma   variação   positiva   em   relação   ao   mesmo   mês   do   ano   anterior,   embora   com   oscilações   ao   longo   deste   período  (cresceram  sempre,  embora  com  ritmos  diferentes).  Entre  de-­‐ zembro  de  2011  e  maio  de  2012  as  contribuições  e  quotizações  sociais   sofrem   variações   negativas,   isto   é,   decrescem   em   relação   ao   mesmo   mês  do  ano  anterior.   8.3   Entre   janeiro   de   2009   e   janeiro   de   2011,   as   prestações   sociais   tiveram   sempre   uma   variação   positiva   em   relação   ao  mesmo   mês   do   ano   anterior   (cresceram   sempre   com   oscilações   e   a   ritmos   cada   vez   menores   desde   maio  de  2010).  Entre  janeiro  de  2011  e  dezembro  de  2011,  a  taxa  de  varia-­‐ ção   foi   negativa,   ou   seja,   o   montante   de   prestações   sociais   sofreu   uma   descida  em  relação  aos  mesmos  meses  do  ano  anterior,  neste  período.  En-­‐ tre  dezembro  de  2011  e  maio  de  2012  as  prestações  sociais  voltam  a  cres-­‐ cer  em  relação  aos  meses  homólogos  do  ano  anterior.   8.4   Podemos   concluir   que   a   situação   verificada   a   partir   de   dezembro   de   2010   em   que   as   taxas   de   variação   das   contribuições   e   quotizações   so-­‐ ciais  são  superiores  às  das  prestações  sociais  se  deve  a  uma  menor  in-­‐ tervenção   das   políticas   sociais   que   se   acentua   entre   janeiro   de   2011   e   dezembro   de   2011,   período   em   que   o   montante   de   prestações   sociais   sofreu  uma  descida.  Porém,  entre  dezembro  de  2011  e  maio  de  2012   as  prestações  sociais  voltam  a  crescer  em  relação  aos  meses  homólo-­‐ gos   do   ano   anterior   e   as   contribuições   e   quotizações   sociais   sofrem   variações  negativas  o  que  revela  que  houve  aumento  do  desemprego   causado  pelas  falências  de  empresas  o  que  originou,  por  um  lado  uma   descida   do   montante   das   contribuições   e   quotizações   sociais   e   uma   subida  das  prestações  sociais  devido  ao  crescente  pagamento  de  sub-­‐ sídio  de  desemprego.      

ECONOMIA  APLICADA   Págs.  242  e  243   1.1   PIB   per   capita   obtém-­‐se   dividindo   o   PIB   de   um   país   pela   população   total  residente  e  corresponde  ao  produto  médio  por  habitante.   1.2   O   Luxemburgo   é   o   país   da   UE-­‐27   que   apresenta   o   PIB   per   capita   mais   elevado  (índice  superior  a  250),  ou  seja,  mais  de  2,5  vezes  superior  ao  da   média  dos  países  da  UE-­‐27  (índice  100).  Acima  deste  valor  encontram-­‐se   além   do   Luxemburgo,   a   Holanda,   Irlanda,   Dinamarca,   Áustria,   Suécia,   Bélgica,   Alemanha,   Finlândia,   Reino   Unido,   França   e   Itália.   Espanha   e   Chipre  têm  um  PIB  per  capita  semelhante  ao  da  UE  a  27  (índice  100)  to-­‐ dos  os  restantes  países  incluindo  Portugal  apresentam  um  PIB  per  capita   inferior  ao  da  UE-­‐27  (índice  100),  ou  sejam,  índices  inferiores  a  100,  des-­‐

 

tacando-­‐se  a  Roménia  e  a  Bulgária  com  um  PIB  per  capita  menos  de  me-­‐ tade  da  média  da  UE-­‐27  (índice  inferior  a  50).   1.3   Portugal   no   contexto   dos   27   países   da   UE   detém   um   PIB   per   capita   inferior   ao   da   média   da   UE-­‐27   (índice   100),   atingindo   um   índice   de   cerca   de   80   (o   PIB   per   capita   de   Portugal   é   cerca   de   80%   do   da   média   da  UE-­‐27).     1.4   Os   13   países   com   um   PIB   per   capita   inferior   ao   da   média   da   UE-­‐27   necessitam   de   medidas   de   proteção   social,   entre   outras   medidas   de   política  económica,  a  fim  de  fomentar  a  coesão  social  na  UE  e  garantir   a  igualdade  de  oportunidades,  a  satisfação  das  necessidades  básicas  e   prevenir  situações  de  pobreza  e  de  exclusão  social.   2.1 Os   países   que   apresentam   maiores   taxas   de   desemprego   em   2011   foram:   Espanha,   Grécia,   Irlanda,   Portugal   e   França.   Em   2012   foram:   Espanha,  Grécia,  Portugal,  Irlanda  e  França.  Em  2013  foram:  Espanha,   Grécia,  Portugal,  Irlanda  e  França.   2.2 Em  geral,  os  países  que  apresentam  maiores  taxas  de  desemprego  são   os  que  apresentam  baixas  taxas  de  crescimento  do  PIB  ou  até  mesmo   descidas   do   PIB   (taxas   de   variação   negativas)   como   são   os   casos   de   Portugal,  Grécia  e  Espanha  (em  2012  e  2013).   2.3 Portugal   apresenta   uma   situação   muito   difícil,   pois   além   da   variação   do  PIB  neste  período  ser  negativa,  a  taxa  de  desemprego  mantém-­‐se   muito  elevada  e  foi  das  que  sofreu  um  maior  incremento.   2.4 Os   alunos   poderão   recorrer   aos   sites   indicados   na   componente   Mul-­‐ timédia.   3.1   Discriminação  salarial  consiste  no  facto  de  algumas  categorias  salariais   terem  salários  mais  baixos  do  que  outras.  Por  exemplo,  os  salários  das   mulheres  em  Portugal  são,  em  média,  18%  inferiores  ao  dos  homens.   3.2   Um  dos  fatores  que  pode  originar  desigualdades  sociais  é  o  género  e,   de  facto  como  é  referido  na  afirmação:  «É  essencialmente  nas  cama-­‐ das   mais   escolarizadas   da   população   feminina   que   a   discriminação     salarial   e   a   precariedade   contratual   mais   se   fazem   sentir»   o   que   evi-­‐ dencia   que   é   pelo   facto   de   se   ser   mulher   que   se   ganha   menos,   uma   vez   que   as   mulheres   com   maior   nível   educacional   sofrem   maiores   dis-­‐ criminações  no  trabalho.   3.3   Os   alunos   poderão   recorrer   aos   sites   indicados   na   componente   Mul-­‐ timédia.   4.1   Desigualdade   social   é   um   fenómeno   social   que   existe   em   todos   os   países  do  mundo,  embora  seja  mais  acentuada  nuns  do  que  noutros.   A  desigualdade  social  decorre  das  assimetrias  na  distribuição  dos  ren-­‐ dimentos  e  está  associada  à  pobreza  e  à  exclusão  social.  O  texto  ilus-­‐ tra  uma  situação  de  desigualdade  social  que  forçou  Amadou  Camarra   a  deixar  o  seu  país   de  origem  e  ir  para  França  onde  continua  a  viver   uma  situação  de  grande  pobreza  e  exclusão  uma  vez  que  «Apesar  de   ter   contactado   com   associações   que   apoiam   os   Menores   Isolados   e   Estrangeiros   (MIE)   em   Marselha,   ainda   não   conseguiu   alojamento   e   continua  a  pernoitar  na  estação  de  comboios,  com  roupas  e  uma  man-­‐ ta  disponibilizadas  pela  associação,  onde  passa  parte  dos  seus  dias  pa-­‐ ra  contactar  com  jovens  e  frequentar  um  curso  de  francês.»   4.2   Levar  os  alunos  a  concluir  que,  existem  grandes  desigualdades  sociais   e   que,   como   têm   as   necessidades   básicas   satisfeitas,   têm   objetivos   muito  diferentes  dos  de  Amadou  Camarra.   4.3   Os   alunos   poderão   recorrer   aos   sites   indicados   na   componente   Mul-­‐ timédia  e  efetuar  pesquisas  na  Câmara  Municipal,  na  Junta  de  Fregue-­‐ sia  e  junto  de  ONG.        

UNIDADE  7  –  POUPANÇA  E  INVESTIMENTO   QUESTÕES     Pág.  246   1.   Poupança  =  Rendimento  –  Consumo   Poupança  =  1600  –  1350  =  250  euros   2.1   Maior  crescimento  –  2005;  menor  crescimento  –  2011.   2.2   O   crescimento   da   taxa   de   poupança   em   2009,   atendendo   ao   decrés-­‐ cimo   do   rendimento   disponível   (–   0,4%)   só   pode   ser   explicado   pela   queda  acentuada  do  consumo  das  famílias  (–  4,3%).  

101  

Pág.  249   3.1   Investimento  2010  –  33  839  milhões  de  euros   2011  –  29  802  milhões  de  euros   4.  

Tendo   o   investimento   total   em   2011   diminuido   comparativamente   a   2010,   em   termos   nominais   e,   principalmente   em   valores   reais,   isso   significa  que  a  sociedade  não  aumentou  os  bens  de  produção  de  for-­‐ ma   a   possibilitar   o   crescimento   da   economia.   Pelos   valores   apresen-­‐ tados   pode-­‐se   até   concluir   que   em   muitas   empresas,   a   reposição   do   capital  utilizado  não  foi  realizada,  contribuindo  para  o  decréscimo  da   produção.  

  Pág.  250   5.  

• • • • • •

investimento  material;   investimento  imaterial;   investimento  financeiro;   investimento  imaterial   investimento  material   investimento  material  

  Pág.  254   6.1   Tem   necessidade   de   financiamento   pois   não   possui   os   meios   financei-­‐ ros  suficientes  para  a  despesa  de  investimento.   6.2   290  mil  euros.   6.3   Capital   alheio   pois   esses   meios   financeiros   são   disponibilizados   por   terceiros.     Pág.  255   7.   Ao  fim  de  4  meses:  150  000  x  0,038  x  1/3  =  1900  euros.   Ao  fim  de  1  ano:  5700  euros.     Pág.  257     8.1   15  000  x  0,07x  1  =  1050  euros.   8.2   Taxa  ativa  –  7%;  taxa  passiva  –  2,1%.   8.3   A  taxa  ativa  tem  de  cobrir  a  taxa  a  pagar  pelos  bancos  aos  depositan-­‐ tes  de  forma  ao  banco  ter  um  ganho.     Pág.  258   9.   Em  2008,  2009  e  2010  houve  maior  incentivo  à  poupança  pois  os  de-­‐ pósitos  eram  remunerados  acima  da  inflação.  Em  2011,  a  situação  in-­‐ verteu-­‐se   pois   a   taxa   de   juro   dos   depósitos   não   cobriu   a   inflação,   o   que  pode  ter  constituído  menor  incentivo  à  aplicação  da  poupança  em   depósitos  bancários.       Pág.  260   10.    

• crédito  à  produção  (de  funcionamento),  a  curto  prazo,  particular  e   interno;  

• crédito  ao  consumo,  a  médio  prazo,  particular  e  interno;   • crédito  público,  de  longo  prazo  e  externo.     Pág.  262     11.   As   instituições   Financeiras   Monetárias   podem   receber   depósitos,   enquanto   as   Instituições   Financeiras   Não   Monetárias   não   o   podem   fazer.     Pág.  263   12.   As   sociedades   de   factoring   ao   adquirirem   os   títulos   de   créditos   em   cobrança,   mediante   a   aplicação   de   uma   taxa   de   juro,   emprestam   di-­‐ nheiro   aos   agentes   que   cederam   os   títulos,   estando,   deste   modo,   a   conceder-­‐lhes  financiamento.      

102  

 

Pág.  266     13.   A   compra   de   ações   é   considerado,   normalmente,   um   investimento   financeiro  de  risco  pois  o  preço  destes  títulos  na  Bolsa  está  sujeito  a   grandes  flutuações  e  o  seu  rendimento  está  dependente  dos  resulta-­‐ dos  das  sociedades  e  da  política  de  distribuição  de  dividendos.       Pág.  268   14.   Os  títulos  da  dívida  pública  são  emitidos  pelos  Estados  e,  portanto,  a   compra   destes   títulos,   por   parte   dos   investidores   e   aforradores,   re-­‐ presenta  uma  forma  de  empréstimo  concedido  aos  Estados.     Pág.  269     15.   Quando  uma  agência  de  rating  atribui  uma  má  notação  à  capacidade   de  um  país  proceder  ao  cumprimento  do  serviço  da  dívida  (pagamen-­‐ to  de  juros  e  do  capital  em  dívida)  existe  aquilo  que  se  designa  por  ris-­‐ co  soberano  que  se  traduz  na  subida  do  preço  dos  títulos  emitidos,  ou   seja,  no  aumento  da  taxa  de  juro  a  cobrar  pelas  entidades  credoras.     Pág.  270   16.   Através   da   emissão   de   ações,   a   empresa   aumenta   o   capital,   trazido   pelos  novos  sócios,  os  acionistas.  Se  optar  pela  emissão  de  obrigações,   a  empresa  obtém  o  financiamento  através  de  um  empréstimo,  tendo   de  remunerar  os  detentores  desses  títulos  com  juros  e,  no  fim  do  pra-­‐ zo,  proceder  ao  reembolso  do  capital  emprestado.       Pág.  273   17.1   O   investimento   líquido   apresenta   em   ambos   os   gráficos   valores   inferi-­‐ ores  ao  investimento  bruto  pois,  o  seu  valor  resulta  da  diferença,  para   cada  ano,  entre  o  investimento  e  o  desinvestimento  realizado.   17.2   Maior  investimento  líquido  –  2011   Menor  investimento  líquido  –  2009   17.3   Anos  de  2011  e  2007.   17.4   O   valor   apresentado   (–   5658)   milhões   de   euros   significa   que,   nesse   ano,  o  valor  do  desinvestimento  realizado  por  Portugal  no  exterior  foi   superior  ao  valor  do  investimento  realizado.   18.   Os   investimentos   diretos   estrangeiros,   traduzindo-­‐se   na   abertura   de   novas   empresas   ou   no   reforço   do   capital   de   empresas   já   existentes,   contribuiu   para   o   aumento   da   capacidade   produtiva   e   do   emprego,   proporcionando,   através   da   riqueza   criada,   um   maior   rendimento   a   distribuir  pelos  fatores  produtivos,  que  se  irá  refletir  positivamente  na   procura  (consumo  e  investimento).  Desta  forma,  o  investimento  dire-­‐ to  estrangeiro  contribuirá  para  o  crescimento  das  economias.        

AVALIAÇÃO   Págs.  276  a  279     Grupo  I   1.  B          2.  B          3.  A          4.  A          5.  D     Grupo  II   1.1 O   consumo   e   a   poupança   são   os   destinos   do   rendimento   disponível.     A   parte   do   rendimento   disponível   que   não   for   gasta   em   consumo   constitui  a  poupança.     1.2 O  nível  da  poupança  está  relacionado  com  o  nível  de  rendimento  dis-­‐ ponível.  Em  termos  absolutos  a  poupança  aumentará  com  o  aumento   do  rendimento  disponível.  O  quadro  apresenta  valores  relativos  à  va-­‐ riação  destes  dois  indicadores  e  é  possível  verificar  que  o  rendimento   disponível   registou   um   menor   crescimento   no   período   considerado   (tendo  diminuído  em  2011),  ao  contrário  da  taxa  de  poupança,  o  que   revela  uma  quebra  da  parcela  gasta  em  consumo.      

1.3 O  crescimento  da  taxa  de  poupança  (9,7%)  face  à  queda  do  rendimen-­‐ to  disponível  (–  4,5%),  mostra  que  as  famílias  portuguesas,  na  situação   de   crise   económica   do   país,   tendo   receio   do   futuro,   nomeadamente   do  desemprego,  baixaram  o  seu  nível  de  consumo.   2.  

A  situação  de  crise  económica  em  que  o  país  se  encontrava  refletiu-­‐se   na   queda   do   investimento   como   os   valores   fornecidos   mostram:   em   2008  o  investimento  em  capital  fixo  representava  22,5%  do  PIB  e  em   2011   essa   parcela   reduziu-­‐se   para   18,1%.   Os   principais   fatores   atribuí-­‐ dos   a   essa   diminuição   do   investimento   são   as   poucas   perspetivas   de   venda,   dada   a   quebra   do   consumo,   a   fraca   rendibilidade   do   investi-­‐ mento  que  afasta  os  investidores  pela  receio  de  não  retorno  da  des-­‐ pesa  e  a  dificuldade  em  obter  o  crédito  necessário.  

3.1   O  crédito  constitui  o  meio  de  as  empresas  obterem  os  recursos  finan-­‐ ceiros  à  sua  atividade  quando  não  dispõem  de  capacidade  de  financi-­‐ amento.   3.2   A  oferta  de  crédito  tem  decrescido  devido  às  dificuldades  de  financi-­‐ amento  dos  bancos  nacionais  nos  mercados  internacionais,  o  que  leva   os   bancos   a   restringir   os   montantes   de   crédito   a   conceder,   a   aplicar   taxas  de  juro  elevadas  e  a  exigir  maiores  garantias.  Estas  restrições  re-­‐ sultam  numa  menor  procura  de  crédito  por  parte  dos  agentes  econó-­‐ micos.   3.3   Para   ultrapassar   as   dificuldades   do   mercado   de   crédito   nacional,   al-­‐ gumas  empresas  têm   recorrido   a   financiamentos   junto  de   instituições   financeiras  internacionais.       Grupo  III   1.1   Tendo  emitido  um  empréstimo  obrigacionista,  a  Brisa  utilizou  recursos   financeiros  disponibilizados  por  terceiros,  o  que  mostra  que  a  empre-­‐ sa  teve  necessidade  de  financiamento.   1.2   A  compra  de  obrigações  emitidas  pela  empresa,  por  parte  dos  agentes   económicos   com   poupança   positiva,   traduz-­‐se   num   empréstimo   con-­‐ cedido  à  empresa  que  obtém,  desta  forma  os  recursos  financeiros  de   que  carece.   1.3   As   empresas   podem   abrir   o   seu   capital   a   outros   sócios   através   da   emissão  de  ações.   2.1   Investimento  direto  estrangeiro.   2.2   Este  tipo  de  investimento  caracteriza-­‐se  pela  entrada  de  capital  num   país  estrangeiro,  que  se  pode  traduzir  na  abertura  de  empresa  ou  par-­‐ ticipação   no   capital   de   uma   empresa   já   instalada   nesse   país.   No   exemplo  referido,  a  empresa  francesa  Peugeot  investiu  capital  na  Re-­‐ pública  Checa  e  na  Rússia,  instalando  nestes  países  fábricas,  em  par-­‐ ceria   com   outras   empresas   de   automóveis.   A   Mota-­‐Engil   (empresa   portuguesa)  é  outro  exemplo  de  investimento  direto  no  exterior.   2.3   Aumento  das  vendas  e  expansão  do  mercado.   3.1   Diversificar   as   aplicações   e   investir   a   longo   prazo   reduz   o   risco   e   au-­‐   menta  as  possibilidades  de  rendibilidade.  

 

3.2   A  crise  da  economia  europeia,  particularmente,  na  Zona  Euro,  refletiu-­‐   -­‐se   na   flutuação   das   bolsas   e   a   crise   da   dívida   do   Estado   português   tem  gerado  incerteza  junto  dos  aforradores.  Aplicações  diversificadas   (depósitos  a  prazo,  ações,  fundos  de  investimento,  obrigações  e  títulos   da  dívida  pública)  e  de  prazo  mais  longo  é  a  solução  mais  prudente.   3.3   A  crise  do  euro  e  da  nossa  economia  refletiu-­‐se  na  evolução  da  bolsa   portuguesa   como   o   gráfico   revela:   entre   janeiro   de   2007   e   abril   de   2012   verificou-­‐se   uma   grande   quebra   dos   valores   do   índice   PSI-­‐20,   que  reflete  o  valor  médio  da  cotação  das  20  principais  empresas  por-­‐ tuguesas  cotadas  na  bolsa.     3.4  e  3.5  Depende  da  resposta  do  aluno.      

ECONOMIA  APLICADA     Págs.  280  e  281   1.1   O   nível   de   rendimento   influencia   o   nível   de   poupança.   Como   o   nível   de  rendimento  das  famílias  portuguesas  é  baixo,  a  sua  capacidade  de   poupar  é  reduzida.  Os  valores  mostram  que,  em  2011,  depois  de  pa-­‐ gar  as  despesas  fixas,  50,4%  das  pessoas  ficaram  apenas  com  10%  do   rendimento   disponível.   Apenas   7,8%   ficaram   com   40%   do   rendimento   disponível.   Além  dos  descontos  obrigatórios  para  os  sistemas  de  Segurança  Soci-­‐ al,  a  grande  maioria  das  famílias  não  fez  qualquer  poupança  para  a  re-­‐ forma   (66,6%),   apenas   20,9%   constitui   poupança.   O   baixo   rendimento   é  uma  das  razões  para  um  tão  baixo  valor.   A  política  de  austeridade  aplicada  no  país  e  a  contração  da  economia   tem   levado   a   uma   diminuição   do   rendimento   das   famílias,   limitando   a   sua  capacidade  de  poupança.     2.1   O   património   das   famílias   portuguesas   concentra-­‐se   em   ativos   reais   (87,5%)   –   a   casa   em   primeiro   lugar   (54,6%),   o   carro   em   segundo   lugar   (26,3%)   e   um   negócio   (13,6%),   em   terceiro   lugar;   os   ativos   financeiros   representam   12,5%   do   património   das   famílias,   com   destaque   para   os   depósitos  a  prazo,  que  representam  58,1%  do  total  destes  ativos.  Os   títulos   mobiliários,   como   ações   e   títulos   da   dívida   pública,   represen-­‐ tam  12,8%  dos  ativos  financeiros  das  famílias  e  os  depósitios  à  ordem   12,5%.   Analisando   a   percentagem   de   famílias   com   ativos   reais   verifica-­‐se   que   71,5%   das   famílias   portuguesas   possuem   casa   própria,   72,2%   têm   car-­‐ ro   e   apenas   7,6%   possui   um   negócio.   Quanto   às   famílias   que   possuem   ativos   financeiros,   93%   têm   depósitos   à   ordem,   85,5%   possui   outros   ativos   financeiros   (principalmente   empréstimos   a   familiares   e   amigos)   e  43,7%  possui  depósitos  a  prazo.   2.2   Uma  primeira  conclusão  é  a  preferência  manifesta  das  famílias  portu-­‐ guesas  por  aplicar  a  sua  poupança  em  ativos  reais,  com  destaque  para   a   casa   e   carro.   Relativamente   à   aplicação   da   poupança   em   ativos   fi-­‐ nanceiros,  o  produto  mais  representativo  é  constituído  pelos  depósi-­‐ tos  à  ordem  e  a  prazo.    

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